Visão da arquibancada: O que acontece com as Sereias da Vila?

(Foto: Reprodução/Flickr Santos FC)

No domingo, estive no CT Rei Pelé, para prestigiar as Sereias da Vila, diante do São José. Em campo, cinco títulos de Copa Libertadores da América e um desafio difícil frente às atuais campeãs do Paulistão feminino. No Visão da Arquibancada, os colaboradores do Torcedores.com expressam suas impressões do jogo, previamente a qualquer acesso de outras análises da partida, apresentando um retrato fidedigno do sentimento do torcedor, ainda impactado pelas emoções do campo. Neste texto, escrito ainda no domingo, divido com vocês minhas percepções sobre a segunda partida do Santos pelo Paulistão Feminino.

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Um pequeno público foi ao CT Rei Pelé acompanhar as Sereias da Vila em seu segundo jogo pelo Campeonato Paulista. Falamos sempre sobre as condições do futebol feminino e devemos também falar sobre o papel da torcida na (in)visibilidade das profissionais que se dedicam ao esporte. A torcida se vê à vontade para pagar valores expressivos no ingresso do futebol masculino, porém, não prestigia um jogo de futebol dessa magnitude com portões abertos. Feito esse adendo, destaco que uma questão chamou a minha atenção desde o início do jogo, a boa armação tática do São José, que poupou algumas titulares, em contraste com um Santos que apresentava descontinuidade na troca de passes.

As Sereias da Vila apresentavam grande dificuldade de jogar pelo meio, o São José estava bem postado e impedia as infiltrações. As santistas eram incisivas apenas nas investidas pelos cantos do Campo, principalmente com Maria, que, por algumas vezes, pecou na finalização. Aliás, em muitas ocasiões, com boa oportunidade de chute, as jogadoras santistas optavam pelo passe, mas, a boa colocação das jogadoras do São José, facilitava as interceptações.

Apostando no contra-ataque e nas roubadas de bola, o São José abusou da velocidade nas escapadas, principalmente no segundo tempo. Justamente na última parte da partida, o Santos apresentou dois problemas que precisam ser analisados. Um deles foi a instabilidade demonstrada após os gols tomados. O primeiro gol saiu de uma bela escapada do São José, com boa finalização de Gabi Portilho, que foi sucedido por uma confusão no posicionamento da equipe santista. O outro, tem a ver com a capacidade do treinador em mudar o jogo. Depois do primeiro gol, o Santos desmontou em campo e todas as tentativas do técnico Caio Couto, que não foi bem nas apostas na partida, eram respondidas assertivamente pela treinadora do São José, Emiliy Lima, em minha opinião o grande destaque do jogo.

Com isso, ficou evidente que seria mais fácil o São José chegar ao segundo gol, do que o Santos chegar à igualdade. O que acabou ocorrendo ao final da partida, quando Rita marcou, em cobrança de falta, o segundo gol para o São José. As jogadoras santistas mostravam vontade, mas taticamente o time não conseguia evoluir e o São José cadenciou o jogo  garantindo o placar conquistado. Ao final do jogo, boa parte da torcida presente perdeu a paciência e pediu a saída do treinador. Ao menos nessa partida, Caio Couto levou um nó tático da oponente Emily Lima. Novamente, algumas características estiveram presentes, a instabilidade diante de um placar desfavorável, a dificuldade na troca de passes visando a cadência e a distribuição do jogo e as falhas de finalização. Para fazer frente à boas equipes, como o São José, é preciso melhorar.

Crédito da foto: Reprodução/Flickr Santos FC

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