“Tecnicamente, o Palmeiras-96 era melhor que o São Paulo-93”, diz Cafu

Divulgação/CBF

Cafu é um homem privilegiado. Talvez para compensar a luta que foi para que ele se tornasse jogador de futebol, o polivalente lateral pôde fazer parte de grandes times ao longo de sua vitoriosa carreira. Além de ter sido o capitão do pentacampeonato, é o recordista de jogos com a camisa da seleção brasileira, disputou quatro Copas do Mundo, com três finais e dois títulos no currículo. Por onde passou, foi campeão e fez história. Inclusive marcou época em dois rivais paulistanos, fazendo parte dos históricos São Paulo de Telê Santana e do Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. Por isso, vira e mexe e o ex-jogador é bombardeado com a pergunta: qual dos dois foi melhor. Nada melhor do que ouvir do próprio.

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“Então, essa pergunta todo mundo me faz, toda hora. Principalmente os palmeirenses. Eles são loucos para saber. Tecnicamente, o Palmeiras era impressionante. Djalminha, Rivaldo e Müller. Eu sorria com esses caras. Eu jogava de olhos fechados. Eu peguei o Müller e o Rivaldo em uma fase que eles não davam três toques na bola. O Müller dominava com a esquerda e dava com a direita. O Djalminha dominava com a esquerda e dava com a esquerda sem ver, porque tinha de um lado o Júnior passando e, do outro lado, eu. E o Luizão e o Rivaldo já entravam na área”, falou o ex-jogador, em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN Brasil.

Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior; Amaral, Flávio Conceição, Rivaldo e Djalminha; Müller e Luizão. Este era o time-base daquele Palmeiras, que conquistou com sobras o título paulista de 1996. Foram 30 jogos, com 27 vitórias, dois empates e somente uma derrota. Mas o que ficou guardado na memória foi o ataque avassalador, capaz de marcar impressionantes 102 gols no torneio, média superior a três por partida.

Maestro daquela equipe, Djalminha foi exaltado por Cafu, que coloca o ex-camisa 10 do Verdão no panteão dos melhores jogadores da história.

“O Djalminha, tecnicamente, era impressionante. Todo mundo fala do Ronaldinho Gaúcho, do Zidane, do Rivaldo. O Djalminha… o que esse cara fazia com a bola era sacanagem. Sempre que eu encontro o Djalminha, eu falo ‘tecnicamente, o melhor cara que eu vi jogar foi você Djalminha’. O Djalminha era uma coisa impressionante, ele brincava com a bola. Eles davam um chutão para cima, o Djalminha colava a bola no pé”, relembrou Cafu.

Mas na grande prova de fogo, o time falhou. Na partida mais importante do ano, a equipe mágica perdeu para o Cruzeiro, no antigo Parque Antarctica, e deixou escapar o título da Copa do Brasil. Os palmeirenses lamentam até hoje a ausência de Müller naquela decisão, que já havia acertado seu retorno ao São Paulo, deixando órfãos Rivaldo, Djalminha, Luizão, além dos milhões de torcedores palmeirenses.

Para Cafu, aí está a principal diferença entre o Tricolor que encantou o mundo para o Verdão de Luxemburgo.

“Tecnicamente, o Palmeiras era sem sombra de dúvida melhor que o São Paulo de 1993. Mas em termos de continuidade, de títulos, e de volume de jogo, o São Paulo, sem sombra de dúvida. O São Paulo foi mais constante e ganhou mais títulos”, finalizou Cafu.

Crédito da foto: Divulgação/CBF



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