Opinião: finalmente chegou a hora e a vez de Nico Rosberg?

Crédito da foto: Reprodução / Twitter oficial Mercedes AMG F1

A corrida em Sochi não foi das melhores, já que as boas disputas por posição ficaram na China. Mas o GP da Rússia, por outro lado, consolidou o nome de Nico Rosberg como franco favorito. Chegou mesmo a hora e a vez do filho do seu Keke?

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ROSBERG VENCE DE PONTA A PONTA O GP DA RÚSSIA

Com 30 anos, o alemão conseguiu a 4ª vitória nesta temporada, a 7ª em sequência, o que lhe dá 100 pontos no Mundial de Pilotos, enquanto Hamilton tem 57. Diferença bem razoável.

Lewis claramente vem brigando com sua Mercedes e na corrida de hoje, se não encontrou o rumo que se acostumou nos últimos dois anos, ao menos completou a dobradinha. A cara de quem “abriu o pote de sorvete e achou feijão” que fez no pódio, deixa claro que o inglês virá “babando” nas próximas provas.

Rosberg já teve diversos problemas com pressão. Ver um tricampeão do mundo no retrovisor normalmente lhe causaria calafrios. Em 2015, cometeu um erro bobo no GP dos Estados Unidos e entregou de bandeja o campeonato para o companheiro de equipe.

Em anos anteriores, sua passividade na equipe também foi motivo de críticas. Faltava sangue nos olhos para atacar Hamilton (ou quem estivesse na frente) e tentar alguma coisa melhor. Faltava sangue frio para fazer as ultrapassagens necessárias. Faltava vontade de vencer.

Faltava.

O “novo Rosberg” não dá margem para erros e quando o adversário ameaça se aproximar, o pé vai fundo no acelerador. Na Rússia, Hamilton bem que tentou chegar, tirando mais de 1 segundo por volta. Percebendo o movimento, Rosberg respondeu à altura e recebeu a bandeira quadriculada com mais de 25’’ de vantagem.

A largada, que vinha sendo o pior momento de Rosberg nas corridas, pode começar a ver dias melhores. Hoje manteve a dianteira sem correr riscos, deixando a confusão para o pelotão de trás (pobre Vettel, a propósito. Não é de hoje que um alemão se lasca por causa de um russo).

Há que se considerar, por outro lado, que cada vitória dá 25 pontos, bastando dois abandonos para tudo o que foi construído até agora ir para o vinagre. A força mental de Rosberg precisará se manter intacta nas próximas provas, porque carro ele tem.

O pai foi campeão em 1982, com apenas 1 vitória no campeonato, premiado pela regularidade. E se tem uma hora para ser regular, é agora. A janela que se abriu e é boa demais para ser desperdiçada. E se Rosberg ousar desperdiçar, pode ter certeza que tem um Hamilton prontinho para abraçar o tetracampeonato.

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Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias