Futebol Sul-Americano: Champions League das Américas, conheça a nova Libertadores

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Divulgação/Site Conmebol Oficial

Os clubes sul-americanos realmente querem transformar a Libertadores em uma Champions League das Américas. Desde a última quarta-feira(03), quando os clubes brasileiros participaram da reunião da Liga Sul-Americana, a questão tem sido defendida e o principal ponto seria o lado financeiro.

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A união dos clubes sul-americanos já conseguiu com que a Conmebol praticamente dobrasse a quantia que paga a eles pela Libertadores, a intenção agora é que haja participação dos clubes em todos os contratos e conferir se a entidade agora repassa 70% de tudo que arrecada no torneio para os participantes, de acordo com Rica Perrone, do UOL. No entanto, o principal destaque é a criação de uma Champions League das Américas.

Na reunião ficou apalavrado que os norte-americanos seriam convidados a participar da Libertadores, pois, dirigentes creem que a presença de times dos Estados Unidos possam atrair patrocínios e com isso criar uma chance de invadir no mercado do país. A ideia é ter presença maciça nos meios de comunicação influentes dos EUA que geraria maior receita.

A Conmebol antes resistente, hoje não tem poder para vetar caso realmente seja criado uma liga das Américas. Uma das possibilidades discutidas é de que o torneio aconteça durante o ano inteiro, igual a UEFA Champions League, o que daria mais tempo para viagens, e jogos com maior espaçamento.

Outro ponto discutido é a criação de regras específicas para punição de clubes. Os clubes querem que haja uma adequação aos costumes sul-americanos. As penas aplicadas em nada melhoram o relacionamento com torcida. Os dirigentes querem responsabilizar menos os clubes e mais os torcedores violentos e que haja uma ação conjunta da Polícia e Justiça dos aíses participantes.

Os dirigentes também propõem para que tenham participação no lucro obtido por quem compra o direito de transmitir as partidas e revende para emissoras.Já que a imagem vendida é do clube, que é quem faz a competição acontecer.

A questão é que com as investigações do FBI a dirigentes e empresas de Marketing os clubes veem uma saída para poderem tomar o real controle da competição mais importante das Américas. A Conmebol tem uma rebelião iminente. Os clubes querem ter acesso a tudo, e caso haja rejeição da entidade, há até a possibilidade de os clubes não participarem da edição ainda desse ano.



Jornalista. Gosta de abordar sobre futebol e às novidades do mundo na fórmula 1. Atualmente é analista de mídia para Honda S.A.