De 1 a 11: o melhor Corinthians que eu vi jogar

De 1 a 11: o melhor Corinthians que eu vi jogar
Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Posso me considerar corintiano desde sempre. Nasci em 1994, mas minhas primeiras lembranças são do ano de 2000, mais precisamente aquele time que conquistou o Mundial daquele ano contra o Vasco. Por isso, posso cometer algumas injustiças históricas, mas se tratando do “Corinthians que eu vi jogar”, serei o mais correto possível.

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Meu Corinthians ideal dos últimos 16 anos é escalado no tradicional 4-4-2, não só para fazer justiça em todas as posições, mas também por ter sido a formação em que mais vezes vi meu time campeão. Sem mais demoras, abaixo segue o melhor Corinthians que eu vi jogar:

Goleiro: Dida
Simplesmente histórico. Uma lenda. Um monstro embaixo das traves que defendeu as cores do meu clube. Em pouco mais de três anos de clube, cinco títulos, entre eles o nosso primeiro e incontestável Mundial de Clubes da FIFA. E um grande abraço para o Raí, que na semifinal do Brasileiro de 1999 teve dois pênaltis defendidos por esse monstro. (Só não precisava nos eliminar na Copa do Brasil de 2013 defendendo outras três penalidades, né?)

Lateral Direito: Alessandro
Impossível não mencionar um jogador que vestiu a camisa do Corinthians por sete temporadas seguidas, conquistou oito títulos e foi capitão das duas maiores conquistas da nossa história. O tempo passava, o elenco mudava, saía Mano e entrava Tite, saía Tite entrava Mano, e lá estava ele, dono da posição enquanto seu corpo aguentou. Teve força também para levantar invicto a Taça da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2012.

Zagueiros: Fábio Luciano e Gil
Aqui começa a seção injustiça. Peço perdão a Gamarra, um dos melhores zagueiros da história do futebol, mas que só pude acompanhar por vídeos e pelas histórias que ouço de amigos e jornalistas. Aos que tive a felicidade de acompanhar com a camisa do timão, Fábio Luciano e Gil fizeram história. O primeiro esteve na campanha do Mundial de 2000, conquistou outros quatro títulos, e jogava nos anos 2000 um futebol de zagueiro moderno. Limpo, com poucos erros e leal.

O outro nome é o de Gil, nome mais recente na história do clube. Logo em seu primeiro ano, conquistou o Paulista e a Recopa Sul-americana em 2013. Depois da queda sem título de Mano Menezes em 2014, Gil foi o responsável por manter o equilíbrio do time num ano de reestruturação, que culminou no título do Brasileirão de 2015. No Corinthians, o “Gamarra Negro” conquistou diversos prêmios individuais como melhor da posição.

Lateral Esquerdo: Kléber
Era peça chave naquele time de 2000. Junto de Ricardinho, dava passes e cruzamentos que pareciam serem feitos com as mãos. Bom defensor, mas excelente no apoio ao ataque. Nem mesmo o currículo de Roberto Carlos ou as diversas conquistas de Fábio Santos seriam capaz de bater a qualidade de Kléber para tirá-lo da minha lista. Foi craque.

Volantes: Ralf e Vampeta
O primeiro dispensa qualquer tipo de comentário. O maior primeiro volante da história do Corinthians. Novamente peço perdão a Rincón, colombiano raçudo e de muita técnica. Ralf não era técnico, mas poucos vestiram a camisa preta e branca com tanta vontade como ele. Foram seis temporadas e seis títulos, todos incontestáveis. O maior Pitbull que o meu time já teve. VOLTA RALF!

Vampeta é talvez o jogador que mais tenha a cara do Corinthians. Jogador de extrema qualidade, com boa técnica, com muita raça, mas que nunca perde o bom humor. Aliás, foi dele que surgiu o apelido “bambi” para os são-paulinos. Foram sete títulos pelo clube, que consagraram e levaram o jogador até a Copa de 2002, sendo campeão ao lado de muitos outros craques.

Meias: Marcelinho Carioca e Renato Augusto
Marcelinho Carioca é um dos maiores ídolos da história do clube. Sua identificação com a torcida e seus oito títulos pelo Corinthians não são suficientes para colocá-lo nessa lista. A sua qualidade com a bola no pé me faria colocar o “Pé de Anjo” nessa lista mesmo sem nenhuma conquista no timão. Velocidade, passes milimétricos e a melhor cobrança de bola parada que esse time já viu.

Ao lado e Marcelinho, Renato Augusto. Pelo Corinthians conquistou os mesmos títulos que Gil, já que ambos chegaram e saíram na mesma época. Demorou para entrar em forma, sua contratação chegou a ser contestada. Porém, quando esteve com a saúde 100%, encheu os torcedores de orgulho e fez com que todos os outros torcedores rivais sonhassem com um jogador daquele. O meio campista moderno, que defende e ataca, que dá passe, finaliza e dribla. O melhor meia do futebol brasileiro dos últimos tempos. VOLTA RENATO!

Atacantes: Ronaldo e Tevez
O Fenômeno. O melhor camisa 9 que a seleção brasileira e que o Corinthians já tiveram. Ninguém foi mais contestado no alvinegro do que Ronaldo quando contratado. Fora de forma, sua qualidade e seu rendimento foram colocados em xeque. Provou com títulos, com golaços e com a genialidade de sempre que nem mesmo o peso elevado faria com que perdesse o título de Fenômeno. Fábio Costa nunca mais dormiu tranquilo desde que jogou contra o craque.

Tevez é um dos ídolos estrangeiros marcados na história do clube. Mesmo com a passagem curta, conquistou o Brasileirão de 2005, colocou o time de volta a Libertadores, e de lá despontou para o sucesso mundial de sua carreira. Poucos demonstraram tanta raça, vontade e técnica durante todo o tempo em que passaram pelo Corinthians. Carlitos com certeza foi um deles. (Paolo Guerrero, você podia estar nessa lista, mas sua ganância me fez tirar você daqui.)



Jornalista formado pela USCS, apaixonado por esportes, cultura e comunicação. Ex-atleta em atividade, pensa que sabe algo sobre futebol, handebol e esportes americanos.