Comissário da NBA admite possibilidade de mudanças nas regras do “hack-a-player”

Divulgação/Houston Rockets

Dwight Howard, DeAndre Jordan e Andre Drummond são três pivôs de destaque da NBA que possuem algo em comum: o baixo aproveitamento da linha de lance livre. Por esse motivo, eles se tornam visados na hora dos adversários cometerem as faltas intencionais – os famosos “hack-a-player”. Só que esse cenário poderá se mudar em breve, após o comissário da liga, Adam Silver, admitir a possibilidade de alterações na regra a partir da próxima temporada.

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Em entrevista ao programa norte-americano USA Today Sports, Silver se disse cada vez mais convicto de que algo deve ser feito, já que as táticas adotadas em favor dos “hacks” estão deixando o jogo diferente de como deve ser.

“Estou cada vez mais convencido de que nós devemos fazer algum tipo de mudança na regra neste verão. Nós estamos sendo forçados a essa posição apenas com base nesses treinadores que utilizam qualquer tática disponível para eles. Não é a forma que queremos ver o jogo ser jogado”, declarou o mandatário da liga.

A posição adotada por Adam Silver representa uma mudança em seu discurso. Há pouco mais de três meses, ele havia se mostrado contrário a alterar as regras, em uma entrevista para a ESPN norte-americana. A justificativa dada por Silver na época dizia que era possível ver os dois lados da discussão sobre a intervenção da liga nas faltas intencionais. O comissário chegou a declarar, inclusive, que os jogadores precisavam treinar mais os arremessos livres.

Curiosamente, Howard, Jordan e Drummond representam um número absurdo, de acordo com o USA Today. De acordo com a reportagem, das quase 300 faltas intencionais cometidas na liga, cerca de 69% são feitas em cima do trio, que apresenta as médias de 54.7%, 42.9% e 35.1% da linha de lance livre, respectivamente.

Crédito da foto: Divulgação/Houston Rockets

 



Jornalista graduado pela Universidade Federal de Viçosa. Tem no esporte uma "paixão não correspondida", já que a habilidade trai na hora de praticar. Se jogar não é o forte, por que não falar sobre?