Joinville x Chapecoense: Árbitro relata ato de racismo em campo

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial Associação Chapecoense de Futebol

O caso foi relatado pelo árbitro do duelo entre Joinville e Chapecoense, Sandro Meira Ricci, no último domingo, 17. A vítima das ofensas foi o massagista do Chapecoense, Sergio Luiz Ferreira de Jesus, segundo o relato da arbitragem.

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Na súmula, foi registrado que após o massagista pedir calma aos torcedores que proferiam xingamentos à comissão técnica na arquibancada, foi chamado por eles de “macaco, filho da p…”. O episódio foi relatado pelo supervisor do Chapecoense à arbitragem, segundo o registro.

Os atos de discriminação por raça e cor são considerados crimes no Brasil de 1989. A injúria racial também é considerada crime. Ela se configura, segundo o Código Penal Brasileiro, por ofender alguém pela raça ou cor da pessoa, como o que foi relatado pelo árbitro Sandro Ricci. O racismo é dirigido a uma coletividade, enquanto a injúria racial é dirigida a uma pessoa específica.

As penas para quem comete a injúria racial, passaram de um a três anos para de dois a cinco anos de prisão. A alteração no artigo 140 do Código Penal período foi feita após ser aprovada pela Comissão Externa de Combate ao Racismo, em de abril de 2014, na Câmara dos Deputados. A comissão foi criada para investigar os casos de discriminação e racismo a jogadores de futebol, segundo a EBC.