Sede de poder na CBF já respinga na Seleção Brasileira

A sede de poder do grupo político de Marco Polo Del Nero na CBF está começando a afetar de forma direta a Seleção Brasileira. De acordo com o repórter do site Terra, Silvio Barsetti, a tentativa de acomodar um dos vices presidentes acabou gerando um desconforto junto a Gilmar Rinaldi e o técnico Dunga.

Gustavo Feijó, um dos vices da entidade, estava reclamando dos rumos tomados pela CBF e para aquietar suas queixas, o vice-presidente da região Nordeste foi agraciado com o cargo de chefe de seleções. Mal assumiu o posto e ele declarou que Dunga dependeria de resultados para seguir no comando do time canarinho, o que gerou reclamações.

O entendimento de Feijó foi rebatido tanto por Rinaldi quanto por Dunga em conversas reservadas na entidade e Gilmar fez questão de falar com Rogério Caboclo e Walter Feldman, que tem algum controle da CBF.

Dunga também mostrou sua irritação com a situação e a sensação generalizada era que havia uma intervenção no trabalho feito pelo coordenador de seleções, posição de Rinaldi assumida após a Copa de 2014, quando o Brasil perdeu a competição em sua casa de forma vexatória, caindo na semifinal para a Alemanha, em jogo realizado na cidade de Belo Horizonte por 7 a 1 e depois perdendo a decisão de terceiro lugar para a Holanda, em Brasília por 3 a 0.

A entidade se viu obrigada a publicar uma nota em seu site oficial em que garante autonomia a Gilmar e reforça sua confiança em Dunga, o que teria desagradado Feijó, que manteve consigo sua posição e não mostrou como reagiria a esta notícia.

Espera-se para saber como será a convivência entre Gustavo Feijó e Gilmar Rinaldi daqui por diante, após esta rusga entre as partes, bem como que consequências terá para a a caminhada da Seleção Brasileira não apenas nas eliminatórias para a Copa 2018, mas também para a Copa América Centenário e para a Olímpiada 2016, que acontece em agosto no Rio de Janeiro.