Estádio de rival do Palmeiras trocou de nome em homenagem a goleiro morto

Crédito da foto: Reprodução/Site Aguanten Che.

Fundado em 1932 através de uma fusão do Olimpia Football Club e Club Atletico Capurro, o River Plate do Uruguai pode até não ter a mesma fama do seu homônimo argentino, mas tem no mínimo um par de histórias curiosas em sua trajetória e que devem ser levadas em consideração. Nesta terça-feira (16), os uruguaios recebem o Palmeiras, em Maldonado, na primeira rodada da fase de grupos da Libertadores.

LEIA MAIS:

10 curiosidades sobre o Toluca, primeiro rival do Grêmio na Libertadores

5 potenciais destinos para Marcelo Oliveira caso seja demitido do Palmeiras

Curiosamente, não será o primeiro encontro entre as duas equipes na temporada. Em janeiro, durante os treinos preparatórios para o ano, os reservas do Palmeiras aplicaram com facilidade uma goleada de 4×0 sobre o River. Mas a fácil vitória acabou esquecida depois que os uruguaios, de modo surpreendente, eliminaram a Universidad do Chile na fase de pré-Libertadores, garantido vaga no grupo do Verdão.

O confronto desta terça-feira será jogado no Domingo Burgueño Miguel, em Maldonado, capaz de abrigar aproximadamente 25 mil espectadores, bem diferente do campo próprio do River Plate, o acanhado Parque Federico Saroldi, palco do jogo-treino vencido pelo Palmeiras no mês passado. O estádio, aliás, mudou de nome na década de 30 em homenagem ao ex-goleiro do clube Federico Omar Saroldi, apelidado de “O Muro”. Até então, a cancha era alcunhada de Parque Olimpia.

Em julho de 1932, mesmo ano de fundação da equipe, o River Plate disputava normalmente uma partida contra o Central pelo Campeonato Uruguaio quando uma dividida acabou gerando sérias complicações ao goleiro Saroldi. Uma forte pancada na cabeça o levou ao solo. O River venceu a partida por 2×0, mas o jogo ficou em segundo plano após o fatídico episódio envolvendo o lendário Saroldi.

O seu estado de saúde veio a piorar no hospital e ele acabou falecendo. A dor dos torcedores do River era tão grande que coube à diretoria prestar a homenagem modificando o nome do estádio, que, atualmente, possui um cenário incomum, com redes remendadas, arquibancadas de cimento e árvores por todas as partes. Mas o Parque Federico Saroldi eterniza em seu nome um dos maiores personagens da história do River Plate.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.