Opinião: Corinthians acumula eliminações jogando em casa

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial do Corinthians

Desde que foi inaugurada em maio de 2014, a Arena Corinthians virou símbolo da raça e paixão alvinegra, tanto dentro quanto fora de campo. Entretanto, quando se trata de mata-mata, a equipe comandada por Tite não parece ser a mesma. Será isso coincidência ou apenas casualidade?

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O imponente estádio construído para a Copa do Mundo foi inaugurado com a promessa dos dirigentes corintianos de ser, a partir daquele momento, uma das principais armas para a equipe continuar levantando taças e empolgando seu torcedor.

Podemos até dizer que esse objetivo foi logrado com sucesso no último Brasileirão, que, vale ressaltar, é por pontos corridos e propicia tempo para recuperação. Mas quando se trata de competições eliminatórias, a equipe veem sofrendo uma sina que incomoda tanto jogadores como torcedores.

A primeira eliminação foi para o Palmeiras em 2015, pelo Paulistão. No mesmo ano, outra eliminação, dessa vez na Copa do Brasil, a equipe alvinegra caiu diante do Santos por 2 a 1 em sua casa. Pensa que acabou? Não, ainda há espaço para uma das lembranças mais aterradoras para o torcedor alvinegro nos últimos anos, o Guaraní. Nas oitavas de final, o time jogou mal e foi eliminado pela equipe paraguaia até então desconhecida de muitos torcedores.

Já em 2016 o dono da melhor campanha não superou o Audax e foi eliminado mais uma vez na fase semifinal do torneio estadual.

Saber o motivo exato pelo qual a equipe sofre com essas constantes eliminações não é fácil para o torcedor ou jornalista, visto que isso seria mera especulação, mas é necessário tentar entender o motivo, mesmo que pareça impossível.

Desde a conquista da Libertadores em 2012 e o Mundial de Clubes no mesmo ano, a equipe de Parque São Jorge parece sofre uma pressão exacerbada da imprensa e também de seus torcedores, muito além daquela imposta anteriormente as conquistas. A pressão por ganhar a segunda Libertadores e ir novamente ao Mundial parece paralisar ou ao menos angustiar os jogadores, que acabam transparecendo o nervosismo num momento onde a calma e a frieza deveriam reinar.

Se esse é o problema principal ou não é difícil saber, mas cabe a comissão técnica e jogadores se unirem e pensarem em traçar metas possíveis para aquele determinado momento, não comparando-se ao time de 2012 ou outra equipe vitoriosa da história alvinegra. Cada time com suas características, buscando superar a si mesmos, não os outros.