Troféu Maria Lenk: Recorde Sul-Americano e empate marcam penúltima etapa

Larissa Oliveira. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 19 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

E aconteceu o grande momento deste Troféu Maria Lenk 2016, a última seletiva da natação para os Jogos Olímpicos: Larissa Martins Oliveira (Pinheiros), a juizforana voadora, simplesmente foi o nome do dia ao fazer o melhor tempo da história do país sem trajes nos 100 metros livre delas: 54.03, que além de novo recorde sul-americano é tempo Top-20 do mundo! Além disso, Etiene Medeiros (SESI), a ex-recordista (54.25), manteve-se na média ao fazer 54.50, também um bom tempo.

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Larissa fez uma prova rápida, nadando como se não houvesse amanhã, mesmo com a largada melhor de Etiene. Na primeira piscina, a virada de Larissa foi melhor, com 26.19 x 26.29. E na volta, Larissa disparou para a vitória e o recorde, aplaudidíssimos pelo Parque Aquático Olímpico. A mineira já tinha a vaga pelos 200 livre, e agora lava a égua depois de ter ficado a centésimos de Londres 2012. “Foi uma boa prova, uma disputa muito boa. Eu vim aqui com dois objetivos: os índices dos 100 e dos 200. Consegui e estou muito feliz”, disse Larissa. “Não consegui repetir minha atuação no Open. Mas estou muito feliz porque é mais uma menina perto do 53 para melhorar nosso rev. Parabéns a Larissa e ao Mirco (Cevales, seu técnico). A natação feminina está cada vez mais evoluindo. Isso é muito bacana”, respondeu Etiene.

Para completar o que pode ser o mais forte revezamento da história do Brasil, Daynara de Paula (SESI), que fizera 55.02 de manhã e piorou em 20 centésimos à tarde, e Manuella Lyrio (Pinheiros), quatro centésimos mais baixo que de manhã, 55.26. E poderíamos ter Graciele Herrmann (GNU), Luana Ribeiro (Pinheiros), Daiene Becker (Minas), Gabrielle Roncatto (Unisanta) e Maria Paula Heitmann (Minas) também, que a força seria a mesma.

Nas provas masculinas, faltou índice de manhã, sobrou índice à noite. Começando pelos 200 costas, quando Leonardo de Deus (Corinthians) foi senhor absoluto da prova e quase quebrou o RC que fizera em 2012 e até o recorde brasileiro de 1:57.19 de Thiago Pereira (Minas/Florida), mas confirmou sua vaga com 1:57.57, 14 centésimos acima do que fizera em Palhoça, mas confirmando presença na prova que é sua especialidade. “Minha estratégia foi nadar tranquilo de manhã e à tarde fazer força, Queria bater o RB do Thiago, mas cheguei pertinho”, disse. A disputa do segundo lugar foi intensa, mas Guilherme Guido (Pinheiros) levou a melhor, mas acima do índice, com 1:59.34. Fábio Santi (Pinheiros) completa o pódio com 2:00.21.

Nos 200 medley, foi uma disputa intensa entre Henrique Rodrigues (Pinheiros) e Thiago. Ambos variaram a liderança. Thiago, no melhor borboleta, Henrique no melhor costas. E aí aconteceu o inacreditável: um perfeito empate no quarto melhor tempo do mundo de 1:57.91, sendo que um centésimo apenas mais alto do que o que fizera Michael Phelps (EUA). A confirmação de ambos na prova lhes deu ainda mais moral: “A partir de agora todos nós somos Brasil. Jogamos para o mesmo time. A gente vem no caminho certo. Estamos evoluindo a cada ciclo olímpico. Do mesmo jeito que a gente está treinando, o mundo todo também está e não vai ser fácil pra ninguém, mas podem ter certeza que nós vamos brigar muito para ter um grande resultado”, disse o minastenista à CBDA.

Com o resultado de hoje, o Pinheiros “não perde mais”, como diria Téo José. É, pela décima quinta vez, campeão do Maria Lenk, com inalcançáveis 1436 pontos, e agora abre dois diante do Flamengo, que tem 13. O Corinthians tem 607, o Minas, 549,5. A novidade é a Unisanta assumir a quarta posição, com 419 pontos, contra 415 do SESI.
E chegamos ao dia decisivo e derradeiro desta competição. Teremos seis provas: os 800 delas, os 1500 deles, 100 borboleta deles, 200 costas delas e a prova mais esperada da competição: os 50 livre. A pergunta toma conta: Cielo vai pro Parque Aquático Olímpico ou pendura o fast? Só Deus sabe…