GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O BADMINTON

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora do Badminton, esporte que

LEIA O GUIA RIO 2016 DE OUTROS ESPORTES:
ATLETISMO, BADMINTON, BASQUETE MASCULINO, BASQUETE FEMININO, BOXECANOAGEM VELOCIDADECANOAGEM SLALOM, CICLISMO BMX, CICLISMO ESTRADA, CICLISMO MOUNTAIN BIKE, CICLISMO PISTA,  ESGRIMAFUTEBOL MASCULINOFUTEBOL FEMININO, GINÁSTICA ARTÍSTICA, GINÁSTICA RÍTMICA, GINÁSTICA DE TRAMPOLIM, GOLFE, HANDEBOLHIPISMO, JUDÔ, LEVANTAMENTO DE PESO, LUTA, MARATONA AQUÁTICA, NADO SINCRONIZADO, NATAÇÃO, PENTATLO MODERNOPOLO AQUÁTICO, REMO, RUGBY DE SETE, SALTOS ORNAMENTAIS, TAEKWONDO, TÊNISTÊNIS DE MESA,TIRO COM ARCOTIRO ESPORTIVO, TRIATLO, VELAVÔLEI FEMININO,  VÔLEI MASCULINOVÔLEI DE PRAIA

 

ESPORTE: BADMINTON

INTRODUÇÃO: Esportes praticados com raquete e peteca sempre foram muito populares na Ásia e na Europa, mas o badminton como esporte moderno começou a se desenvolver na metade do Século XIX na Grã-Bretanha inspirado num jogo chamado “Battledores and Shuttlecocks”, onde duas crianças utilizavam raquetes feitas com pás de remo ou pergaminhos para bater em petecas de rolhas e penas. Rapidamente se tornou muito popular entre os asiáticos, que passaram a dominar o esporte. Entrou como modalidade de demonstração em Jogos Olímpicos de 1972, mas só se tornou um esporte recorrente a partir de 1992. São cinco competições disputadas nas Olimpíadas: individual e duplas (masculina e feminina) e duplas mistas

 

VOCÊ SABIA?

  • Que das 29 medalhas de ouro distribuídas até hoje, apenas uma não foi para um país asiático? O dinamarquês Paul-Erik Larsen conseguiu o feito em Atlanta 1996. Ele é o hoje o presidente da Federação Internacional de Badminton
  • Que por ser muito popular em países populosos como China e Índia, o badminton é um dos esportes olímpicos de maior audiência durante os Jogos Olímpicos?
  • Que esse é um dos 5 esportes em que os Estados Unidos nunca conquistaram medalhas? Os outros quatro são Ginástica Rítmica, Ginástica de Trampolim, Handebol e Tênis de Mesa
  • Que o sistema de saques é similar ao do Tênis, apesar de que o saque no badminton só pode ser feito por debaixo da cintura?
  • Que o Badminton é um dos esportes mais rápidos do planeta? A peteca atinge velocidades de mais de 300km por hora, números maiores do que as bolinhas de tênis e tênis de mesa, por exemplo

 

INDIVIDUAL MASCULINO

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • No individual, 41 atletas são divididos em 13 grupos de 3 ou 4 atletas. Os campeões de cada grupo avançam, sendo que os vencedores dos grupos A, E e P já vão direto às quartas-de-final. Isso ocorre porque os 3 melhores atletas ranqueados pertencem a esses grupos.

HISTÓRICO: A disputa individual começou nos jogos de Barcelona 1992 e é amplamente dominada pelos asiáticos. A China é o país que tem mais medalhas: sete no total, sendo 3 de ouro, uma de prata e 3 de bronze. A Indonésia vem na sequência com 6, sendo duas delas de ouro.  A Dinamarca é o único país não asiático que possui medalhas no torneio masculino. São duas, sendo um ouro histórico em 1996 e um bronze em 1992.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A China novamente tem o favorito ao ouro no individual. Chen Long é o atual bicampeão mundial e tem tudo para conquistar o ouro no Rio. Seu principal rival será o atleta da Malásia Lee Chong Wei.  Lee é o maior atleta da história do país (conquistou duas das seis medalhas que a Malásia tem na história dos Jogos Olímpicos) e foi medalhista de prata nas duas últimas Olimpíadas. O chinês Lin Dan, atual bicampeão olímpico, também deve vir bem. Fique atento ainda nos atletas da Dinamarca, maior potência europeia, Taipei, Indonésia e Coreia do Sul

chen long badminton

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO:

Chen Long (China) – campeão mundial em 2015 e 2014, terceiro colocado em Londres 2012

Lee Chong Wei (Malásia) – vice-campeão mundial em 2015 e 2013 e vice em Londres 2012

Lin Dan (China) – campeão mundial em 2013) e campeão em Londres 2012

Viktor Axelsen (Dinamarca) –  terceiro colocado no mundial 2014, campeão europeu 2016

Jan Jorgensen (Dinamarca) – terceiro colocado no mundial 2015, campeão europeu 2014

Tommy Sugiarto (Indonésia) – terceiro colocado no mundial 2014

Nguyen Tien (Vietnã) – terceiro colocado no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

ygor coelho badminton

Ygor Coelho (foto) defenderá o Brasil no Badminton nos Jogos Olímpicos. Ele é o 64º colocado no ranking geral de badminton em 2016 e não precisou da cota do país sede para participar do torneio. Está no grupo K, ao lado do alemão Marc Wiebler (14º do ranking) e do irlandês Scott Evans (72º do ranking).

O alemão é o favorito a avançar no grupo. No mundial 2014, caiu na segunda rodada para o atleta da Malásia, que viria a ser vice-campeão mundial. No europeu deste ano, ficou na quarta colocação. Ygor pode até vencer o irlandês mas passar pelo alemão é uma tarefa bem difícil. As chances de medalha são baixas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Lee Chon Wei (Malásia)

Prata: Chen Long (China)

Bronze: Viktor Axelsen (DInamarca)

 

MASCULINO DUPLAS

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • 16 duplas são divididas em quatro grupos de quatro, onde todos jogam contra todos e os dois primeiros avançam às quartas de final. A partir daí, começa a fase mata-mata até a final e disputa do bronze

HISTÓRICO: O torneio de duplas estreou nos Jogos de Barcelona 1992 e na metade das vezes, foi conquistado pela Indonésia. A Coreia do Sul é a maior medalhista com 7 no total, sendo duas delas de ouro. A China é a atual campeã e a Dinamarca se tornou o primeiro país não asiático a medalhar em Jogos Olímpicos ao conquistar a prata em Londres 2012

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO

mohammed badminton

A maior vencedora de ouros do torneio de duplas nas Olimpíadas Indonésia (foto) chega forte para conquistar o tetra. bicampeões mundiais em 2015 e 2013, podem ser ameaçadas pelas duas duplas da Coreia do Sul, que ocupam a primeira e a terceira colocação no ranking em 2016. As duas duplas coreanas devem dar trabalho assim como as duas duplas chinesas. A dupla da Dinamarca, atual vice-campeã olímpica, tenta se tornar a primeira dupla não asiática a vencer um título de duplas. Fique atento ainda na dupla do Japão

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

Hendra Setiawan e Mohammad Ahsan (Indonésia) – campeões mundiais 2013 e 2015, vice-líderes do ranking 2016

Lee Yong Dae e Yoo Yeon Seong  (Coreia do Sul) -terceiros colocados no mundial 2015, vice-campeões em 2014, Líderes do ranking mundial em 2016

Kim Gi Jung/ Kim Sa Rang (Coreia do Sul) – terceiros colocados nos mundiais 2013 e 2014, terceiros colocados no ranking 2016

Hiroyuki Endo e Kenichi Hayakawa  (Japão) – terceiros colocados no mundial 2015

Mathias Boe e Carsten Mogensen (Dinamarca) terceiros colocados no mundial 2014, vice campeões no mundial 2013 e vice campeões em Londres 2012  

Fu Haifeng  Zhang Nan (China)  quartos colocados no ranking 2016, Haifeng foi campeão em Londres 2012 com outro parceiro

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não possui representantes

 PALPITE DO GUIA:

Ouro: Hendra Setiawan e Mohammad Ahsan (Indonésia)

Prata: Lee Yong Dae e Yoo Yeon Seong  (Coreia do Sul)

bronze: Mathias Boe e Carsten Mogensen (Dinamarca)

 

INDIVIDUAL FEMININO

HISTÓRICO: A disputa individual começou em 1992 e viu uma alternância entre Indonésia e Coreia do Sul nas duas primeiras colocações. Em 1992, vitória indonésia e vice para a coreia. Em 1996, o inverso ocorreu. A partir de 2000, a China passou a mandar no torneio de simples feminino, vencendo as últimas quatro edições e levando 8 das 12 medalhas possíveis. Dinamarca e Holanda são os únicos países asiáticos a terem conseguido medalhas.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

carolina marin badminton

O torneio feminino de badminton individual pode ver pela primeira vez uma atleta não asiática vencer a medalha de ouro. A espanhola Carolina Marín (foto) surpreendeu a todos ao vencer o campeonato mundial de 2014 com apenas 20 anos. Manteve a regularidade, repetindo o título em 2015 e liderando o ranking em 2016. Pode pesar no Rio sua falta de experiência em Jogos Olímpicos, coisa que a chinesa Liu Xuerui, campeã em Londres 2012, tem de sobra. Fique atento ainda nas atletas de Tailândia, Índia e Coreia do Sul

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PARTICIPANTES:

Carolina Marín (Espanha) – campeã mundial em 2014 e 2015, líder do ranking 2016

Li Xuerui (China) – vice-campeã mundial em 2013 e 2014, campeã olímpica em Londres 2012, terceira colocada no ranking 2016

Saina Nehwal (Índia) vice-campeã mundial em 2015 e terceira colocada em Londres 2012

Ratchanok Intanon (Tailândia) – campeã mundial em 2013, quarta colocada no ranking 2016

Pusarla Sindhu (Índia) – terceira colocada no mundial 2013 e 2014

Ji Hyun Sung (Coreia do Sul) – terceira colocada no mundial 2015

Wang Yihan (China) – vice-campeã em Londres 2012, vice-líder do ranking 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

lohaynny badminton

A carioca de apenas 20 anos Lohaynny Vicente (foto) disputará o torneio de simples em casa. Ela é a 66ª do ranking mundial em 2016 e está no grupo E, ao lado de Sina Newal (Índia) e da ucraniana Marija Ulitila. A ucraniana está apenas duas posições a frente da brasileira, o que torna possível uma vitória. Já contra a indiana, as chances de sucesso são pequenas. A adversária é medalhista olímpica e uma das melhores do circuito mundial.As chances de medalha são baixas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Carolina Marín (Espanha)

Prata: Wang Yihan (China)

Bronze: Ratchanok Intanon (Tailândia)

 

FEMININO DUPLAS

HISTÓRICO: o torneio de duplas femininas foi disputado pela primeira vez em 1992 e é amplamente dominado pela China. São 12 das 19 medalhas distribuídas até hoje para as chinesas, incluindo as 5 últimas de ouro. Só perderam em 1992 para a Coreia do Sul, segunda maior medalhista, com cinco no total. Até 2008, só os dois países haviam conquistado medalhas. Em 2012, Japão e Rússia conquistaram prata e bronze, respectivamente.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A disputa feminina ficou bastante aberta depois do anúncio no final de julho de que as atuais bicampeãs mundiais chinesas não irão participar da Rio 2016. Isso ajuda bastante as duplas de Dinamarca (foto) e Indonésia, derrotadas pelas campeãs na final e semifinal do Mundial 2015, respectivamente. As líderes do ranking em 2016 do Japão também comemoram. Apesar da não participação das campeãs mundiais, a China ainda tem uma outra dupla forte na disputa.

dupla dinamarca badminton

MELHORES RESULTADOS DOS PARTICIPANTES NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO

Kamilla Rytter e Christinna Pedersen (Dinamarca) – vice-campeãs mundiais em 2015 e terceiras colocadas em 2013

Misaki Matsutomo e Ayaka Takahashi (Japão) – líderes do ranking mundial 2016

Nitya Maheswari e Greysia Polii (Indonésia) – terceiras colocadas no mundial 2015, 4ªs do ranking 2016

Jung Kyung-eun e Chan Shin (Coreia do Sul) – 5ª colocação no ranking 2016

Yu Yang Tang Yuating (China) – vice-líderes do ranking 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não tem representantes nesta prova

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Kamilla Rytter e Christinna Pedersen (Dinamarca)

Prata: Nitya Maheswari e Greysia Polii (Indonésia)

Bronze: Yu Yang Tang Yuating (China)

 

DUPLAS MISTAS

 

HISTÓRICO: o torneio de duplas mista é o mais recente dos cinco disputados em Olimpíadas, entrando para o programa somente em 1996. A China domina com três ouros e duas pratas. A Coreia do Sul é a segunda potência com dois ouros e uma prata. Indonésia, Dinamarca e Grã-Bretanha tem as outras medalhas

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

All England 2015

A China é favorita absoluta para levar a medalha de ouro, talvez até para fazer uma dobradinha. O país conseguiu o feito no pódio nos Mundiais de 2015 e 2014 e também na Olimpíada de Londres 2012. O ouro deve ir para Zhang e Zhao, atuais bicampeões mundiais e olímpicos. A Indonésia tem a única dupla que conseguiu vencer qualquer dupla chinesa em uma final de mundial. Para prata e bronze, a briga deve ficar entre Dinamarca, Coreia do Sul e Indonésia.

 

Zhang Nan e Zhao Yunlei (China) – campeões mundiais 2014 e 2015, campeões em Londres 2012, líderes do ranking em 2016

Xu Chen e Ma Jin (China) – terceiras colocadas no mundial 2015. Vice-campeãs em Londres 2012 e nos mundiais em 2013 e 2014

Tontowi Ahmad e Lilyana Natsir (Indonésia) – campeões mundiais em 2013, terceiros colocados no mundial 2015, terceiros no ranking mundial 2016

Joachim Nilsen/ Christinna Pedersen (Dinamarca) -terceiras colocadas no mundial 2014 e em Londres 2012

Ko Sung-Hyun e Kim Ha Na (Coreia do Sul) – vice-líderes do ranking mundial 2016

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não tem representantes na disputa

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Zhang Nan e Zhao Yunlei (China)

prata: Tontowi Ahmad e Lilyana Natsir (Indonésia)

bronze: Ko Sung-Hyun e Kim Ha Na (Coreia do Sul)

 

crédito das imagens: reprodução facebook e youtube



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.