À exemplo da NFL, Botafogo Reptiles terá a primeira treinadora mulher do país

Créditos: Lucas Porto
Créditos: Lucas Porto
Créditos: Lucas Porto

Quebrando tabus e acompanhando a onda lançada pela NFL, a equipe brasileira de Futebol Americano Botafogo Reptiles anuncia Juliana Vianna como a mais nova coordenadora de ataque. Pela primeira vez na história deste esporte no Brasil, uma equipe masculina terá oficialmente uma mulher trabalhando em sua comissão técnica.

Praticante do esporte há 10 anos e botafoguense, Juliana joga atualmente como Tight End e quarterback no Cariocas F.A., equipe feminina bicampeã brasileira da modalidade. Mas antes, chegou a ser atleta do Botafogo com o time de praia Botafogo Flames. Agora, a carioca vai além das linhas do campo e assume também a sideline, com uma nova função: integrante da comissão técnica do Botafogo Reptiles, ao lado de David Lotufo, auxiliando nas chamadas, na leitura do jogo, nas substituições e em outras atividades.

“Senti-me honrada por ter sido chamada. Só de ter meu nome cogitado, já é algo sensacional. Cada vez mais vemos pessoas tentando quebrar barreiras, o que é ainda mais evidente num esporte no qual o machismo ainda é muito presente. Esta é a abertura de uma porta para outras mulheres mostrarem seu valor, não só no futebol americano, como em outros esportes”, declarou Vianna.

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Já Marcelo Bruno, o presidente da equipe que, em 2016, pretende disputar o Torneio Touchdown (campeonato nacional) e o Torneio Estadual da Liga Fluminense de Futebol Americano – LIFFA. -, nem está muito preocupado com o “sexo dos anjos”. Para ele, o mais importante é a qualidade técnica de seus coordenadores, porém concorda que ter uma mulher na comissão ajuda a quebrar o preconceito.

“O fato de ser mulher não deveria nem ser levado em consideração, o que importa é a capacidade de exercer o cargo. E nós temos confiança na Ju, sabemos que ela é a pessoa certa”, afirmou o dirigente do Botafogo.

Em um esporte predominantemente masculino, parece que as mulheres começam a ganhar espaço. Se como atletas já sofriam preconceito normalmente, por aqueles que acham o esporte violento, masculino demais, entre outros estereótipos; como parte de uma comissão técnica a “rejeição” dos atletas comandados pode ser ainda maior, por acreditarem que “mulheres não entendem de esporte”. Mas o cenário vem se modificando aos poucos e a diretoria dos alvi-negros está aí para comprovar isso.

Recentemente, nos Estados Unidos, duas equipes da maior liga de futebol americano do mundo, a NFL, também anunciaram o pioneirismo de mulheres no comando: o Arizona Cardinals, com Jen Welter –   treinadora de inside linebackers – e Buffalo Bills, com Kathryn Smith como a primeira treinadora mulher em tempo integral – na função de técnica especial de controle de qualidade da equipe.

 

 



Formanda de Jornalismo, formada em Educação Física, pós-graduada em Administração e Marketing Esportivo e apaixonada por esportes, principalmente os Olímpicos e o Futebol Americano "brasileiro". Experiência na área de assessoria de imprensa esportiva e na área de Rádio e TV em grandes eventos, como os Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e a Copa do Mundo 2014