Arthur Zanetti: O herói das argolas

Reprodução/Facebook - Arthur Zanetti

Muito provavelmente, antes do dia 6 de agosto de 2012, a maioria dos brasileiros não sabia quem era Arthur Zanetti. No entanto, tudo mudou quando ele faturou a primeira medalha da ginástica do Brasil na história dos Jogos Olímpicos, na Arena North Greenwich, em Londres, ainda por cima, um ouro. A conquista ocorreu nas argolas e, desde então, o ginasta de 1,56m passou a ser reconhecido em todo o país, tornando-se um ídolo para muitos jovens que tentam ganhar espaço em um esporte que não é tão divulgado pela mídia ou desperta tanto a atenção da população, como o futebol.

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Nascido em São Caetano do Sul, região do ABC Paulista, em 16 de abril de 1990, começou na ginástica logo aos 7 anos, por orientação do seu professor de Educação Física, Sérgio Oliveira, que incentivou a família a levar o garoto para fazer testes na SERC (Sociedade Esportiva Recreativa Cultural), na própria cidade. Assim como a maioria das crianças brasileira, Arthur Zanetti queria jogar futebol, mas não levava muito jeito.

Assim, decidiu seguir na ginástica, como orientado pelo professor, e o caminho foi árduo. A rotina exaustiva de treinos desanimava Arthur, mas incentivos de sua avó Neide Thomazzo, a qual o levava para treinar e prometia passar na padaria com ele depois para que comesse aquilo que quisesse, foram determinantes  para o sucesso.

Logo aos 9 anos, passou a ser treinado por Marcos Goto, aquele que seria seu comandante até os dias de hoje e sempre soube do potencial de Zanetti. Foi chamado pela primeira vez para a Seleção Brasileira de Ginástica em 2007, tornando-se, então, presença constantes nas convocações. Neste mesmo ano, conquistou o Pan-Americano Juvenil. Começava ali uma carreira promissora!

Sua consagração veio em 2012, nos Jogos Olímpicos de Londres, quando surpreendeu o mundo ao conquistar a medalha de ouro nas argolas com uma nota de 15.900, contra 15.800 de um dos principais favoritos, o chinês Yibing Chen, que ficou com a prata. No caso, a estratégia foi determinante para Arthur Zanetti triunfar, “escondendo o jogo” nas eliminatórias e se classificando para as finais com uma pontuação afim de ser o último a se apresentar. Na decisão realizou movimentos bastante difíceis, espetaculares e meticulosos, indo para o lugar mais alto do pódio, colocando o Brasil na história da ginástica olímpica.

No entanto, menos de um ano depois, o ginasta ameaçou se naturalizar para defender as cores de outro país por conta da falta de estrutura e pelos baixos investimentos no esporte no país. Apenas alguns dias depois, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) forneceu novos equipamentos para o clube no qual Zanetti treinava, melhorando a estrutura no local.

Ao todo, o “pequeno gigante” da ginástica brasileira faturou nove medalhas de ouro em Copas do Mundo, uma no Mundial de Antuérpia, na Bélgica, em 2013, outra nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, e também nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Além disso, também já faturou inúmeras medalhas de prata e bronze.

Por isso, Arthur Zanetti é uma das principais esperanças do Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a serem disputados em agosto. Ele se tornou o principal ídolo de vários fãs da ginástica, não só no território nacional, mas em todo o planeta.