Opinião: rigor do árbitro prejudica espetáculo no Camp Nou

(Foto: Reprodução/Site Oficial Atlético de Madrid)

O árbitro alemão Felix Brych estragou o espetáculo que era prometido para a tarde desta terça-feira (5), pelas quartas de final da Liga dos Campeões. A expulsão de Fernando Torres logo no primeiro tempo foi extremamente discutível, alguns julgam como absurda. Mas uma coisa é óbvia: o árbitro poderia relevar. Falta. Bola no chão. O Atlético já havia marcado o gol de abertura do placar aos 25 do primeiro tempo, com o próprio Torres, mas a partida acabara em sua própria expulsão. O Barcelona virou para 2 a 1 e leva a vantagem do empate ao Vicente Calderón.

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O Atlético de Madrid, até os 35 minutos do primeiro tempo, fazia partida perfeita num Camp Nou lotado. Com uma defesa sólida e saída rápida para o contra-ataque, com atletas de muito fôlego e vitais para esse tipo de jogo, o treinador Diego Simeone montou uma equipe própria, com as linhas compactas, em que o que mais parecia era que todo o time titular do Barcelona estava, como todo o respeito, no bolso do Atlético de Madrid.

Porém, no minuto 35 de partida, o árbitro alemão Felix Brych demonstrou um rigor que não veio a mostrar em todo o restante da partida. Após já ter mostrado o cartão amarelo a Fernando Torres minutos antes, poderia, simplesmente, ter dado um aviso ao centroavante espanhol sobre sua condição em campo. Então, El Niño, o primeiro homem do combate montado por Simeone, fez uma falta clara, porém normal, exatamente na faixa central do campo, sem nenhum perigo para nenhuma das duas defesas. O alemão, então, agindo com um rigor de quem queria demonstrar “quem manda aqui sou eu”, mostrou o segundo cartão amarelo e posteriormente o vermelho ao atacante.

A decisão de Felix Brych, logo no primeiro tempo, encerrou a partida ali para o Atlético de Madrid. Mesmo com o 1 a 0 a favor no placar, o fato de ter um atleta a menos em campo acabara com todo o trabalho feito por Simeone. Contra um Barcelona que em um dia normal e contra o adversário completo em campo não tem muita dificuldade em furar bloqueios defensivos, um adversário com um atleta a menos tornaria a tarefa menos difícil ainda.

Além de acabar com a formação defensiva do clube da capital espanhola, a decisão de mandar Torres para o chuveiro mais cedo sentenciou o Atlético de Madrid a ocupar apenas o campo de defesa durante toda a segunda etapa, o que não aconteceu na primeira parte do jogo.

No segundo tempo, uma decisão precipitada de Diego Simeone ainda piorou a situação do Atleti. Ele sacou Ferreira Carrasco logo no início do segundo tempo – o belga era o melhor em campo até ali – e colocou o volante argentino Augusto Fernández. A equipe se retraiu em campo até levar o gol de empate. Luis Suárez marcou após chute cruzado de Jordi Alba. O Barcelona continuou em cima e o Atlético nada produziu, até o segundo gol e a virada do Barça. Luis Suárez mais uma vez, dessa vez de cabeça.

Para a sorte do Atlético e de Simeone, o Barcelona pareceu cansado após a virada. Como pouco conseguiria fazer com um a menos, os Colchoneros passaram a “cozinhar” o jogo até o fim, e conseguiram. Mesmo com a derrota, a vitória por 1 a 0 em casa será suficiente para a passagem até a semifinal e é uma situação palpável e normal. Simeone parece saber como parar o Barcelona.

Está por vir um grande espetáculo no Vicente Calderón – se ninguém atrapalhar.