Virna relembra semifinal das Olimpíadas de Atlanta e revela conselho de Oscar

Virna
Reprodução/Facebook

A ex-jogadora de vôlei, Virna, participou da edição dessa segunda-feira (27) do programa Baita Amigos, do canal Bandsports. Virna relembrou momentos pós-derrota para Cuba nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 e revelou conversa com Oscar Schmidt, que motivou a ex-atleta para a disputa da medalha de bronze contra a Rússia naquele ano.

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Naquela ocasião, Brasil x Cuba fizeram a semifinal das Olimpíadas e Cuba ficou com a vaga por 3 sets a 2. No fim do último set, as jogadoras protagonizaram brigas que começaram ainda na quadra. Virna afirma que as jogadoras ficaram desoladas com a derrota. “Lembro quando a gente perdeu pra Cuba naquela semifinal que tiveram aquelas brigas, as cubanas bateram na gente… A gente tava arrasada não tinha nem dormido no dia seguinte, tava todo mundo acabado, a olimpíada tinha acabado ali pra gente”, revela Virna.

Com a derrota, a seleção brasileira iria disputar o terceiro lugar com a seleção da Rússia, que perdeu na semifinal para as meninas da China. Virna disse ainda que o grupo não sabia a importância da medalha de bronze na época. “Era em busca da medalha de bronze a gente não tinha noção do que significava”, disse.

Foi aí que a ex-jogadora relembrou diálogo com Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro. “Aí a gente tava esperando aqueles trenzinhos pra transportar dentro da vila e cruzei o Oscar. E aí ele falou: ‘que cara é essa Virna?’ E eu: ‘Po, Oscar, que cara é essa?! A gente tomou porrada literalmente das cubanas’. Aí ele falou ‘Virna, eu trocaria todas as minhas medalhas da minha vida por uma medalha olímpica. Eu não tenho uma medalha olímpica”, contou a ex-atleta. “Sabe aquela energia de um cara como o Oscar te falando isso?!” completou.

Virna revela que quando a delegação da seleção se surpreendeu ao retornar ao Brasil, depois do bronze conquistado contra a Rússia. “A gente foi pra aquele jogo contra a Rússia na disputa do bronze e ganhou aquela medalha no sufoco. Quando eu cheguei no Brasil, vi realmente a importância daquela medalha, a gente não tinha noção. Foi a primeira medalha da história do voleibol brasileiro”.

“Essas são histórias que a gente nunca esquece”, conclui Virna.