O GP do Bahrein e seus destaques: Haas, Vandoorne e o pit stop de Massa

O GP do Bahrein costuma ser bom e não nos decepcionou, pois além das já esperadas ultrapassagens, nos proporcionou também agradáveis surpresas.

Não, você não está sonhando: Felipe Massa teve o pit stop mais rápido da corrida, com 2.2s de parada (e 24.093s de perda total). Isso é impressionante se lembrarmos que até a temporada passada, a Williams era campeã de lambanças de pit stop – especialmente com este mesmo Felipe Massa. O brasileiro também fez o stint mais longo da corrida: foram 27 voltas com um mesmo jogo de pneus médios! Na conta de Felipe ainda soma uma excelente largada, onde saltou de 7º para 2º.

Uma pena que a Williams continue fazendo bobagem quando se trata de estratégia, como nos mostra a posição final de Felipe (na ocorrência de um safety car, entretanto, poderia ter dado certo). Com Bottas a estratégia foi um pouco melhor, mas, diferente do brasileiro, o finlandês não fez uma boa largada, colidindo com Hamilton e, por consequência disso, foi penalizado com um drive through, prejudicando assim suas chances na corrida.

A Haas chegou “aHaasando” (créditos à Débora Longen pelo trocadilho). Na Austrália conseguiu um 6º lugar e muitos pensaram que era apenas sorte, até que chega o GP do Bahrein e ela abocanha um 5º lugar… “It tastes like americam dream” e duvido que alguém imaginasse um desempenho tão bom para uma equipe estreante. Entretanto, é importante ressaltar que o mérito aqui é conjunto, pois foi com Grosjean que a equipe americana chegou aos dois excelentes resultados. Quem diria que o piloto que, em um passado não tão distante, havia sido apelidado de o “louco da primeira volta”, pudesse chegar a esse nível altíssimo de pilotagem? Sim, o mundo dá voltas (em todos os sentidos).

O outro destaque foi Stoffel Vandoorne – estreante na Fórmula 1 – que levou uma McLaren à 10ª posição e a 1 precioso ponto. Button não terminou a corrida, mas, como mesmo na classificação Vandoorne havia sido superior, os olhos de muita gente já se voltam para o rapaz. Quanto a Alonso, que foi impedido pelo corpo médico de correr devido a uma fissura na costela (consequência do acidente na Austrália) sendo assim substituído por Vandoorne, até agora não conseguiu completar uma corrida, mas mitou fora das pistas – não precisou fazer muita coisa para que a internet se lembrasse de que ele é uma poderosa máquina de fazer memes.

Uma pena que Vettel tenha tido um problema com seu motor e sequer tenha largado. Sobrou pra Raikkonen e Rosberg, o papel de desafiar Hamilton e os dois o fizeram muito bem. O alemão largou melhor (de novo) e fez uma corrida sem erros enquanto o tri campeão, que largou na pole, teve um incidente com Bottas logo no começo, caindo para 9º e não conseguiu mais que um 3º lugar na bandeirada final (atrás dos já citados Rosberg e Raikkonen). O inglês disse posteriormente que, por causa da colisão, seu carro sofreu danos e seu desempenho foi prejudicado. De qualquer forma, é bom que Lewis comece a se recuperar, pois esta foi a 5ª vitória consecutiva de Nico. Watch out, Hamilton!

Enquanto isso, no fim do pelotão, temos Manor brigando com Sauber – mais por decadência da segunda que por evolução da primeira. Triste também é a péssima performance das Force India. Nem Hulkenberg nem Nasr merecem carros que não aparentam qualquer evolução desde a temporada passada. O brasileiro chegou a dizer no rádio que o carro estava “terrível de pilotar”.

Agora é aguardar o GP da China, no dia 17 de abril, torcendo para que o campeonato continue bom como está até agora. Parte dos méritos disso vai para quem teve a brilhante ideia da nova regra dos pneus, onde 3 tipos de compostos são escolhidos para cada etapa (dos 5 existentes, 2 tipos obrigatórios e 1 de livre escolha) – isso trouxe a possibilidade de estratégias muito mais variadas.

Imagem: Reprodução/Twitter Oficial McLaren



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