(Opinião+Vídeos) Equipes que fazem falta na Fórmula 1

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É óbvio que em todos esses anos, muitas equipes passaram pela Fórmula 1. Mas tem aquelas que saíram e se mantém no coração dos fãs. Confira abaixo uma pequena lista das equipes que fazem falta na Fórmula 1

Arrows

A equipe inglesa foi fundada em 1977 por Franco Ambrosio, Alan Rees, Jackie Oliver, Dave Wass e Tony Southgate.
O impressionante foi que o primeiro carro em cinquenta e três(53) dias! No caso, o Arrows FA1. Os pilotos da primeira temporada foram Riccardo Patrese e Rolf Stommelen e o desempenho da equipe foi muito bom, pois terminou o ano com 11 pontos, na décima colocação nos contrutores.

Com o passar dos anos, se esperava que a equipe progredisse e se tornasse grande, mas como sabemos, isso nunca aconteceu. Ficou marcada por nos anos 80 por uma equipe de eterna promessa.

A equipe teve pilotos de destaque, além de Patrese, Alan Jones, Thierry Boutsen, Eddie Cheever, Derek Warwick, Damon Hill, Taki Inoue, Jos Verstappen e Heinz Harald Frentzen.

Algumas curiosidades. O momento mais pitoresco envolvendo a equipe foi em 1995, quando se chamava Footwork, claro, no Gp da Hungria, quando Taki Inoue conseguiu ser atropelado pelo carro de serviço após sair do carro e abandonar a corrida.

O momento mais bacana da equipe foi na mesma Hungria, dois anos depois em 1997, quando Damon Hill quase ganhou a corrida, mas teve problemas hidráulicos e conseguiu terminar em terceiro.

De pilotos brasileiros nós tivemos Chico Serra em 1983 em quatro corridas, Christian Fittipaldi em 1994, Ricardo Rosset em 1996, Pedro Diniz em 1997 e 1998, fechando com Enrique Bernoldi em 2002.

A equipe fechou as portas em 2002, ao ponto de na classificação do Gp da França, os dois carros andarem devagar para ficarem acima do 107%.

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Benneton

Antes de se tornar uma equipe, a marca Benneton em 1983 apareceu estampando os carros da Tyrrell, em 1984 foi a vez da Alfa Romeo e em 1985 a Toleman, sendo que, neste último caso, a Benneton comprou a Toleman e se tornou oficialmente uma equipe de Fórmula 1.

Seu auge foi nos anos de 1994 e 1995, quando com Michael Schumacher conseguiu o bi campeonato. Mas a história da Benetton é muito maior do que isso, seja antes ou depois da fase Schumacher e seus dois títulos.

Em seu ano de estréia, o carro guiado pela dupla Teo Fabi e Gerhard Berger, já conquistou uma vitória, no Gp do Mexico com o piloto austríaco. Além do que, o modelo desta temporada, o B186, equipado com o motor BMW com absurdos(mais ou menos) 1350 cavalos! Isso significa que em Monza foi alcançada a velocidade de 352Km/h na classificação com Gerhard Berger.

O ano de 1994 foi polêmico devido a controvérsia do controle de largada, de tração e combustível. Inclusive o final da temporada foi polêmico, com a decisão tão famosa em Adelaide.

Um dos mais belos momentos foi protagonizado no GP do Japão de 1990, quando Piquet conquistou a vitória com Roberto Pupo Moreno na segunda posição. Ao final da corrida, nos boxes, Moreno foi as lágrimas em uma das cenas mais bonitas e emocionantes da história da Fórmula 1.

Um dos mais tensos foi no GP da Alemanha em 1994, quando Jos Verstappen teve seu carro em volto em chamas durante uma parada nos boxes. A imagem ficou eternizada como um dos momentos de maior aflição da história do esporte a motor.

Na Benneton tivemos nomes como Gerhard Berger, Alessandro Nannini, Nelson Piquet, Roberto Moreno, Jenson Button, Thierry Boutsen, Michael Schumacher, Martin Brundle, Johnny Herbert, Jean Alesi, Giancarlo Fisichella entre outros.

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Brabham

A lendária equipe do lendário Jack Brabham foi fundada em 1960, foi quatro vezes campeã do mundo de pilotos e duas vezes campeã de construtores.

A Brabham teve uma importância gigantesca no automobilismo, chegando a alcunha de nos anos 70 de ter mais de 500 carros vendidos, alcançando a fama de maior montadora do automobilismo.

Falar em Brabham é falar de nomes não só de pilotos, como por exemplo Bernie Ecclestone, que comandou a equipe após a saída de Jack Brabham. Bernie vendeu a equipe em 1988, já na decadência da equipe. Tem nomes também como Gordon Murray, conhecido como “O Mago”, Herbie Blash e inclusive Ron Dennis.

Falando nos títulos, Jack Brabham é o único piloto campeão da Fórmula 1 pilotando o seu próprio carro, no ano de 1966, conquistando quatro vitórias seguidas, em Reims, Brands Hatch, Zandvoort e Nurburgring.

Em 1967 foi a vez do companheiro de Jack, Denny Hulme ser o campeão, com duas vitórias, em Monaco e Nurburgring. Também conquistou pódios importantes como os três segundos lugares, em Le-Mans(Bugatti), Silverstone e Mosport(Canadá) e três terceiros lugares, em Zandvoort, Watkins Glen e em Hermanos Rodriguez.

Nos anos 70 a equipe perdeu um pouco o fôlego, mas ainda assim em 75 Carlos Reuttman conquistou o terceiro lugar no campeonato de pilotos, seu companheiro, Jose Carlos Pace foi o sexto.

A única vitória de Pace foi pela Brabham, no GP do Brasil de 1975, muito comemorada inclusive, pois Emerson Fittipaldi foi o segundo colocado. Infelizmente Pace não teve a chance de disputar o título, pois em 1977, ano em que muitos colocavam Pace como um dos grandes favoritos ao título, faleceu em um acidente de helicóptero.

Nos anos de 1981 e 1983, Nelson Piquet conquistou dois de seus três títulos. Foram momentos épicos para a equipe, que tinha muita gente boa em sua equipe como já citado acima. Seus carros de cor azul e branco ficaram na memória dos torcedores e até hoje são lembrados. Vale ressaltar também que em 1983 a equipe foi campeã com motor turbo, no caso, o motor BMW, se tornando a primeira equipe com motor turbo a ser campeã. Infelizmente nos anos seguintes, a equipe foi caindo de rendimento até que no ano de 1992 a equipe fechou as portas, tendo participado melancolicamente de duas etapas durante a temporada.

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Ligier

Criada por Guy Ligier, entrou em 1976 na Fórmula 1 com Jacques Laffite. Teve um ano muito bom, tendo como melhor resultado o segundo lugar na Áustria. Equipado com o bestial motor Matra V12 nos primeiros anos(até 78) e depois de 81 a 82, está na história para muitos como o som de motor mais absurdo de todos os tempos. Em 1977 conquistou a primeira vitória, em Anderstorp com Jacques Laffite.

A Ligier ficou marcada também pela quantidade de pilotos franceses que guiaram seus carros ao longo da história. Nomes como o próprio Laffite, Jean Pierre Jarrier, Patrick Depaller, Didier Pirony, Patrick Tambay, François Hesnault, Phillipe Alliot, Phillip Streiff, René Arnoux, Olivier Grouillard, Érik Comás, Olivier Panis, Franck Lagorce e Éric Bernard passaram pela equipe e guiaram os lendários carros azuis em algum momento da vida da equipe francesa.

O melhor período da Ligier foram nos anos de 1979 e 1980, em 1979, Jacques Laffite venceu as duas primeiras etapas da temporada, dando a impressão que tinha chegado a vez dos “bleu”, mas infelizmente a quantidade de abandonos (sete) derrubaram as pretensões de Laffite e da equipe para serem campeões mundiais. Patrick Depaller venceu o GP de Long Beach, antes de ser substituído pelo belga Jacky Ickx(O primeiro não francês a correr pela Ligier, pois sofreu um acidente de Asa Delta após o GP de Monaco, não voltando a pilotar em 79. Em 1980 assinou com a Alfa Romeo e faleceu em um teste em Hockenheim.

Em 1980, Laffite e Didier Pironi conquistaram uma vitória cada. Menos do que em 79 no todo, mas abandonando menos, a equipe conseguiu somar mais pontos no final do ano(61×66) e terminou como vice campeã de construtores.

Nos anos seguintes a equipe literalmente despencou. Com carros ruins e pilotos que não tinham muito como evoluir devido a projetos fracassados, a Ligier voltou a fazer um número considerável de pontos em seus quatro últimos anos, por incrível que pareça.

E eis que em 1996, Olivier Panis conquistou a sua primeira e única vitória na Fórmula 1, no complicadíssimo, caótico e inesquecível GP monegasco. Apenas quatro carros terminaram e Panis foi agraciado com uma vitória muito especial.

Em 1997 a equipe passou a se chamar Prost.

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Minardi

Fundada em 1979, a inesquecível equipe de Faenza nunca conquistou uma vitória, não fez muitos pontos em sua carreira, mas ficou no coração dos fãs do esporte a motor e quando se fala em equipes saudosas, a Minardi sempre está na lista das mais lembradas!

Estreou em 1985 e em 2001 passou para as mãos do australiano Paul Sttodart, que levou a equipe até 2005, quando virou Toro Rosso.
Na Fórmula 1 seu melhor ano foi o de 1991, quando marcou 6 pontos e terminou na sétima colocação no mundial de construtores. Em 1993 até marcou mais pontos, 7 no caso, mas terminou em oitavo nos construtores.

Um ponto interessante foi que em 1988, a equipe conquistou seu primeiro ponto, em Detroit, com Pierluigi Martini, que retornava a equipe após ter sido quem pilotou em 1985 como único piloto. O italiano substituiu o espanhol Adrian Campos que não se classificou em nenhuma das provas anteriores de 1988.

Em 2005, no seu último ano, de pneus Bridgestone, se aproveitou da polêmica no GP dos Estados Unidos, onde apenas seis carros largaram. No caso, Christian Albers terminou em quinto e Patrick Friesacher em sexto.

Em 1990 outro momento interessante para a equipe já no grid de largada, com o surpreendente segundo lugar conquistado por Martini(sempre ele). Na corrida, terminou em sétimo.

Em 1994 a Minardi teve um dos momentos mais absurdos da Fórmula 1, em Monza, quando no final da prova, Christian Fittipaldi na última volta, na reta de chegada, tentou ultrapassar seu companheiro de equipe, o Martini(outra vez?) valendo a sétima posição. Eis que Fittipaldi literalmente deu um vôo.

A equipe de Faenza teve pilotos como, além de Martini, Andrea de Cesaris, Alessandro Zanardi, Gianni Morbidelli, Pedro Lamy, Luca Badoer, Justin Wilson, Mark Webber, Fernando Alonso, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno, Giancarlo Fisichella, Michelle Alboreto, entre outros.

Sua última corrida foi na China em 2005, depois, como já citado, virou Scuderia Toro Rosso.

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Jordan

A mais roqueira das equipes, não pode ficar de fora. Fundada por Eddie Jordan, ficou marcada pelos seus lindíssimos carros e por um chefe de equipe amante da velocidade.

Correu de 1991 a 2005, fez ótimo papel na categoria, com quatro vitórias, 19 pódios, duas poles e duas voltas mais rápidas. Ficou estigmatizada assim como a Arrows e Ligier por serem eternas promessas, mas assim como a Ligier, chegou a disputar o título, no caso, o de 1999 com Heinz Harald Frentzen.

Uma curiosidade é que quem fez o primeiro teste da Jordan foi John Watson, que estava aposentado há um bom tempo, tanto que em 1991, a Jordan iniciou a temporada com Bertrand Gachot, que terminou na décima posição em Phoenix e Andrea de Cesaris, que não se classificou para a corrida. O ano de 1991 foi muito bom, pois a Jordan conseguiu o feito de terminar na quinta posição na tabela de construtores com 13 pontos. Andrea de Cesaris se destacou pois teve dois quartos lugares, um quinto e um sexto.

Na Bélgica, um certo alemão participou apenas desta corrida pela Jordan e foi para a Benetton. Seu nome? Michael Schumacher. Sua corrida não durou uma volta, mas já mostrava que vinha para fazer seu nome. Veio escorado pela Mercedes por participar do Grupo C pela marca alemã.

Schumacher entrou na equipe devido a prisão do Belga Bertrand Gachot após uma briga de trânsito.

Os dois próximos anos foram difíceis para a Jordan, em 1992 com o contestável motor Yamaha marcou apenas um ponto, com Stefano Modena na Austrália, em 1993 veio o motor Hart e as coisas melhorarm e a Jordan fez 3 pontos. Pouco, mas mediante ao ano horroroso de 1992, observou um notável avanço na equipe.

Em 1993 Rubens Barrichello estreava com total atenção do circo da Fórmula 1 e mostrava que não viria para ser mais um, mas sim com chances de se tornar no futuro um dos protagonistas da categoria. Seu momento mais marcante foi em 1993 em Donnigton, quando por muito pouco não terminou em segundo lugar, devido a problemas no sistema de combustível. Os pontos da equipe vieram no Japão, quando Irvine estreou em quinto e Barrichello foi o sexto. Aliás, Irvine chegou “chegando e causando” na Fórmula 1.

Em 1994, Barrichello foi terceiro em Aida e conquistou sua primeira pole na Bélgica devido a ter feito sua volta antes da chuva cair. Na corrida abandonou na volta 19. O ano não foi ruim, a equipe terminou na quinta posição nos construtores com 28 pontos.

Os anos passaram, em 1995 veio o motor Peugeot, que junta da Jordan prometiam brigar por títulos, mas infelizmente ficou na conversa. Os carros de 1995, 1996 e 1997 eram bons, mas não o suficiente para tal. Ainda teve bons momentos, como o segundo e terceiro lugar de Barrichello e Irvine no Canadá. O GP Brasil de 1996 onde Barrichello brigou até o fim pelo pódio mas acabou rodando no final, o GP da Alemanha de 1997 onde Fisichella quase venceu, mas quem levou foi Gerhard Berger, conquistando sua última vitória na carreira.

Em 1998 veio finalmente a tão sonhada vitória da Jordan, com Damon Hill na Bélgica, debaixo de uma verdadeira tormenta. Tão bom quanto a vitória para a Jordan, foi que fez logo a dobradinha, com Ralf Schumacher chegando na segunda posição. Foi um baita ano para a equipe, terminando na quarta posição na tabela de construtores, com 31 pontos.

Mas em 1999 as coisas iriam caminhar um pouco mais. Sem Ralf Schumacher que tinha ido para a Williams, a Jordan contratou Heinz Harald Frentzen, e o alemão não decepcionou, conquistou duas vitórias e a Jordan disputou o título até a prova da Malasia, penúltima do ano.

Infelizmente no ano 2000 a equipe não repetiu o sucesso e nos anos seguintes a coisa só piorou. Mas em 2003 a Jordan teve seu dia de glória no GP Brasil(Tão caótico quanto o da Bélgica em 98) quando Giancarlo Fisichella venceu a corrida. A corrida em si foi tão absurda que Fisico só recebeu o troféu na semana seguinte, no GP de Ímola, pois tinham dado a vitória aqui para Kimi Raikkonen.

No ano de 2005, no GP dos Estados Unidos, a Jordan conquistou o terceiro lugar da corrida com o português Tiago Monteiro e o quarto com Narain Kartkhikeyan, ao fim do ano, a Jordan fechou as portas e em 2006 mudou de nome para Midland.

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Opinião do colaborador: Claro que tem muito mais equipes saudosas, como Tyrrell, Dallara, B.A.R, B.R.M, Fittipaldi, Hesketh, March, Leyton House, RAM, Rial, entre outras. Futuramente eu farei uma parte dois deste especial!



Cara simples, amante do esporte a motor e que curte outros esportes. Dono do canal Tio Duh no youtube, voltado para gameplay de clássicos de 8,16 e 32 bits. Amante do esporte a motor, considera escrever uma forma de estar mais próximo das pistas!