Opinião: Liverpool e Arsenal dão “aula de futebol”

(Créditos da Foto: Liverpool FC / Chris Shaw)

Era grande a expectativa para o clássico da 21ª rodada da Barclays Premier League nesta quarta-feira (13). Liverpool e Arsenal, além de gigantes do futebol mundial, são dois times que disputam o título da temporada na Inglaterra e tem times muito ofensivos num chuvoso Anfield Road

Entretanto, o jogo não apenas cumpriu as expectativas, mas simplesmente foi uma grande “aula de futebol”, aberta para todos os fãs de futebol em todo o mundo, promovida por dois times ofensivos e com técnicos que contribuem bastante para o futebol. Jurgen Klopp (que deu mais um ensinamento para o futebol na noite desta quarta-feira) e Arsène Wenger.

O jogo foi intenso desde os primeiros minutos, começando com chances criadas por ambos os lados. Era evidente a vontade dos jogadores de marcarem o mais rápido possível. Quem abriu o placar foi o Liverpool, que apresentava mais poder de finalização contra seu rival londrino. Firmino foi o autor do 1×0 aos 10 minutos do 1º tempo

Aos 14 minutos, o Arsenal também foi premiado pela vontade e bom futebol. Aaron Ramsey foi as redes e empatou. 1×1. Entretanto, cinco minutos depois, tivemos a constatação de que o brasileiro Firmino estava vivendo seu “dream day”, novamente indo as redes e ampliando para 2×1. Ambos os times continuaram criando chances. Não, a defesa não estava mal posicionada, mas os espaços expostos eram evidentes. Aos 25 minutos, o francês Giroud empatou novamente. 2×2. O ritmo caiu um pouco, mas o jogo seguiu em bom nível. Foi o resultado do excelente 1º tempo.

No 2º tempo, o sensacional ritmo do jogo seguiu, e a primeira chance foi aos 30 segundos. Vimos que não demoraria para um time marcar, e o jogo seguiria frenético até isso ocorrer. E ocorreu, aos 10 minutos, com o artilheiro matador Olivier Giroud, sempre decisivo em grandes jogos. O Arsenal virava no Anfield Road, 2×3. Após o gol, o Liverpool parecia ter sentido o “golpe”. Breve sensação, o time logo voltou a assustar o Arsenal, que resolveu priorizar a defesa e preencheu os espaços que estavam vagos pelo campo.

Várias chances criadas pelo Liverpool, algumas pelo Arsenal. O tempo foi passando, a chuva foi virando neve, e as alterações foram sendo processadas por ambos os técnicos. No Arsenal, Chamberlain, Gibbs e Arteta entraram. No Liverpool, Benteke, Joe Allen e Caulker foram para o jogo. Você pode estar se perguntando, por quê o nome de Joe Allen está grifado?

O nome de Joe Allen representa um novo ensinamento do gênio Jurgen Klopp. Você colocaria um zagueiro para desempenhar função de centroavante? Pois bem, a controversa aposta foi convertida em uma certeira jogada para a busca do empate num clássico que estava sendo perdido. Sensacional! Tem que ter muita confiança, ousadia e inteligência para uma jogada dessas. O empate aos 45 minutos foi o toque final da “obra de arte”.

Poderia escrever que Klopp se destacou sobre Wenger por causa do empate nos minutos decisivos, mas seria uma injustiça fazer isso. Ambos os técnicos e times merecem demais serem reverenciados. Tivemos uma verdadeira e prazerosa “aula de futebol”, totalmente grátis e transmitida ao vivo para o mundo todo. 90 minutos muito bem aproveitados para os amantes do melhor esporte do mundo. Um jogo de 6 gols, 36 finalizações e apenas 16 faltas é para se guardar por muito tempo.


PS: Que viva o futebol!
(Créditos da Foto: Liverpool FC / Chris Shaw)



Apaixonado por esportes e pelo jornalismo. Grande seguidor do futebol, do automobilismo, dos esportes americanos e fã incondicional da NFL.