Pegou para Cristo? Wallace opina sobre vaias da torcida do Flamengo

Gilvan de Souza

O zagueiro Wallace concedeu, nesta quinta-feira, sua primeira entrevista coletiva na temporada e a maioria das perguntas para o capitão do Flamengo foram referentes à rejeição que o beque vem tendo de grande parte da torcida. Após falhar na estreia do Campeonato Carioca diante do Boavista, o camisa 14 do Urubu foi vaiado desde o início da partida contra o Macaé, na última quarta-feira.

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Para os “corneteiros” de plantão, Wallace deu a resposta em campo, marcando o primeiro gol da vitória por 2 a 0 no estádio Moacyrzão. Entretanto a comemoração foi praticamente nula – o zagueiro só abraçou os companheiros e mal se dirigiu à torcida rubro-negra. Nesta quinta, o capitão do Flamengo comentou sobre o tema e disse entender as vaias dos torcedores. Pelo contrário do que foi dito, Wallace não guarda mágoa da parcela que o vem criticando.

Veja o que Wallace falou:

Não comemorou o gol por quê?
“A questão de não comemorar foi porque era um momento de concentração, tenho falado pouco fora de campo. Esse ano tem que ser ano melhor do que o ano passado. Estou com a concentração mais elevada do que a do ano passado, é só isso. Não sei extravasar dessa forma, minha comemoração é sempre muito contida”.

Vaias da torcida
“Torcedor tem todo direito de se manifestar, não é fácil lidar com isso. Sou um ser humano, entendo, não estou me fazendo de vítima. Como atleta, tenho que fazer meu melhor, treinar muito mais que nos anos anteriores. Com paciência, as coisas voltam ao normal. Até circulou na imprensa que eu falei que não ia comemorar, mas não teve isso. Não tenho mágoa, nada disso. Torcedor é passional e paixão é isso. Vaia, aplaude. Estou tranquilo em relação a isso. Não fui vaiado pela primeira vez, já deve ter sido 15ª ou 16ª vez. Claro que ninguém gosta, mas não teve mágoa, ressentimento.”

Qual o motivo da ‘perseguição’?
“Não sei se ‘pegou para Cristo’, vou para a minha quarta temporada, então é normal o desgaste. Como não fomos bem ano passado e eu sou o capitão, o peso é maior. Outros já passaram, mas tenho que tentar lidar com naturalidade. Muito das críticas tenho analisado, tentado assimilar algumas coisas que preciso melhorar.”

Importância de Muricy Ramalho
“Em relação ao Muricy ele me deixa tranquilo me dá confiança para eu desempenhar o trabalho. Estamos muito tranquilos e sossegados. E está me fazendo amadurecer como profissional e como homem.”

Concorrência no elenco
“Passaram quantos zagueiros e eu continuei jogando? Futebol é isso. Entendo posicionamento de imprensa, torcida, mas eu tenho que ter maturidade. Não vou querer me perpetuar, então tem que vir gente. É bom para o Muricy, para a diretoria e para vocês. Mais gente para falar, também.”

Ajuda de Juan
“Juan sempre foi uma referência, um cara que além de ter um grande caráter é um grande profissional. Agradeço a Gabriel, Paulo Victor, Márcio Araújo, Arão, Emerson, talvez tenha visto o quanto sou bem quisto pelos meus amigos.”

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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.