Por onde anda… Julio Manzur? Zagueiro paraguaio foi ídolo do Santos em 2006

Reprodução/TV Globo

O ano era 2006. O Santos não tinha um jogador convocado para uma Copa do Mundo desde 1986, com Rodolfo Rodriguez – que, lesionado, não pôde jogar pelo Uruguai. Nenhum entrava em campo desde 1974, quando Edu e Marinho Peres jogaram pela seleção brasileira. Mas, em 2006, o tabu foi quebrado. E por um zagueiro que recém havia chegado ao clube, mas já era tratado como ídolo.

Ele era Julio Manzur.

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O paraguaio Manzur havia chegado do Guarani-PAR em janeiro daquele ano, então com 24 anos, um ano e meio após ter jogado contra o Santos na Libertadores de 2004 – ele fez parte da defesa do Guarani que conseguiu arrancar empate por 2 a 2 em plena Vila Belmiro.

Sua qualidade foi percebida rapidamente: foi apresentado no dia 7 de janeiro e, cinco dias depois, já era titular na estreia do Santos no Paulista.

Foi titular durante toda a campanha do título, e teve um gol marcante: na vitória contra o Bragantino, na antepenúltima rodada, o Santos poderia ser campeão por antecipação. Choveu muito em Santos, a luz da Vila caiu e o Braga saiu na frente. Mas Manzur, com um lindo gol de esquerda, empatou (depois, Magnum faria dois e daria a vitória ao time, mas o título só sairia na última  rodada):

Um mês depois do titulo Paulista, seu único pelo clube, ele foi chamado para a Copa do Mundo pelo Paraguai. Só jogou uma partida: a vitória por 2 a 0 sobre Trinidad & Tobago, entrando no segundo tempo. Um dos gols paraguaios foi de Cuevas, que jogaria no Santos em 2008.

Além de ter jogado uma Copa do Mundo, Manzur tem algo que todos os atletas do mundo desejam: uma medalha olímpica. Ele fez parte do time do Paraguai que levou a prata em 2004, perdendo para a Argentina na final. Manzur foi titular da defesa paraguaia ao lado de um ídolo de lá e de cá: Gamarra.

Depois da Copa, voltou ao Santos e perdeu espaço com Vanderlei Luxemburgo a partir do segundo turno, deixando o clube ao final do ano, mesmo após conquistar vaga na Libertadores.

Voltou ao Guarani-PAR, passou por Pachuca-MEX – e foi convocado para a Copa América de 2007 pela seleção paraguaia -, em 2009 voltou a seu país natal para atuar pelo Libertad, teve curta passagem pelo Tigre-ARG em 2010, jogou pelo Olimpia em 2011, pelo León-MEX no mesmo ano, voltou ao Guarani em 2012 e, em 2013, alcançou a final da Libertadores pelo Olimpia, jogando a decisão no Mineirão que consagraria o Atlético-MG campeão da América.

Detalhe: foi expulso naquele jogo.

Em 2015 assinou com o pequeno Rubio Ñu, também do paraguai, no qual permanece, aos 35 anos.



Jornalista esportivo.