Opinião: Palmeiras exagera na contratação de apostas; faltam protagonistas

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Crédito da foto: Cesar Greco.Ag. Palmeiras

É indiscutível que o Palmeiras tem um bom elenco, porém, ainda não o vejo com grandes condições de brigar fortemente pelo título do Campeonato Brasileiro, o torneio mais longo do calendário do futebol nacional. Desde 2015, a diretoria, capitaneada por Alexandre Mattos, tem apostado na quantidade e não na qualidade de reforços. São muitas apostas e poucos jogadores com histórico vencedor em grandes clubes.

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O Palmeiras acertou na última quinta-feira a contratação por três temporadas do meio-campista Tchê Tchê, destaque do modesto Osasco Audax, finalista do Paulistão. Tenho muitas dúvidas se ele vingará no alviverde. Tem apenas experiência em clubes pequenos. Revelado pelo Audax, quando a sede ainda era na capital paulista, o atleta de 23 anos foi emprestado a Ponte Preta, Guaratinguetá e Boa Esporte, porém, não obteve sucesso. Despontou apenas no Paulistão 2016, sendo uma das revelações.

No início de 2016, o Palmeiras havia anunciado outras apostas como o volante Rodrigo, os meias Moisés e Régis e o atacante Erik, o seu reforço mais caro da temporada. Em abril, chegaram o lateral-direito Fabiano, do Cruzeiro, e o atacante Róger Guedes, revelação do Criciúma. Esse último disputou dois jogos e deixou boa impressão. Sem espaço com Cuca, Rodrigo e Régis podem ser emprestados. Moisés teve o azar em fraturar o pé esquerdo em fevereiro. Só deve retornar aos gramados em junho. Revelado pelo Goiás, Erik ainda não despontou.

Na temporada passada, a lista de apostas foi ainda maior: o zagueiro Vitor Hugo, os volantes Andrei Girotto e Thiago Santos, o lateral-esquerdo João Paulo e os atacantes Kelvin, Ryder Matos e Leandro Pereira. Desses, apenas Vitor Hugo e Thiago Santos seguem no clube. O primeiro é titular absoluto e é muito querido pela torcida. No entanto, ainda não tem um parceiro confiável. A diretoria trouxe o veterano Edu Dracena, que ainda não se firmou. Mas cá entre nós. Poucos acreditavam que Edu fosse chegar e liderar a defesa alviverde. Há tempos não joga em alto nível. Não deixou saudades nem no Santos e muito menos no Corinthians. Por que a diretoria não traz um zagueiro competitivo?

Falta também um protagonista no meio de campo. Poderia ser Cleiton Xavier, porém, todos sabem que ele tem problemas físicos. Disputou apenas dois jogos em 2016.

 

 



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)