Análise: China foi bondosa com o futebol brasileiro na janela do meio do ano

Foto Reprodução China

Encerrou-se às 13h (horário de Brasília) desta sexta-feira (15 de julho) o prazo para os clubes da China contratarem jogadores do exterior. Ao contrário da primeira janela de 2016, entre janeiro e fevereiro, os clubes de lá mostraram timidez no mercado brasileiro no início do segundo semestre. Apenas o atacante Alan Kardec, do São Paulo, foi negociado no apagar das luzes com Chongqing Lifan, atualmente 14º colocado do Campeonato Nacional, por R$ 18 milhões. O Tricolor terá direito a 70% do valor.

LEIA MAIS:
Mercado da bola: Grêmio acerta a contratação de Kannemann 
Mercado da bola: Kardec deixa o São Paulo para jogar na China 

Há algumas semanas, o Lifan tentou, sem sucesso, tirar o atacante Lucas Pratto, do Atlético-MG, com uma oferta de 7,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 22 milhões na cotação atual). A proposta foi recusada pelo Galo, que só admitiu liberá-lo caso a oferta fosse aumentada para 10 milhões de euros (R$ 36 milhões), o que não foi feita até esta sexta-feira. O volante Elias, do Corinthians, os meias Lucas Lima, do Santos e Anderson, do Inter, e o atacante Dudu, do Palmeiras, também receberam propostas asiáticas, porém, optaram por permanecer no Brasil.

Para se ter uma ideia, no início do ano, dirigentes chineses vieram ao Brasil cheios de grana e levaram: o zagueiro Gil, o volante Ralf, os meias Jadson e Renato Augusto e o atacante Geuvânio. O Corinthians, atual campeão brasileiro, foi o mais afetado com a perda de quatro titulares (Gil, Ralf, Jadson e Renato Augusto).

Neste segundo semestre, a China mudou o seu foco e passou a investir no mercado europeu, buscando jogadores em clubes de menor expressão. O atacante brasileiro Hulk, do Zenit-RUS, foi negociado com o Shangai Spig por R$ 55,8 milhões de euros (R$ 202 milhões), a transação mais cara da história do país. O italiano Pellé foi negociado pelo Southhampton-ING para o Shandong Luneng por R$ 15,2 milhões de euros (R$ 55 milhões). Outras aquisições foram o nigeriano Anthony Ujah (do Werder Bremen-ALE para o Liaoning), o gabonês Malick Evouna (do Al Ahly-EGI para o Tianjin Teda), o israelense Eran Zahavi (do Maccabi Tel-Aviv-ISR para o Guangzhou R&F) e o senegalês Demba Cissé (do Newcastle-ING para o Shandong Luneng).

Resta saber se a China voltará a investir pesado no mercado brasileiro na próxima janela, prevista para janeiro e fevereiro de 2017.



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)