Liderado pelo Corinthians, Brasil só perde menos jogadores para China do que Hong Kong

Jadson deixou o Corinthians para atuar no futebol da China – ou melhor, na segunda divisão local – no dia 18 de dezembro de 2015. Dias depois, Luís Fabiano acertou contrato com o mesmo Tianjin Quanjian, treinado por Vanderlei Luxemburgo, e foi mais um a se aventurar no maior país asiático. Desde então, o Brasil liberou cinco jogadores para lá.

E essa debandada, liderada pelo “desmanche” feito no Corinthians, torna o Brasil um dos maiores vendedores de jogadores para a China. O problema? O país só perde menos jogadores para lá do que Hong Kong, mostrando a fraqueza dos times brasileiros para segurar jogadores por tanto dinheiro oferecido.

Os cinco jogadores vendidos pelo Brasil para a China desde a saída de Jadson, contando com ele, são: Jadson, Ralf, Renato Augusto (Corinthians), Luís Fabiano (São Paulo) e Biro Biro (Fluminense).

Apenas Hong Kong, que vendeu seis jogadores, perdeu mais atletas para a China.

Na Europa, segundo principal alvo dos chineses, apenas Portugal iguala o Brasil: também cinco vendas para a China. Mas quatro destas foram de jogadores de segunda divisão, apenas um da primeira liga portuguesa.

A Suécia é o segundo país que mais perdeu jogadores para a China na Europa no período: só dois. A Espanha também perdeu dois, mas de divisões inferiores à segunda.

Veja a lista completa de países que perderam jogadores para a China no mesmo período que o Brasil perdeu três jogadores do campeão nacional:

Hong Kong – 6
Brasil – 5
Portugal – 5 (4 da segunda divisão)
Coreia do Sul – 4
Suécia – 2
Espanha (terceira divisão) – 2
Bélgica (segunda divisão) – 1
Holanda – 1
França – 1
África do Sul – 1
Taiwan – 1
Emirados Árabes Unidos – 1
Uzbequistão – 1
Dinamarca – 1
Japão – 1
Itália – 1
Polônia – 1

Dados: Transfermakt



Jornalista esportivo.