5 motivos comprovam: o Mundial do Palmeiras tem mais valor que o do Corinthians de 2000

Reprodução/Facebook Allianz Parque

O Palmeiras comemora nesta sexta-feira (22), 65 anos da conquista da Copa Rio, reconhecida oficialmente pela Fifa como o primeiro título Mundial de Clube. Mas apesar do reconhecimento da entidade máxima do futebol, alguns torcedores rivais insistem em menosprezar a história, entre eles, obviamente, estão os corintianos.

LEIA MAIS:

Neto reconhece Palmeiras como campeão Mundial: “Tem que parar de ser clubista”
Emocionante! Ouça a narração completa do Mundial do Palmeiras, conquistado em 1951

Mas vale lembrar que o Corinthians se encontra em uma situação semelhante a do Palmeiras, afinal, conquistou um “Mundial”, disputado em 2000, sem sequer tem vencido a Libertadores.

O Torcedores.com listou cinco motivos que comprovam que o Mundial do Palmeiras tem mais valor que o do Corinthians, o que não tira os méritos da conquista do Timão.

1ª COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE CLUBES:

A Copa Rio foi o primeiro torneio da história onde clubes se reuniram para disputar um título com o apoio da Fifa – embora ela não tenha chegado a ser, de fato, a organizadora da competição.

MARACANAZO:

A competição foi disputada um ano após o Brasil perder para o Uruguai na final da Copa do Mundo. Aquela partida ficou marcada de maneira negativa na história do futebol brasileiro e inspirou o termo “Maracanazo”.

Em 1951, a Copa Rio foi utilizada para devolver o prestígio ao nosso futebol, como destacou a reportagem de Thomas Mazzoni, da Gazeta Esportiva, após o título do Palmeiras: “Não, meus amigos, não se repetiu o 16 de julho de 1950. Desta vez, a sorte não foi madrasta para o futebol do Brasil. Vencemos a Taça Rio, com honras e méritos. Fomos direitinho a ela, e o Palmeiras, hoje, é o clube campeão do mundo. Somente pode ser digno de orgulho de todos os torcedores brasileiros”.

A FINAL:

O Palmeiras conquistou o mundo após vencer a Juventus, da Itália, um dos melhores times do mundo na época. Já o Corinthians precisou superar o Vasco na grande final. Em 2010, Joseph Blatter, então presidente da Fifa, reconheceu o erro. “Começamos em 2000, com o campeonato organizado no Brasil, nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo. Nós tivemos a final com dois times do mesmo país, Corinthians e Vasco. Após a vitória do Corinthians, falamos: “Algo está errado, precisamos de um novo formato. Não podemos ter dois times do mesmo país na decisão.”

PARTICIPAÇÃO DOS EUROPEUS:

Na competição disputada em 1951, vieram ao Brasil alguns dos melhores times do mundo, como o Estrela Vermelha, que era  a base da seleção iugoslava medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948. O Áutria Vienna tinha oito jogadores regularmente convocados à seleção. O Nice era comandado por Yeso Amalfi. De fato, jogadores de respeito e com muito prestígio na Europa.

Em 2000, também vieram grandes jogadores, representando Manchester United e Real Madrid, mas alguns deles admitem que vieram ao país para passear. “Era um Mundialito. Mas, sinceramente, muitos jogadores do nosso time ficavam acordados até as 5h, 6h. O pessoal não dormiu, muitos vieram a passeio”, disse Roberto Carlos, em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN.

INSPIRAÇÃO:

O título conquistado pelo Palmeiras serviu de inspiração para aquela que é a maior competição de clubes do mundo: a Champions League. Em 1975, uma matéria do jornal italiano La Stampa, conta que Gabriel Hanot, um dos organizadores da Copa Rio, contou com a ajuda de Jacques Ferran, que havia acompanhando a disputa Campeonato Sul-Americano de Campeões – precursor da Libertadores – para juntos elaborarem a Copa Europeia, atualmente conhecida como Champions League.