Depois da Primeira Liga, clubes peitam Conmebol por mais dinheiro e transparência

Os clubes de futebol parecem ter enfim acordado. Após anos sendo explorados pelas entidades que administram o futebol, tanto no âmbito nacional, quanto no âmbito continental, os principais times da América do Sul resolveram bater de frente com a Conmebol. Depois de brigarem pelo aumento da premiação por partida na fase classificatória (valor que subiu de US$ 300 mil por partida para US$ 600 mil ou R$ 2,7 milhões), agora os clubes querem mais participação nas decisões da entidade que regulamenta o futebol do continente, além de acesso irrestrito e transparente nas decisões da Conmebol.

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“O diálogo entre os clubes do continente era algo que faltava há muitos anos. Então, apenas o fato de estarmos juntos para tratarmos dos problemas e soluções já é um avanço. Muito maior é este avanço quando se objetiva ter uma voz ativa perante a Conmebol e defender a modernização e transparência da confederação. Os clubes estão no caminho certo. Espero que continuem avançando”, falou ao Torcedores.com Eduardo Carlezzo, advogado responsável juridicamente pela Primeira Liga, que acompanhou a segunda reunião da Liga Sul-Americana de clubes, na tarde da última quarta-feira, em Buenos Aires, na Argentina.

Pela primeira vez os clubes brasileiros fizeram parte das decisões. Foram eles: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Atlético-MG, Grêmio e Internacional.

“Mais escutamos do que ouvimos nesta reunião. Os clubes querem o que é justo. Eles dão valor a Libertadores, e querem que esse valor seja retornado para a eles”, disse à agência EFE Luiz Felipe Santoro, representante do Corinthians presente ao encontro.

Mas as demandas dos clubes não param por aí. Eles querem ter acesso aos contratos da Conmebol e estudam tomar medidas drásticas contra os desvios perpetrados pelos dirigentes da entidade.

A próxima reunião será em Porto Alegre, em março. E um dos itens a ser debatido é um ressarcimento que os clubes devem pedir a entidade pelo dinheiro que deveria ser das agremiações, mas que foi desviado para pagar propinas aos dirigentes da Conmebol.



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