Saiba por que Muricy considera o ‘bonde dos gringos’ a espinha dorsal no Flamengo

Montagem: fotos de Gilvan de Souza

Em pouco mais de quatro meses de Flamengo, Muricy Ramalho parece ter encontrado a “espinha dorsal” do time que luta por títulos na temporada após passar em branco em 2015. Dos 11 titulares do treinador, três são estrangeiros, e cumprem funções importantíssimas dentro do esquema do treinador – Paolo Guerrero é o artilheiro, Mancuello faz a tarefa de garçom e Cuéllar é o verdadeiro cão de guarda da defesa rubro-negra.

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Além do trio, que raramente é preterido por Muricy, o volante Hector Canteros é opção no banco de reservas. Os quatro “gringos” do Flamengo agradam o comandante rubro-negro por diversas razões. Além da qualidade de cada um em campo, o quarteto preza pelo comportamento bastante profissional no dia a dia e a maturidade para encarar as adversidades sem reclamar.

EXEMPLOS SÃO VÁRIOS
Há algumas semanas, Guerrero defendeu a seleção peruana pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018 e ignorou ordens médicas para jogar pelo Flamengo em clássico contra o Vasco, um dia depois de partida contra o Uruguai em Montevidéu.

Cuéllar também foi convocado para as Eliminatórias, porém não teve tempo para enfrentar o Vasco em partida no meio de semana – ainda que tenha se colocado à disposição da comissão técnica rubro-negra. Em pouco tempo, o talento e o profissionalismo do jovem colombiano já o deu a vaga fixa no meio-campo.

Já Mancuello é a imagem da seriedade. O argentino ficou mais de um mês parado se recuperando de lesão no joelho, mas apostou em disciplina para retornar 100% curado. Para completar, não esconde que seu desejo no Rio é conquistar tudo pelo Rubro-Negro, clube o qual escolheu após negar propostas do futebol europeu.

Fora de campo, “Mancu” também impressiona pela vontade de evoluir em outros aspectos fora do futebol. O hermano está aprendendo a falar português para conseguir se comunicar melhor com os companheiros e também com a imprensa. Muricy não poupou elogios ao camisa 23.

“Se tiver que contratar um jogador, que contratemos um argentino. Porque o argentino, não tem essa de saudade de casa, ele não tem frescura com nada, se adapta a qualquer cidade, a qualquer clima”, explicou o treinador em entrevista recente.

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Montagem: fotos de Gilvan de Souza



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.