Opinião: quando não há lógica, a F1 fica mais saborosa. Obrigado, GP da China

Crédito da foto: Reprodução

F1 na madrugada é um excelente formador de caráter. E quem ficou acordado (ou acordou bem na hora) para ver o GP da China, foi brindado com uma corrida cheia de alternativas, ultrapassagens e um elemento que a categoria de vez em quando abandona: a sensação de que nada está decidido.

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Não dá para descrever tudo o que aconteceu de interessante na prova, sob o risco de esquecer alguma coisa. Desde a largada, quando vários toques ocorreram, o status quo virou de cabeça para baixo. Tinha Manor na 4ª posição, tinha Mercedes nas últimas posições. Tinha Ferrari tocando em Ferrari e uma Red Bull com asas (não literalmente, mas valia a referência).

Nico Rosberg venceu a prova e levou os pontos, mas seria injusto dizer que não houve mais vencedores.

Felipe Massa fez o possível e o impossível para segurar a volúpia de um Lewis Hamilton em recuperação. Foi magistral a forma como o brasileiro segurou o tricampeão mundial e conseguiu terminar em 6º. Bottas, seu companheiro de Williams, não teve a mesma perícia e no fim caiu para 10º.

Vale um destaque gigante para a Red Bull. Riccardo chegou em 4º, mas pode lamentar um pneu estourado pouco depois de dar o pulo do gato e assumir a liderança da prova na largada. O russo Kvyat também foi bem demais e quieto como um mineiro (exceto quando deu um bom dia nada educado para uma Renault), abocanhou um pódio.

Dessa vez a Haas não conseguiu o milagre das novatas – o melhor dos dois Foi Gutierrez, em 14º. O bastão foi segurado por algumas voltas pela Manor, que na confusão das primeiras voltas, achou bem interessante a sensação de andar entre as equipes ponteiras.

O GP da China nos traz algumas lições e a primeira delas é que a F1 ainda é EXTREMAMNETE interessante e divertida de acompanhar, desde que as equipes, de alguma forma, consigam brigar em pé de igualdade. Se o novo treino de classificação naufragou, a mudança na regra dos pneus parece ter dado um tempero diferente, muitas vezes equilibrando a diferença de equipamento.

A Rússia é logo ali, em 1º de maio. A temporada 2016 ainda está começando, mas se continuar mantendo a média, tem tudo para ser a melhor em muito tempo. Vida longa a F1!



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias