Cruzeiro amplia freguesia sobre o Sesi e está mais uma vez na final

Emoção do início ao fim e festa cruzeirense fora de casa

Emoção do início ao fim e festa cruzeirense fora de casa
Emoção do início ao fim e festa cruzeirense fora de casa

O retrospecto ruim dos paulistas sobre os mineiros, mais uma vez caiu como um guindaste, em mais um jogo de ‘encher os olhos’, de pura competitividade e equilíbrio.

O Sesi mesmo tendo feito uma boa partida, não conseguiu segurar o ritmo e acabou perdendo para o Cruzeiro no tie break.

Desde a temporada 2010/11, quando a equipe paulista venceu o time celeste, no ginásio do Mineirinho, na primeira decisão dos clubes, não houve mais vitórias ou eliminações.

Com a eliminação na semi da Copa Brasil desde ano, o Sesi mantém um jejum de vitórias sobre o Sada Cruzeiro. Foram várias eliminações; como na semifinal da Superliga, temporada 2012/13, na decisão da Copa Brasil de 2014, e decisões da Superliga, nas temporadas, 2013/14 e 2014/15.
O jogo

O ginásio Lauro Gomes, localizado na região de São Caetano, estava lotado. A pressão do time da casa era enorme, só esqueceram que do outro lado havia outra equipe, muito forte, quase imbatível.

O Cruzeiro como time ‘encardido’, mostrou o porquê é a equipe ser batida no mundo. Apesar do equilíbrio do início ao fim, teve como roteiro, uma mesmice no script de cada competição.

O Cruzeiro venceu por 3 sets a 2 e decide com Campinas ou Taubaté, defendendo a hegemonia, em uma temporada perfeita, com o bicampeonato mundial, Mineiro, Supercopa, Copa Brasil e Sul-americano.

O Sesi começa bem na partida, equilibrada no seu side-out, se manteve ‘parelho’. Do outro lado, a equipe cruzeirense, jogando de forma fria e calculista, não deixou o adversário ‘desgarrar’ no marcador.

A entrada do central Sidão surte efeito, com um bloqueio iguala no marcador para o time paulista. O bloqueio de Isak dá números finais para a equipe mineira, em vitória por 26 a 24.

O 2º set começa; com os cruzeirenses mais concentrados. Com um bom saque, impõe dificuldade para o time adversário.

O fundamento saque se torna uma arma quase que infalível para o Sesi, colocando a equipe na partida e fazendo o Cruzeiro experimentar do próprio veneno. A famosa ‘patada’ do cubano Leal amplia ainda mais no marcador.

Com um forte e eficiente saque de Aracaju aliada ao bom bloqueio, fazem uma barreira quase que intransponível, a reação no set, deu um novo ânimo para o Sesi, dando números finais, com a vitória do Sesi por 29 a 27.

0 3º set se define como o Sesi mais agressivo, o bom saque dá uma perspectiva positiva, mantendo uma vantagem sobre o seu adversário.

Comendo pelas beiradas, ‘mineiramente’, o Cruzeiro chegou ao empate, com o ace de Leal.

O equilíbrio se mantém até o final. Com um erro de cálculo do ponteiro cruzeirense Filipe, ajudou o Sesi a igualar e virar no marcador, com a vitória paulista por 25 a 22.

0 4º set se mostra, o mesmo dos anteriores, equilíbrio do inicio ao fim, um jogo digno de uma semifinal de Superliga. Com a falha de Douglas, o Cruzeiro abre uma vantagem na parcial.

O levantador William em mais um ótimo saque, deixa os cruzeirenses cada vez mais próximos da vitória. Aracajú, de fato, o melhor sacador da partida, conseguiu manter ‘acordado’ o Sesi, equilibrado e vivo no set.

O ataque de Wallace acaba com as pretensões do Sesi no set, com a vitória do Cruzeiro e igualdade na partida, por 25 a 23.

Tie break se define, com a supremacia do time mineiro, que além de calar a torcida paulista, soube jogar a pressão para o outro lado.

O som uníssono de ‘Cruzeirooooooo..’ ecoava pelo o ginásio. A grande maioria de vermelho se sucumbia à pressão do time mineiro.

Com a frieza que lhe é característico, controla as ações e mantém uma pequena vantagem.

De forma cirúrgica, o Cruzeiro costura os melhores atalhos e se aproxima da classificação. Com mais uma bola pra fora, o time mineiro está em mais uma final, vencendo o set por 15 a 10 e o jogo por 3 sets a 2.