Casagrande detona atual geração de jogadores e diz: ‘Ninguém se preocupa com nada’

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Casagrande: ” O cara não tem que ter uma importância dentro dele, não quer fazer uma história? Qual a história que ele quer fazer? Só de fazer gol, de pôr brinquinho, tatuador o corpo todo e pintar o cabelo de amarelo?”

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O ex-jogador Walter Casagrande Júnior esteve no programa Mariana Godoy Entrevista, da RedeTV, na última sexta-feira (8) para divulgar seu novo livro ‘Sócrates e Casagrande – Uma História de Amor’, que será lançado no próximo dia 12 (às 19h, na Fnac da Av. Paulista). O narrador falou também a respeito da falta de envolvimento dos jogadores da atualidade com política.

“O Magrão falava uma coisa que é verdade: o futebol é uma política muito importante dentro do país, porque é o país do futebol e a palavra do jogador tem um peso muito grande, uma interferência na sociedade, tanto que na época da Democracia Corinthians a nossa interferência, a nossa luta pela democracia naquela época, que existia ditadura militar ali, foi uma coisa muito importante para pressionar.”

Casão lamentou o desinteresse da classe de jogadores por questões além do campo. “Eles não têm a obrigação de participar, vivemos num país democrático, você escolhe se participa ou não, mas eu vejo a importância que deveria ter, deveriam ter um participação”, e completou:

“É muito difícil pra mim, que fiz parte dessa classe, olhar tudo isso e não tem um. Não é que são poucos, não há ninguém que se preocupa com nada, com a situação política e social do país, com a corrupção no governo, com a corrupção na CBF”, desabafou o ex-jogador que foi um dos líderes da democracia corintiana.

“Mas se o jogador se preocupar, o patrocinador talvez não goste que se manifeste e tire o patrocínio”, questionou Mariana Godoy. A resposta de Casagrande foi contundente:

“Mas aí vem a personalidade. Problema seu se você não gosta. Eu tenho meu pensamento, tenho minha opinião e quero participar disso. O cara não tem que ter uma importância dentro dele, não quer fazer uma história? Qual a história que ele quer fazer? Só de fazer gol, de pôr brinquinho, tatuador o corpo todo e pintar o cabelo de amarelo? É essa a importância que o jogador de futebol vê que ele quer que fique para a história? Se é isso, eu vou aceitar, mas eu acho que tem que querer muito, se pode muito mais, a importância do jogador de futebol, principalmente no Brasil, é muito maior do que eles acham que é, eles se limitam muito, podam muita coisa deles e se limitam a simplesmente tentar jogar futebol”, finalizou.