Opinião: Nasce mais uma rivalidade na F1?

Reprodução/ Facebook Oficial F1

 

Em seus 66 anos de história, a Fórmula 1 já foi palco de diversas e grandiosas rivalidades, entre elas estão aquelas que eram disputadas dentro do mesmo box. É impossível não lembrar das picuinhas e brigas entre Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren de 1989 ou ainda as constantes trocas de farpas entre Nelson Piquet e Nigel Mansell na Williams em 1986 e para os mais novatos os ex-amigos Nico Rosberg e Lewis Hamilton vivem se estranhando na atual toda poderosa Mercedes.

O fato é que podemos estar assistindo ao nascimento de uma nova rivalidade interna, que promete ser igualmente ou até mais interessante, do que aquelas que foram citadas acima. Os protagonistas da vez são o espanhol  Carlos Sainz e o sempre arrojado ou deslumbrado (fica a critério de cada um) Max Verstappen, os garotos prodígios da Scuderia Toro Rosso.

Apesar do primeiro enfrentamento direto ter ocorrido somente no GP da Austrália deste ano, no último dia 20, essa história é velha. Tudo começou na etapa de Cingapura do ano passado, quando Verstappen soltou no rádio um sonoro “NÃO”, em resposta as ordens da equipe para deixar seu companheiro de equipe  passar a frente e disputar posições, a corrida acabou e o climão veio e ficou durante alguns dias, mas logo depois tudo foi aparentemente esquecido ou deixado para lá mesmo. Porém, no último domingo tudo veio à tona novamente.

Depois de um pit stop mal sucedido da equipe para o piloto holandês, Carlos Sainz passou a frente e a “guerra” dos rádios deu o ar da graça novamente, agora com Verstappen do outro lado,  e mais tarde um toque na última volta da prova. O fato é que a rivalidade neste caso pode ter custado melhores resultados para a equipe italiana.

Depois da corrida, a briga entre os dois foi além e terminou nos microfones dos jornalistas, como é de praxe na atual Fórmula 1, Max Verstappen adotou uma postura mais agressiva e além de criticar abertamente a equipe disparou contra o companheiro de equipe: “Normalmente eu estarei milhas à frente (do companheiro). Então, está tudo certo. Eu sei que era muito mais rápido hoje”, já Sainz preferiu adotar uma postura mais apática e colocar panos quentes na situação, mas sem deixar de dar aquela alfinetada “Ele reclamou, é? Fazer o quê?” e completou dizendo que se Vestappen estivesse realmente rápido que ele teria passado.

Contextualizada a situação vamos ao veredito final, Max e Sainz poderão protagonizar disputas calorosas a bordo de suas STRs? Sim, por que não? Claro que para isso eles precisam de um carro competitivo para que as disputas não se limitam apenas as posições intermediárias, como aconteceu na Austrália, mas sim para que  lutem para chegar ao pódio ou até mesmo por vitórias, acredito que com isso as coisas ficariam muito mais interessantes. Outra coisa que não podemos ignorar é o frescor que a juventude de ambos traz para as disputas, entretanto falta muito para que os dois pilotos alcancem o nível das disputas e dos grandes pilotos de outrora citados no primeiro parágrafo. Para o holandês falta uma pitada de humildade, ele ainda não é Ayrton Senna, embora muitos o façam acreditar nisso, já para o espanhol falta uma pitada de empenho e garra, que ele poderia muito bem aprender com seu ídolo Fernando Alonso.

Apesar dos pesares, eles têm todo tempo ao seu favor e nós telespectadores e torcedores com certeza teremos muitos e muitos novos capítulos  para acompanhar.

(Crédito da foto: Reprodução/Facebook Oficial F1 )