Opinião: Técnico do Audax Osasco merece uma chance na elite do Brasileirão

Mágico de Oz
Reprodução/Flickr Osasco Audax

O futebol brasileiro precisa de uma reformulação em seu quadro de treinadores. Chega de nomes consagrados que chegam para resolver problemas momentâneos. É preciso de treinadores capazes de fazer trabalhos a longo prazo e Fernando Diniz é um forte nome disponível no mercado.

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A frente do Audax Osasco há três anos, o técnico sempre foi destaque na mídia por fazer seu time atuar valorizando a posse de bola. A equipe não dá chutão da defesa para o ataque. A saída de bola começa com o goleiro, os zagueiros abrem no bico da área, os laterais se posicionam sobre a risca do meio de campo, os volantes voltam à cabeça de área para ajudar na formação das jogadas e os meias se posicionam a frente do circulo central para descer em velocidade. O Audax sai tocando, fazendo triangulações e apostando em jogadas de profundidade.

O esquema ousado não permite passes sem objetividade e, ao mesmo tempo, que é inovador, é um grande risco. Com o goleiro sem poder dar chutões e os defensores trocando passes na entrada da área, a perda da bola pode ser fatal. Porém, a ideia é obrigar o time adversário a abdicar de seu sistema defensivo para pressioná-lo e abrir espaços para seus avantes. O esquema é o famoso “pega ratão”.

Na parte ofensiva, a equipe de Diniz sobe ao ataque com oito jogadores buscando espaços, desenhando jogadas, e com três a quatro chegando livre na área para finalizar a gol.

Formado em psicologia, Fernando Diniz é o grande destaque do Audax. O treinador conseguiu colocar na cabeça dos jogadores que é preciso valorizar ao máximo o passe e buscar espaços no adversário sem desespero. Chegou a hora de ter a oportunidade de treinar um time da elite do brasileiro. Chega de futebol feio. De times cheios de marcadores que jogam por uma bola. Agora é a hora de premiar quem sabe montar times jogam de forma inovadora.



Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale.