Opinião: O que realmente quer o Palmeiras para 2016?

Crédito da foto: Divulgação/César Greco/ Ag. Palmeiras

Em ano que parecia ser promissor, o Palmeiras repete as más atuações de 2015, e já está fora das duas principais competições que disputava no primeiro semestre: o Paulistão e a Libertadores.

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Ao final de 2015, mesmo com o título da Copa do Brasil, e a vaga para a Libertadores da América, o torcedor palmeirense nunca esteve satisfeito com o futebol desempenhado pela sua equipe. Consequência disso, foi logo no início do ano a demissão do técnico Marcelo Oliveira.

Veio então Cuca, que após quatro derrotas em seus quatro primeiros jogos, conseguiu dar um certo padrão de jogo para o Verdão, e colocar a equipe nos trilhos. Só que o treinador não pôde fazer muito com relação a já complicada situação da equipe, na maior competição de clubes da América do Sul.

Eliminado na fase de grupos, veio então a esperança de fazer bonito no campeonato estadual, que o clube não vencia desde 2008. Resultado? Mais uma frustração. Mesmo que, de certo ponto, desempenhando um futebol mais vistoso, o time foi eliminado para o rival, Santos, na Vila Belmiro, pelas Semi-finais da competição.

Fora das duas competições, a única razão que o torcedor alviverde teria para “se animar”, seria o tempo que o treinador teria para trabalhar a equipe, até o início do Campeonato Brasileiro. 3 semanas inteiras até a estreia no Brasileirão. Praticamente uma Inter-temporada, algo muito raro no futebol brasileiro, que vive um calendário sempre muito apertado.

Foi aí, então, que a diretoria surpreendeu à todos. Não só palmeirenses, como cronistas esportivos, em geral. Um troca dupla com o Cruzeiro. Saem da Academia: Robinho (meia) e Lucas (lateral-direito), e chegam da Toca da Raposa: Fabrício (lateral-esquerdo) e Fabiano (lateral-direito). Uma troca que talvez nem o mais insatisfeito torcedor do Palestra, pensaria em fazer.

“Eu sei que quando você faz algumas trocas você não contenta a todos. Críticas vão vir, mas não me incomodo com isso. Não é o caso de ver quem sai ganhando ou perdendo. Você dá uma mexida no elenco”, comentou Cuca.

Fica então essa pergunta no ar. O que o Palmeiras realmente pretende para 2016? Porque “dar uma mexida no elenco” só é bom quando a mexida tem fundamento e agrega valor o clube.

A última mexida para apenas “causar um fator novo”, que eu me lembro, foi com o Internacional. Demitindo, sem mais nem o menos, às vésperas de um Gre-Nal, o técnico Diego Aguirre. O resultado? Nada demais. 5×0 Grêmio.