Jornalista da ESPN critica gritos de “time sem vergonha” vindos da torcida do Palmeiras

Foto: Reprodução/ESPN

Durante o intervalo e após a derrota do Palmeiras para o Red Bull Brasil (2 a 1) na noite da última quinta-feira, no Pacaembu, pela 11ª rodada do Paulistão, a torcida alviverde protestou com gritos de “Time sem vergonha”, ergueu faixas “Elenco de Série B”,”Onde está o dinheiro da Crefisa” e “Onde está o dinheiro do Avanti”. Antero Greco, comentarista da ESPN repudiou as ofensas ao time e não viu razão para os torcedores acreditarem em desvio de grana no clube.

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“(A torcida gritar) time sem vergonha, eu acho uma coisa ofensiva, chata e sem criatividade. Escuto isso há 20 anos. Pegaram refrão de música popular. Não é. Time sem vergonha é aquele que está cheio de malaco, cheio de cara que está indo para a noite, de cara que está fazendo corpo mole, que não quer nada com o clube. Não é o caso dos jogadores do Palmeiras”, disse Antero durante o programa “SportsCenter”.

“Há limitação, uma coisa errada, não é jogador se escondendo e dando migué. Não tem isso. Isso é bobagem, uma coisa ofensiva, agressão gratuita…Agora discutir se é time de série A ou série B o torcedor tem o direito de reclamar. E dinheiro da Crefisa e do Avanti (supostos desvios) até provem o contrário (…) essa diretoria me parece bem séria na administração do dinheiro. Tanto que o presidente colocou o dinheiro dele, o que acho errado, pra sanar as dívidas e deixar as contas em ordem. Imagino que esse dinheiro que esteja entrando está sendo empregado nas contratações. Se são boas ou se vão ou não dar resultados é uma outra história. Não há menor indício que esteja havendo desvio de grana no Palmeiras”, completou.

Sob o comando do técnico Cuca, o Palmeiras conheceu diante do Red Bull a terceira derrota seguida. Dessa vez, Greco o responsabilizou pelo mau resultado ao contrário dos dois tropeços anteriores.

“Essa é a primeira que coloco (a derrota) na conta do Cuca. As outras duas não. Até por questão de coerência e justiça eu falei que não merecia aplausos e nem rasgadas críticas se o time não se desse bem. Ele tinha acabado de chegar. Agora, não. O time já tem a mão do treinador, já teve olhar dele, modificações que ele fez, principalmente no meio de campo com as entradas de Jean, Arouca, Erick e Robinho . Meio de campo não funcionou, ataque não apareceu, defesa ficou exposta. Mais uma vez, o Palmeiras negou fogo. Coletivamente o time não foi bem. Individualmente poucos jogadores se salvaram. Houve pressão do Palmeiras no segundo tempo, mas não aquela de um time que tem consciência de sua força, do que quer, quando pretende alcançar e força o adversário a recuar. Foi aquela coisa no abafa, na raça, na vontade”, concluiu.



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)