Opinião: Ganso é o principal jogador da era Bauza

Crédito de imagem: Rubens Chiri/Site oficial do São Paulo

O meia Paulo Henrique Ganso vive um início de ano muito bom. Nas duas partidas da temporada o Maestro tem um gol e uma assistência. Coincidência ou não, Ganso começou a melhorar seu nível de atuações após uma conversa com o técnico Edgardo Bauza, que chegou neste ano. Patón desafiou o camisa 10 Tricolor a chegar a seleção brasileira novamente.

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Paulo Henrique Ganso chegou ao São Paulo no segundo semestre de 2012 após uma negociação bombástica e de altas cifras com o Santos. Ele veio para comandar o meio-campo da equipe, que vivia carente de um “10” de origem desde a saída de Danilo em 2006. No ano de sua chegada Ganso fez cinco partidas, deu duas assistências e conquistou a Sul-Americana. Em 2013 o meio-campista recuperou a parte física e fez uma temporada com pouco brilho, jogou 66 jogos, marcou cinco gols e deu 14 passes para gol.

Em 2014 Ganso teve nos números seu melhor ano, 62 jogos, nove gols e 17 assistências. Nesse período o Maestro fez parte do quadrado mágico do Morumbi, com Kaká, Pato e Kardec. Juntos eles alcançaram o vice-campeonato brasileiro e jogaram um futebol muito bonito de assistir. No ano passado o São Paulo passou pela pior crise política de sua história e isso afetou no futebol de todos os jogadores, e com Ganso não foi diferente. Com 55 partidas, 11 passes para gol e apenas três gols, o futebol de Ganso refletiu o que foi a temporada do Tricolor.

Por todo o período que Paulo Henrique atuou no São Paulo ele foi criticado por não apresentar o mesmo futebol que ele havia jogado no Santos. O que a torcida são-paulina viu foi apenas alguns flashes daquele gênio que o Brasil inteiro se encantou ao ver brilhar na Vila Belmiro.

Diante do Red Bull e também do César Vallejo foi possível ver um Ganso mais participativo como todos os comentaristas pediram esses anos todos. Cabe a todos os tricolores esperar que o Maestro mantenha esse nível de competitividade no ano todo. Esperamos também que Patón exija menos dele na marcação para que o nosso camisa 10 demonstre todo o seu talento na criação das jogadas e ocupe o posto de principal craque do time.

Crédito de imagem: Rubens Chiri/Site oficial do São Paulo