Opinião: Corinthians, que a derrota no clássico sirva de lição para a Libertadores

Crédito da foto: Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians

A derrota por 1 a 0 no clássico contra o Palmeiras, nesse domingo, obviamente não é o fim do mundo para o Corinthians, já classificado para a próxima fase do Paulistão. É, antes de tudo, um sinal de alerta claríssimo para os futuros duelos na Libertadores. Repetir a atuação de hoje vai ser fatal na competição continental.

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Durante os 90 minutos, todos os erros que o Corinthians não costuma cometer, apareceram. Faltou pressionar a saída de bola, faltou tocar a bola com inteligência, faltou triangulação, jogada pelas laterais, faltou chute a gol, faltou eficiência.

As jogadas de ataque do Corinthians se resumiam a chutões e lançamentos para André e Lucca correr. O time de Tite nunca joga assim, mas parecia que era só o que sabiam fazer. Isso sem falar em mais uma cobrança de pênalti desperdiçada, a terceira em dois jogos. Imagina se é contra o Boca Juniors?

Vale notar, ainda, a falta de liderança dentro de campo. É nos jogos grandes que os grandes jogadores aparecem, aqueles que chamam a responsabilidade. Ninguém fez esse papel de liderança. Colocando em perspectiva, exatamente a mesma coisa aconteceu na derrota contra o Cerro Porteño.

Se, aparentemente, na questão tática e técnica o Corinthians tem feito o possível para superar o desmanche chinês do começo do ano, o aspecto da liderança ficou em segundo plano. Ralf, Renato Augusto, Jadson, Gil e até mesmo Vagner Love tinham o jogo mental muito superior aos seus substitutos. E esse ponto, para infortúnio alvinegro, nem sempre se resolve com o tempo.

Seria injusto não reconhecer a superioridade do Palmeiras durante toda a partida. E se um time é superior, situação que certamente vai acontecer na Libertadores, o Corinthians precisa saber lidar com o problema.

A hora é de lamber as feridas e contabilizar os prejuízos. Perder um clássico nunca é nem mesmo razoável, mas às vezes é necessário. A Libertadores bate à porta e não há tempo a perder.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias