Prass fala sobre a convocação: “Estou bem mentalmente e fisicamente, me sinto um menino”

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Crédito da foto: Divulgação/Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Após serem convocados para as Olimpíadas no Rio, Fernando Prass participou de uma entrevista coletiva, e falou sobre a chance de defender a Seleção Brasileira.

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Aos 37 anos Fernando Prass recebe a chance de defender a seleção pela primeira vez. O goleiro chegou no Palmeiras em 2013 para disputar a Série B e para substituir o ídolo palmeirense “São” Marcos, e passou por vários momentos com a camisa do Verdão. Prass se destacou em 2015, ao pegar pênaltis decisivos e garantir o título da Copa do Brasil para o alviverde, assim se tornando ídolo e ganhando o apelido “São” Prass.

Confira os principais trechos da entrevista:

Sobre a convocação para a seleção e sua forma física:

“Quando você é jovem como o Gabriel… Ele já foi pras seleções de base, vinha sendo chamado. Por ser jovem e ter talaento é mais fácil, com idade mais avançada, fica mais restrito. Tem muito preconceito, dão importância aos números. Às vezes a idade engana. Você pega um menino mais novo que a lataria está mais nova, o motor está ruim”.
“Estou me sentindo bem fisicamente, e mentalmente, em relação ao trabalho e à vontade de conquistar, me sinto um menino como o Gabriel”.

Perguntado se chegou no auge:

“Está chegando. O cara nunca pode se dar por satisfeito, embora a Seleção seja o ápice. Tem a principal, as conquistas. Eu ainda aos 37, 38 anos, estou ainda crescendo na carreira. Isso é uma das coisas mais importantes, até a mim me surpreende. Não tem como saber como seu corpo vai reagir com a idade. Sou um felizardo”.

Sobre a sua experiência e o que pode agregar:

“Falar de si é complicado. Em termos de liderança, é difícil falar. É um grupo que eu não conheço. Quando se forma um grupo muito em cima da hora, muito recente, você tem de entender as características de cada um, ver onde se encaixa, como as coisas funcionam. Questao de liderança sai ao natural.”

“Tomara que eu consiga passar alguma coisa para eles. Um grupo é feito de trocas, vou passar e vou agregar algo deles também. Não é como um clube que você convive diariamente durante um ano. Esse período na Granja é importante para que a gente se conheça e forme um grupo”.

Prass, comparando sua situação com a do Gabriel:

“São situações parecidas, mas na vida de cada um são bem diferentes. Eu com quase 38 anos, com alguns objetivos em comum com o Gabriel, mas outros diferentes. Todo jogador jovem sonha em fazer história no Brasil e depois lá fora. A minha ambição é contrária, me firmar no Palmeiras, construir uma história, poder representar bem”.

Onde estava na convocação, Prass?

“Eu estava na expectativa, em casa, arrumando minhas crianças para a escola. Muita gente falava que acreditava, mas eu nem gostava de ouvir muito. Tinha uma esperança, até um certo grau de confiança. Ainda bem que o meu foi logo o primeiro nome, o do Gabriel foi o último. Se fosse o contrário, ficaria mais tenso”.

Sobre histórico, Prass diz:

“Tem vários modos de se ver a situação, vários ângulos. Tem a situação de o Brasil nunca ter ficado fora da Copa, nunca ter ganhado a Olimpíada é outra pressão. Não muda muito o Brasil ter ganhado ou não, a minha responsabilidade é a mesma. A história que se escreveu atrás ficou. A gente tem o papel e a caneta na mão”.

Período fora do Palmeiras:

“O Cuca entende, como comandante montou o grupo que queria, tem confiança em todos os jogadores. Muitas vezes fomos criticados pelo grupo grande, pelo contrário, nesses momentos de lesões e convocações pode ser o diferencial. Quem sabe nesse período o Palmeiras não possa ter um diferencial em relação a outras equipes”.

Prass falou sobre seu substituto:

“Trabalhamos em quatro. Tem o Vinícius, mais novo, o Jailson, mais experiente, e o Vagner é o meio-termo. São todos com qualidade. Goleiro é muito do feeling do treinador, da empatia, da sensibilidade. Tecnicamente os três são bons, o Vinícius com menos experiência, mas tecnicamente não tem o que falar. O Oscar (Rodriguez, preparador) vai ter uma dor de cabeça boa”.

Fernando Prass ainda brincou quando questionado sobre uma possível decisão de pênalti e quem bateria ele ou Jesus, Prass falou: “Neymar”. E falou quais atletas gostaria de ver na Olimpíada Prass gostaria de assistir a Roger Federer.