“Não aceito outra luta que não seja pelo cinturão”, diz José Aldo

Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Depois de perder o cinturão peso-pena em apenas 13 segundos para Conor McGregor, José Aldo mostrou que ainda não digeriu aquela derrota. O brasileiro, que dominou o WEC e o UFC por anos, disse que logo após perder para o irlandês, Dana White, presidente da organização, prometeu a ele uma nova disputa de cinturão já na sua próxima luta. Mas com o anúncio de que McGregor vai enfrentar Rafael dos Anjos pelo peso-leve, sem deixar vago o título dos penas, deixa Aldo preocupado.

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“Logo após a luta, o Dana foi até o vestiário e falou pra gente que a próxima luta seria contra o Frankie Edgar pelo cinturão, porque o Conor iria subir para os leves, porque ele não estava conseguindo bater o peso. Eu, por mim, lógico que quero uma revanche com ele, até pelo fato de que não teve luta. Nenhum dos dois lutou, foi um soco só que ele conseguiu conectar e venceu a luta. Beleza, parabéns, mas não era aquilo que todos esperavam. Mas eu não vivo em função disso, para mim eu vivo sempre o amanhã. Se for uma revanche ou uma luta pelo título, pouco importa, mas, lógico, um dia vamos lutar de novo sim, sei que vou ganhar dele, sei que tenho capacidade. O próximo passo, não vejo outra luta e também não aceito outra luta que não seja pelo cinturão”, falou Aldo, em entrevista ao “Portal do Vale Tudo.

O brasileiro revela que na assinatura do contrato para o combate diante do irlandês já estava previsto que o vencedor iria para os leves, mas abandonando o título da divisão. De acordo com Aldo, McGregor está em lugar ao qual não pertence, mas é amparado pelo Ultimate, que peca no excesso de poder concedido ao lutador.

“A gente, quando assinou o contrato, a intenção era de que o vencedor fosse lutar no peso de cima, mas a gente teria que abandonar o cinturão da categoria de baixo. Isso era o certo, era o que falaram pra gente. Se a gente lutasse em cima, ganhasse ou perdesse, e tivesse a oportunidade de lutar na categoria de baixo ia ser direto pelo cinturão. Acho que deram muita asa pra ele, deixaram ele crescer bastante. Hoje em dia ele está jogando, mandando muito mais do que eles. Acho isso errado, nunca teve ninguém fazendo isso. Não importa se é dinheiro ou não nesse momento, o que importa é mostrar quem manda, quem é dono, quem é o patrão, não um m*** falando de uma coisa onde você vê que ele não merece estar onde está. Sempre respeitei todos os méritos, mas ele teve muito mais sorte do que méritos”, finalizou Aldo.



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