Opinião: Palmeiras e a volta dos que não (ou nunca) foram

Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

O que mudou no Palmeiras do Marcelo Oliveira para o Palmeiras do Cuca? Além do time parecer jogar futebol bem melhor do que antes, dar menos sustos ao torcedor do que antes e conseguir ganhar um padrão de jogo mesmo com maus resultados iniciais, a grande mudança do sr. Alexi Stival no comando alviverde é a ‘ressurreição’ (se podemos dizer assim) de alguns jogadores que vinham até meio cabisbaixos, criticados, no banco e até mesmo se esforçando, mas sem ser ‘o cara’ do time.

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Para explicar melhor o que quero dizer com isso, vamos primeiro nos focar no cara dessa foto aí, o Egídio. O melhor lateral-esquerdo do país por dois anos consecutivos, bicampeão nacional com o time treinado pelo ex-comandante palmeirense chegou ao Palestra, começou bem mas foi uma das vítimas da queda de desempenho da equipe sob o comando do Marcelo. Foi para o banco, nunca se firmou quando apareceu. Aí, surgiu o Cuca, deu uma chance a ele e aquele Egídio, aquele mesmo do Cruzeiro, até começou mal, mas agora, está numa fase que, Deus me livre, acho que nenhum torcedor (nem o mais otimista) talvez imaginaria que estivesse.

Não me pergunte o que aconteceu com ele ou se isso é outra fase passageira, mas ele é um sinal de que alguns atletas parecem com o atual treinador ganhando (ou voltando a ganhar) aquela moral de entrar no time titular, ajudar o time e e decidir partidas. Caso aqui do Alecsandro: quem falaria meses atrás que preferiria ele como o ‘nove’ titular ao Lucas Barrios? Hoje, acho que nem todos dão o braço a torcer para o Alecgol (e nem eu de vez em quando), mas o que ele vem fazendo em algumas partidas recentes pode ser o suficiente para o fervoroso torcedor do Palmeiras começar a pensar duas vezes se vale a pena ter Barrios ou Alecsandro no ataque.

E quanto ao Jean? Tá certo que o Lucas não andou bem em certas partidas e que o João Pedro não havia dado muita liga até o momento, apesar da juventude, mas o Jean lateral é o mesmo Jean que não teve um começo lá no meio-campo quando chegou. Não que ele seja a esperança do time na posição mas pelo setor oposto ao do Egídio, não temos ouvido muito mais aquelas críticas que vinham quando o Lucas jogava. Por enquanto.

E o que dizer de Matheus Salles? Porquê ele foi para a reserva após ter sido um dos heróis da Copa do Brasil do ano passado talvez nem o Marcelo Oliveira pode dizer, mas parece que Cuca parece que se lembrou do rapaz ao tentar consertar o meio campo. Os problemas se não foram encerrados foram em parte saneados e Salles retomou o bom futebol do final do ano passado e até mesmo Seleção Olímpica veio em seu colo! O que dizer de tamanha ‘ressurreição’ dele?

O que quero dizer com todos esses nomes: que o futebol é dinâmico, cíclico e que uma coisa pode não funcionar com a outra mesmo se ela já esteja provada que funcione. Foi isso que aconteceu, todas essas peças não estavam encaixando (ou nem eram encaixadas) no sistema do treinador antigo. Bastou um novo aparecer para que o quebra-cabeça começasse a ser montado de verdade no time do Palmeiras.

Se isso vai funcionar domingo contra o Santos eu não sei e irei assistir para ver, mas que espero que todos esses ‘ressucitados’ continuem bem vivos em campo lá na Vila e adiante na temporada, espero e muito!

 

(Crédito da foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)