Scott Dixon vence GP de Phoenix da Indy

Scott Dixon assumiu a liderança após Juan Pablo Montoya sofrer com um pneu furado e seguiu para a vitória. (Foto: Chirs Jones/IndyCar)

Scott Dixon venceu na noite deste sábado (2) o Grande Prêmio de Phoenix, segunda etapa da temporada 2016 da IndyCar Series, disputada no circuito oval de uma milha do Phoenix International Speedway, em Avondale, no estado americano do Arizona. O piloto da Chip Ganassi esteve entre os ponteiros ao longo das 250 voltas, garantindo sua primeira vitória no ano.

LEIA MAIS:
LUCAS DI GRASSI VENCE EM LONG BEACH, E LIDERA F-E

A segunda colocação ficou com Simon Pagenaud, que ao contrário do neozelandês da Ganassi, apareceu com destaque apenas após a última rodada de paradas nos boxes. Will Power, companheiro de Pagenaud na Penske, terminou em terceiro, após ser pressionado por Tony Kanaan, quarto colocado em Phoenix. Graham Rahal fechou a lista dos cinco primeiros.

Após iniciar a corrida na pole position e se manter na primeira colocação, Helio Castroneves terminou apenas na 11ª colocação. O pneu dianteiro direito do carro do brasileiro estourou na 40ª volta, quando o representante da Penske se defendia dos ataques de Juan Pablo Montoya, que sofreu o mesmo problema na 96ª passagem.

A corrida não teve nenhum acidente grave, embora tenha contado com seis entradas do Safety Car na pista. A última bandeira amarela aconteceu na penúltima volta da corrida, por conta de um detrito do carro de Ryan Hunter-Reay, que atingira o muro algumas voltas antes, quando aparecia na sexta colocação.

A próxima etapa da IndyCar Series acontece no dia 17 de abril, com a realização do Grande Prêmio de Long Beach.

A corrida

A largada teve Castroneves mantendo a liderança, mesmo após ser atacado por Kanaan, que seguiu em segundo, seguido por Montoya, Kimball e Carpenter, melhor carro não pertencente as equipes Penske e Ganassi na prova. O baiano da Chip Ganassi tentou se aproximar do representante da Penske, sem sucesso.

Os líderes alcançaram James Hinchcliffe, primeiro retardatário da prova, na 22ª volta. No giro seguinte, Montoya superou Kanaan para assumir a segunda colocação da prova. Rapidamente o colombiano se aproximou de Castroneves, que manteve a primeira colocação sem ser atacado pelo companheiro de equipe.

A sorte do brasileiro da Penske mudou na 40ª passagem. O pneu dianteiro direito estourou na reta oposta, forçando Castroneves a visitar os boxes fora da janela de paradas. A primeira bandeira amarela aconteceu dez voltas depois, por conta de uma rodada do italiano Luca Filippi, que conseguiu escapar do muro.

A relargada aconteceu na 65ª volta, com Montoya mantendo a primeira colocação. Power tentou pressionar Kanaan pela terceira posição, mas viu Hunter-Reay, melhor piloto com um carro com kit aerodinâmico Honda o superar, caindo para o quinto lugar. Algumas voltas mais tarde, Kimball foi para a parte alta da pista e perdeu posições.

A liderança da corrida mudou na 97ª passagem, momento em que Montoya teve um pneu estourado, assim como ocorreu com Castroneves, e foi obrigado a visitar os boxes, perdendo duas voltas. Dixon assumiu a ponta, seguido por Kanaan, ambos com carros preparados pela Chip Ganassi.

A rodada de paradas nos boxes foi aberta por Ryan Hunter-Reay na 117ª volta. Marco Andretti fez seu pit stop na sequência, enquanto Simon Pagenaud e Alexander Rossi pararam um giro mais tarde. Na 120ª passagem, porém, o colombiano Carlos Muñoz acertou o muro, forçando mais uma intervenção do Safety Car.

A bandeira verde foi acionada novamente na 133ª volta, com uma disputa intensa entre Graham Rahal, Josef Newgarden e Kimball. Enquanto o piloto da RLL conseguiu se desvencilhar da disputa, o piloto da Chip Ganassi atingiu o carro da equipe Carpenter, rodando na pista e forçando a terceira bandeira amarela da corrida.

A etapa de Phoenix foi retomada na 143ª volta, mas houve nova interrupção três giros depois, por conta de uma raspada no muro do Sébastien Bourdais. O recomeço da prova ocorreu na 153ª passagem, com nova largada agressiva de Hunter-Reay, que pulou da sétima para a quinta posição, tirando o ex-Fórmula 1 Max Chilton do grupo dos cinco primeiros.

Os pilotos optaram por economizar combustível, buscando fazer apenas mais um pit stop. Ainda assim, Kanaan se aproximou de Power, que ocupava a segunda colocação. Sem nenhum acidente na pista, as paradas nos boxes começaram na volta 193, com Hunter-Reay. Tony Kanaan fez sua troca de pneus e reabastecimento no giro seguinte.

O Safety Car precisou ser acionado na volta 197, quando Carpenter acertou o muro. Na parada nos boxes, Pagenaud avançou para a segunda colocação, ficando atrás apenas de Dixon, que manteve a liderança. Na 203ª passagem, Mikhail Aleshin rodou na entrada dos boxes, necessitando ser auxiliado pela equipe de resgate.

O recomeço aconteceu na volta 210, e o que se viu a partir daí foram grandes desempenhos de Kanaan e Newgarden, que precisaram de 13 voltas para retornar ao grupo dos cinco primeiros colocados. Na frente, Dixon, pressionado por Pagenaud e Power, alcançou os retardatários na 227ª passagem, fazendo com que o brasileiro da Chip Ganassi encostasse no pelotão principal.

O baiano encostou em Will Power quando restavam 15 voltas para o final da prova, mas não conseguiu ameaçar a posição do australiano. Situação semelhante ocorreu com Dixon, que manteve uma vantagem segura para Pagenaud, vencendo a prova, que ainda teve uma bandeira amarela na penúltima volta, por conta de um detrito do carro de Hunter-Reay.

Foto: Chirs Owens/IndyCar



Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.