Bauza se diz feliz no São Paulo, garante lute contra Atlético Nacional e diz que repudia corpo mole

Bauza
Crédito da Foto: Saopaulofc.net

O argentino Edgardo Bauza chegou ao São Paulo no início de 2016 rotulado com o senhor Libertadores, já que conquistou o torneio por LDU (2008) e San Lorenzo (2014). Apesar de um início ruim, com o cargo sendo questionados por parte da torcida, o treinador não se abateu, seguiu trabalhando forte e ajudou o Tricolor a chegas às semifinais da competição continental. Em entrevista ao Globoesporte.com, Bauza diz que está feliz com o momento no clube e revelou alguns de seus métodos de trabalho. 

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O Torcedores.com selecionou os principais trechos da entrevista do técnico e traz para você:

Pouco antes de anunciá-lo, em dezembro, o Leco (presidente do São Paulo) disse que contrataria um técnico com histórico de superar momentos difíceis e transformá-los em vitórias marcantes. Isso pode resumir a campanha do São Paulo nesta Libertadores?
Bauza:  A campanha desta Libertadores com o São Paulo, sim, reflete isso. Mas toda minha vida foi assim, uma luta. Nunca fui um jogador superdotado, com grandes qualidades, mas fui um jogador com um coração e uma entrega muito grandes. Isso me fez conquistar muito mais coisas do que eu imaginei, até estar com a seleção argentina numa Copa do Mundo (Bauza não entrou em campo, mas fez parte do grupo vice-campeão em 1990, quando a Alemanha venceu a final por 1 a 0). Isso é um pouco de como foi a minha vida, a dos meus pais, que trabalharam toda a vida para construir uma casa, dar estudos a mim e a meu irmão. Esses exemplos me formaram e eu sigo trabalhando com a mesma gana, tratando de que as coisas saiam bem. Esse é o desejo.

Sua vida familiar e sua trajetória como jogador fizeram com que você, como técnico, trabalhasse tanto o talento como o coração de seus atletas? São tão importantes quanto?
— Claro que é importante, e tudo que eu vivi transmito a eles. E os atletas que não se sacrificam e não me demonstram terem gana, ficam fora. Na minha equipe, os que têm mais gana vão jogar, os que não têm ficam fora. É uma regra muito clara. Há por dentro do CT alguns cartazes com frases de coisas que eu não negocio. Por exemplo, a organização. A equipe não pode perdê-la, não se negocia. Entrega não se negocia. Qualquer coisa se pode perdoar, menos isso. A equipe adotou isso e será importante porque não se pode jogar bem todas as partidas, mas a organização e a entrega ajudam.

O São Paulo hoje é um clube agradável para se trabalhar? Você está mais confortável, sente-se mais à vontade do que nos primeiros meses?
— Estou tranquilo e confortável porque o clube facilitou todas as coisas para eu poder trabalhar. O clube me fez sentir muito confortável. Minha família está muito bem, faz seis meses que estamos trabalhando muito satisfeitos. Queria estar bem melhor pela exigência e história do São Paulo, mas acredito que estamos num bom momento, e de ansiedade porque seria um sonho lindo poder jogar a final da Libertadores. Oxalá possamos conseguir.



Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale.