Golfe: sem expectativas de medalhas, Brasil espera legado das olimpíadas

Renato Sette/Camara Prefeitura do Rio

A última vez que o golfe fez parte do quadro olímpico foi em 1904, nas olimpíadas de Saint Louis, nos EUA. Depois de mais de cem anos, o esporte voltará nas olimpíadas do Rio de Janeiro, neste ano. Das 13 medalhas disputadas na história olímpica, dez são dos americanos, duas dos britânicos e uma dos canadenses.

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Dificilmente o Brasil disputará medalha no Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, onde 60 homens e 60 mulheres lutam por apenas seis medalhas. Mas segundo o Ministério do Esporte, o objetivo brasileiro não é a conquista de grandes resultados, mas aproveitar o legado.

“Fica difícil dizer que vamos sair com uma medalha. Se você pega os dez primeiros do ranking e pega o número 250, tem uma diferença técnica que não podemos ficar alheios. Mas vai depender muito do dia. Vai ser uma competição bonita e esperamos ficar bem classificados”, afirma o presidente da Confederação Brasileira de Golfe (CBG), Paulo Pacheco.

É bom lembrar que o Brasil ainda não definiu os representantes no torneio. Como país-sede, dois golfistas brasileiros têm vaga assegurada. No último ranking, Adilson da Silva e Victoria Lovelady lideravam a disputa pela vaga.

“Para nós, será um divisor de águas. O Brasil nunca teve um campo público em nível de competições internacionais. É nossa grande vitória para a construção de um legado. Servirá para alojar todos os nossos projetos de desenvolvimento, academia, inclusão social e dar um feedback a outros estados sobre a viabilidade de ter um campo público”, diz Pacheco.

Crédito da foto: Renato Sette/Câmara Prefeitura do Rio