GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O BOXE

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos agora do boxe olímpico, que revelou ao mundo o gênio Muhhamad Ali

LEIA O GUIA RIO 2016 DE OUTROS ESPORTES:
ATLETISMO, BADMINTONBASQUETE MASCULINO, BASQUETE FEMININO, BOXECANOAGEM VELOCIDADECANOAGEM SLALOM, CICLISMO BMX, CICLISMO ESTRADA, CICLISMO MOUNTAIN BIKE, CICLISMO PISTA,  ESGRIMAFUTEBOL MASCULINOFUTEBOL FEMININO, GINÁSTICA ARTÍSTICA, GINÁSTICA RÍTMICA, GINÁSTICA DE TRAMPOLIM, GOLFEHANDEBOLHIPISMO, JUDÔ, LEVANTAMENTO DE PESO, LUTA, MARATONA AQUÁTICA, NADO SINCRONIZADO, NATAÇÃO, PENTATLO MODERNOPOLO AQUÁTICO, REMORUGBY DE SETE, SALTOS ORNAMENTAIS,TAEKWONDOTÊNISTÊNIS DE MESA,TIRO COM ARCOTIRO ESPORTIVO, TRIATLO, VELAVÔLEI FEMININO, VÔLEI MASCULINOVÔLEI DE PRAIA

ESPORTE: BOXE

INTRODUÇÃO: o boxe é um dos esportes que estiveram presentes nos jogos olímpicos da antiguidade. Àquela época, os lutadores amarravam faixas de couro para proteção e lutavam até alguém se render ou até alguém vir a nocaute.O esporte moderno surgiu das lutas por dinheiro do século XVII, onde os aristocratas endinheirados apostavam em um vencedor de uma luta de socos. O inglês Jack Broughton é um dos homens mais importantes da história do esporte. Foi ele que publicou o primeiro livro de regras e quem introduziu as lutas ao esporte. As regras foram evoluindo, a violência foi sendo limitada e o esporte entrou no programa olímpico em 1904 com 7 categorias disputadas. Alguns dos mais famosos boxeadores da história começaram a sua carreira no boxe amador, como Oscar de La Hoya, Félix Savón, Geroge Foreman e o mais famoso deles, Muhhamadi Ali. As mulheres só começaram a participar dos jogos olímpicos em 2012. Em 2016, serão 10 categorias no masculino e 3 no feminino.

 

VOCÊ SABIA?

  • Que o sobrinho de um dos maiores boxeadores cubanos da história, Félix Savón, disputará os jogos do Rio na categoria peso-pesado?
  • Que o ator Lian Neesson foi campeão amador de boxe na Irlanda?
  • Que desde 1904, o boxe só não esteve presente nos Jogos de Estocolmo 1912, isso porque as leis suecas proibiam o esporte à época?
  • Que os protetores bucais dos atletas não podem ser vermelhos para que os árbitros não confundam com sangue na boca dos atletas?
  • Que os boxeadores vão lutar sem protetores de cabeça pela primeira vez em jogos olímpicos desde os anos 1980?

 

COMO FUNCIONA A DISPUTA?

  • Os atletas participantes são divididos em chaves através de um sorteio. O atleta pode ter sorte e enfrentar adversários mais fracos em sua chave ou ver logo dois favoritos pelo caminho. No feminino, são apenas 12 atletas por categoria, sendo 4 delas como cabeça de chave. Cinco árbitros dão notas para o combate (10 a 8 se o round for muito a favor de um competidor, 10 a 9 ou 10 a 10) , mas apenas 3 delas são sorteadas.

 

PAÍSES TRADICIONAIS

Os Estados Unidos são país que mais conquistaram medalhas no boxe olímpico. Desde 1904, são 111 medalhas, sendo 49 de ouro. Entretanto, o domínio americano ocorreu mais na primeira metade do século XX. A partir dos anos 1970, Cuba assumiu o posto de maior potência da modalidade. Em praticamente todas as categorias há um cubano candidato a medalha. Grã-Bretanha e Itália são outros dois países de bastante tradição. A partir dos anos 1990, países da Ásia como Tailândia, China, Japão e Mongólia cresceram muito e sempre enviam bons lutadores aos jogos. Vale lembrar ainda de Irlanda, Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Azerbaijão e Ucrânia.

 

CATEGORIA PESO MOSCA-LIGEIRO (ATÉ 49 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria mais leve do boxe olímpico entrou para o programa em 1968 e já foi disputada doze vezes. Cuba é a maior vencedora (3 ouros) e a maior medalhista (6 no total). Até 2008, só Cuba e Bulgária haviam conquistado mais de um título. A Coreia do Norte é a segunda maior medalhista na categoria, com duas pratas e dois bronzes. A China é atual bicampeã na categoria com o atleta Zou Shiming, o único na história a conquistar três medalhas olímpicas (foi bronze em 2004).

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O cubano Joahnys Argilagos (foto) chega como favorito à medalha de ouro. Foi campeão mundial e vice-campeão pan-americano em 2015. Outro que deve chegar bem é o atleta do Cazaquistão Birzhan Zhakupov, campeão mundial 2013 e que não defendeu o título em  2015. Paddy Barnes, da Irlanda, conquistou duas medalhas de bronze nas duas últimas olimpíadas e vem bem em 2016. Fique atento ainda nos atletas de Rússia, México e Uzbequistão.

 johannis arguilargos boxe

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Joahnys Argilagos (Cuba) -campeão mundial em 2015, vice-campeão do Pan em Toronto 2015,

Birzhan Zhakypov  (Cazaquistão) – campeão mundial 2013, vice-líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Vasily Yegorov (Rússia) – vice-campeão mundial 2015, campeão europeu 2016

Rogen Ladon (Filipinas) – terceiro colocado no mundial 2015

Joselito Velásquez (México) – campeão do Pan de Toronto 2015

Paddy Barnes (Irlanda) – terceiro colocado em Londres 2012

Hasanboy Dusmatov (Uzbequistão) – campeão do evento teste 2015

Patrick Lourenço (Brasil) – vice-campeão do evento teste 2015, sexto no ranking AIBA Pro Boxing 2016

Galal Yafai (Grã-Bretanha) – terceiro colocado no evento teste 2015

Lyu Bin (China) – líder do ranking AIBA Pro Boxing

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil terá Patrick Lourenço (foto). de 22 anos. Fez um bom mundial em 2013, caindo nas quartas de final, mas caiu de rendimento nos anos seguintes. No evento-teste, entretanto, foi bem, conseguindo se sagrar vice-campeão. Patrick é do Rio de Janeiro e mostrou que vai bem em casa. Se a chave sorteada for boa, o carioca tem boas chances de conquistar a medalha. As chances de medalha são médias

patrick lourenco boxe

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Joahnys Argilagos (Cuba)

Prata: Paddy Barnes (Irlanda)

Bronze: Vasily Yegorov (Rússia) e Patrick Lourenço (Brasil)

 

CATEGORIA PESO MOSCA (ATÉ 52 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria mosca começou a ser disputada nos jogos de 1904 e é dominada pelos Estados Unidos. Os americanos têm o maior número de medalhas (12) e o maior número de ouros (6), mas o seu domínio ocorreu mais no início da primeira metade do século XX. Nos últimos 30 anos, os EUA só conseguiram uma medalha. Desde os anos 1980, o domínio da categoria passou para Cuba e para países asiáticos como Tailândia e as Coreias do Norte e do Sul. Desde 1984, só esses quatro países venceram medalhas de ouro (três para os cubanos e dois para os tailandeses).

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Dos 26 atletas que disputam não há um grande favorito. O russo Misha Aloyan foi medalhista em Londres 2012 e no mundial 2013, mas depois não se classificando para o mundial 2015. O campeão mundial Elvin Mamishzada (foto), do Azerbaijão, estará presente no Rio. Aliás,falando no mundial 2015, dos 8 primeiros colocados no Mundial 2015, 7 estarão no Rio. Além deles, os atletas das Américas, principalmente Cuba, Estados Unidos, México e Argentina estão bem.

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Elvin Mamishzada (Azerbaijão) – campeão mundial 2015

Yosbany Veitia  (Cuba) – vice-campeão mundial 2015

Misha Aloyan  (Rússia) – campeão mundial 2013 e terceiro colocado em Londres 2012. Líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Mohamed Flissi (Argélia) -terceiro colocado no mundial 2015

Hu Jianguan (China) – terceiro colocado no mundial 2015

Antonio Vargas (EUA) – campeão do Pan de Toronto 2015

Elias Emigdio (México) – vice-líder do ranking  AIBA Pro Boxing 2016

Fernando Martinez (Argentina) – quarto colocado no ranking  AIBA Pro Boxing 2016

 juliao neto boxe

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil terá Julião Neto (foto), de 35 anos. O cearense disputou os jogos de Londres e perdeu nas oitavas-de-final.  No mundial 2013, perdeu na primeira luta e não disputou o de 2015.  Foi medalhista de prata no evento-teste em 2015, mas não venceu nenhum atleta que estará no Rio. Numa categoria tão disputada e com tantos bons atletas, terá que ter muita sorte na chave. As chances de medalha são baixas.

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Elvin Mamishzada (Azerbaijão)

Prata: Elias Emigdio (México)

Bronze: Misha Aloyan  (Rússia) e Yosbany Veitia  (Cuba)

 

CATEGORIA PESO GALO (ATÉ 56 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria galo está presente no calendário olímpico desde 1904 e era bastante disputada até a ascensão cubana nos anos 1970. 10 países conquistaram o ouro nas 13 primeiras edições da modalidade, com 3 deles conseguindo dois títulos (África do Sul, Itália e União Soviética). Desde 1972, Cuba ficou apenas 3 edições sem conquistar uma medalha. São 5 ouros, 1 prata e 1 bronze nas últimas 11 disputas. A Itália é a segunda maior vencedora, com 3 ouros e 1 prata. Desde os anos 1990, Irlanda e países asiáticos como Tailândia, Azerbaijão e Mongólia costumam ter bons representantes na categoria. O atleta Bruno Jolie, das Ilhas Maurício, conquistou a primeira medalha olímpica da história de seu país, ao ser bronze em Pequim 2008.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Esta categoria promete ser bastante equilibrada. Para se ter uma ideia, todos os medalhistas dos mundiais 2013 e 2015 estarão no Rio. Todos têm reais chances de conquistar uma medalha. O irlandês Michael Conlan (foto), atual campeão mundial e vice-campeão em Londres, é um que chega um pouco a frente dos outros 8 medalhistas. Além dele, o francês e o cubano já foram campeões olímpicos em outras categorias. Fique atento ainda aos atletas de Argentina e China, que fazem boa temporada em 2016 e no brasileiro Robenilson de Jesus, que pode surpreender.

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Michael Conlan (Irlanda) – campeão mundial 2015, terceiro colocado em Londres 2012

Javid Chalabiyev (Azerbaijão) – campeão mundial 2013

Robeisy Ramirez (Cuba) – campeão em Londres 2012 na categoria mosca

Murojdan Akhmadaliev (Uzbequistão) – vice-campeão mundial 2015

Vladimir Nikitin (Rússia) – vice-campeão mundial 2013

Shiva Thapa (Índia) – terceiro colocado no mundial 2015

Dzmitry Asanau (Bielorrússia) – terceiro colocado no mundial 2015

Mykola Butsenko (Ucrânia) –  terceiro colocado no mundial 2013

Zhang Jiawei (China) – líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Khedafi Djelkhir- (França) –  vice-líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O baiano Robenilson de Jesus (foto) representa o Brasil nesta categoria. Ele está indo para a sua terceira participação em jogos olímpicos. Em Pequim 2008, com apenas 20 anos, venceu a primeira luta mas acabou perdendo na segunda. Em Londres foi muito bem, venceu 3 lutas e acabou perdendo nas quartas-de-final para um forte cubano. Nos dois últimos mundiais, caiu nas oitavas; em 2015 para o irlandês que viria a se tornar o campeão. Em 2016, disputou uma competição e acabou conquistando a medalha de bronze. Tudo dependerá da chave. Mas Robenílson tem capacidade para vencer qualquer um dos adversários. Vale lembrar que os países da casa costumam ter certa ajuda dos árbitros e isso pode favorecer o brasileiro. As chances de medalha são médias.

robenilson jesus boxe

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Michael Conlan (Irlanda)

Prata: Vladimir Nikitin (Rússia)

Bronze: Murojdan Akhmadaliev (Uzbequistão)  e Robenílson de Jesus (Brasil)

 

CATEGORIA PESO LEVE (ATÉ 60 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria peso leve começou a ser disputada nos jogos de 1904 em St Louis. Foi disputada durante 23 vezes seguidas e é dominada pelos Estados Unidos, que lideram o número de medalhas conquistadas (13) e o número de ouros (5). Um dos ouros americanos pertence ao famoso pugilista Oscar de La Hoya. A Polônia teve 3 ouros e uma prata entre 1960 e 1972. A partir de 1984, Cuba passou a ser dominante da modalidade. Desde então, conquistou três ouros e dois bronzes. A partir dos anos 1980 também, os asiáticos começaram a medalhar. Coreia do Sul, Mongólia e Cazaquistão tem medalhas nos últimos anos.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O cubano Lázaro Álvez é o grande favorito a medalha. Atual bi-campeão mundial, também é medalhista olímpico. O brasileiro Robson Conceição (foto) é o possivelmente a melhor chance de medalha para o Brasil no boxe. Foi medalhista nos últimos dois mundiais e vive sua melhor fase da vida. Fique atento ainda nos atletas dos países “ão”: Azerbaijão, Cazaquistão e Uzbequistão.

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Lázaro Álvarez (Cuba) – bicampeão mundial de boxe em 2013 e 2015, terceiro colocado na Olimpíada de Londres 2012.

Robson Conceição (Brasil) – vice-campeão mundial 2013 e terceiro colocado no mundial 2015, campeão do evento teste 2016.

Albert Selimov (Azerbaijão) – vice-campeão mundial 2015, campeão dos Jogos Europeus 2015.

Berik Abdrakhmanov (Cazaquistão) – vice-líder no ranking Aiba Pro Boxing e terceiro colocado no mundial 2013

Hurshid Tobijaev (Uzbequistão) – líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016 , vice-campeão do evento teste Rio 2016

Joseph Cordina (Grã-Bretanha) – campeão europeu 2015

Charly Suarez (Filipinas) – 4º colocado no ranking Aiba Pro Boxing

David Joyce (Irlanda) – 3º colocado no ranking da Aiba Pro Boxing

Otgondalai Dorjnyambuu (Mongólia) – quartas-de-final do mundial 2015

robson conceicao

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Robson Conceição, baiano de 27 anos. É o melhor pugilista brasileiro de todas as categorias. Medalhou nos últimos dois mundiais e vive a melhor fase de sua vida. Participou de sua primeira olimpíada com apenas 19 anos. 8 anos mais velho e com duas experiências em Jogos Olímpicos, chega sem ansiedade e com muita experiência. Além disso tudo, luta em casa, com apoio e pressão da torcida. No boxe, isso faz muita diferença, principalmente no que diz respeito a arbitragem, quase sempre favorável ao dono da casa em momentos de decisão subjetiva. Tudo dependerá do sorteio. Evitar um confronto nas primeiras rodadas com o cubano seria vantajoso. As chances de medalha são altas

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Robson Conceição (Brasil)

Prata: Berik Abdrakhmanov (Cazaquistão)

Bronze: Lázaro Álvarez (Cuba) e Albert Selimov (Azerbaijão)

 

CATEGORIA  PESO MÉDIO LIGEIRO (ATÉ 64 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria médio-ligeiro começou a ser disputada nos jogos de 1952 em Helsinki. Já foi disputada 16 vezes e é bastante equilibrada. Os Estados Unidos têm o maior número de medalhas (7) e o maior número de ouros (4), porém não tem a mesma força do passado. De 1952 até 1980, além dos americanos, União Soviética (2 ouros e duas pratas) e Polônia (2 ouros e 2 bronzes) eram as grandes potências. Cuba desde então assumiu o posto de maior nação da categoria. Foram três ouros, duas pratas e três bronzes. Eles podem passar os americanos na liderança da categoria agora no Rio.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A missão de dar a quarta medalha de ouro para Cuba na categoria é do cubano Yasniel Toledo (foto). Ele foi medalhista de bronze nas Olimpíadas de Londres e subiu de categoria na sequência. No novo peso, foi medalhista de prata nos mundiais 2011 e 2013 e bronze em 2015. Não é o favorito, entretanto. O russo Vitaly Dunaytsev teve um grande ano de 2015, vencendo o mundial e o forte campeonato europeu. Fique atendo ainda nos atletas de Uzbequistão, , Tailândia e Lituânia

 yasniel toledo boxe

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Vitaly Dunaytsev (Rússia) – campeão mundial e europeu em 2015

Fazliddin Gaibnazarov  (Uzbequistão) – vice-campeão mundial 2015

Yasniel Toledo (Cuba) – vice-campeão mundial em 2013 e terceiro colocado em 2015, terceiro colocado em Londres 2012 na categoria até 60kg, vice-campeão do Pan de Toronto 2015

Wuttichai Masuk (Tailândia) – terceiro colocado no mundial no mundial 2015, vice-campeão do evento-teste 2015

Evaldas Petrauskas  (Lituânia) – terceiro colocado em Londres 2012 na categoria até 60kg, quarto colocado no ranking AIBA Pro Boxing,

Artem Harutyunyan (Alemanha) – líder do ranking AIBA Pro Boxing em 2016

Arthur Biyarslanov (Canadá) – campeão do Pan de Toronto 2015

Joedison Chocolate (Brasil) – terceiro colocado no Pan de Toronto 2015, campeão do evento teste em 2015

Luis Arcon (Venezuela) – terceiro colocado no Pan de Toronto 2015

Abdelkader Chadi (Argélia) – 2º do ranking Aiba Pro Boxing

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil terá o baiano de 22 anos Joedison Teixeira, mais conhecido como Chocolate. Teve um bom ano em 2015, conquistando o  bronze no Pan de Toronto e sendo campeão do evento-teste no Rio de Janeiro Neste ano, vem sofrendo com problemas físicos e em virtude disto deixou de disputar alguns torneios importantes.

joedison boxe

Se voltar em boas condições, pode surpreender. Não enfrentando o cubano ou o russo cedo, tem chances de avançar. E a disputa é no Brasil. A decisão dos juízes no boxe é muito subjetiva. Na maioria das lutas com resultados não muito claros, há um “favorecimento” aos donos da casa. Diríamos que as chances de medalha de Joedision são médias

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Yasniel Toledo (Cuba)

Prata: Evaldas Petrauskas (Lituânia)

Bronze: Vitaly Dunaytsev (Rússia)  e Wuttichai Masuk (Tailândia)

 

CATEGORIA MEIO-MÉDIO (ATÉ 69 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria peso leve começou a ser disputada nos jogos de 1904 em St Louis. Foi disputada durante 23 vezes seguidas e vê os Estados Unidos com o maior número de medalhas (9, sendo 3 de ouro), muito em virtude de um domínio na primeira metade do século XX. Desde 1970, Cuba cresceu muito e se tornou referência na categoria. Desde então, foram dois ouros e quatro pratas para os cubanos. O Cazaquistão é a grande potência do século XXI, sendo o atual tricampeão da categoria, vencendo duas vezes atletas de Cuba. Rússia e Ucrânia também estão bem nos últimos anos.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Daniyar Yeleussinov (foto),Cazaquistão, é o atual tricampeão olímpico nesta categoria e é grande candidato a conquistar o tetra com Daniyar Yeleussinov, campeão mundial em 2013 e vice-campeão em 2015. Sua vida não será fácil, pois o cubano Roniel Iglesias, campeão em Londres 2012 na categoria meio-médio ligeiro, estará na disputa. Atletas de Marrocos, Azerbaijão, Rússia, Turquia

 yasimov boxe

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Daniyar Yeleussinov (Cazaquistão) – campeão mundial em 2013 e vice-campeão em 2015

Mohammed Rabii (Marrocos) – campeão mundial 2015

Roniel Iglesias (Cuba) – campeão em Londres 2012 (uma categoria abaixo), vice-campeão do Pan de Toronto 2015

Andrey Zamkovoy (Rússia) –  vice-líder do ranking do Aiba Pro Boxing em 2016, terceiro colocado em Londres 2012

Wei Liu (China) – terceiro colocado no mundial 2015

Parviz Baghirov (Azerbaijão) – terceiro colocado no mundial 2015

Onur Sipal (Turquia) – líder do Aiba Pro Boxing 2016

Arajik Marutjan (Alemanha) – terceiro colocado no mundial 2013

Vincenzo Mangiacapre (Itália) – terceiro colocado em Londres 2012

Gabriel Maestre (Venezuela) -terceiro colocado no mundial 2013

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não tem representantes nesta categoria

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Daniyar Yeleussinov (Cazaquistão)

Prata: Andrey Zamkovoy (Rússia)

Bronze: Roniel Iglesias (Cuba) e Parviz Baghirov (Azerbaijão)

 

CATEGORIA PESO MÉDIO (ATÉ 75 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A categoria é disputada desde 1904 e os Estados Unidos tem o maior número de medalhas (12, sendo 5 de ouro). Entretanto, como na maioria das categorias, esse domínio ocorreu muito nas primeiras edições dos jogos. Grã-Bretanha e Cuba são na verdade as duas maiores potências.Os britânicos venceram 3 das primeiras quatro edições, mas conseguiu manter a tradição depois durante os anos, conquistando mais dois ouros.  Cuba venceu pela primeira vez em 1980 e depois teve um tricampeonato de 1992 a 2000. Os dois países decidiram o título em 2008. O Brasil foi medalhista de prata em Londres 2012 com Esquiva Falcão. Rússia, Tailândia, Cazaquistão, Azerbaijão, Irlanda e Uzbequistão sempre tem atletas fortes neste peso nos últimos anos.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O cubano Ariel López teve um grande ano em 2015 com as vitórias no campeonato mundial e no Pan de Toronto. Ele tem tudo para conquistar o quarto ouro para Cuba na categoria. O russo Artem Chebotarev vem bem em 2016 e pode incomodar. O russo Artem Chebotarev (foto) está fazendo um grande ano,Cazaquistão e Uzbequistão tem atletas que podem dificultar a vida do cubano. Irlanda, Ucrânia e Colômbia também podem surpreender

 russo boxe

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Arlen López (Cuba) – campeão mundial 2015, campeão do Pan de Toronto 2015

Artem Chebotarev (Rússia) – terceiro colocado no mundial 2013, líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Bektemir Melikuziev (Uzbequistão) – vice-campeão mundial 2015

Michael O”Reilly (Irlanda) – terceiro colocado no mundial 2015 e ouro nos Jogos Europeus 2016

Zhanibek Alimkhanuly (Cazaquistão) – campeão mundial 2013

Dmytro Mytrofanov (Ucrânia) –  2º no ranking Aiba Pro Boxing

Jorge Vivas (Colômbia) – vice-campeão do Pan de Toronto

Hosan Abdin (Egito) – terceiro colocado no mundial 2015

Antony Fowler (Grã-Bretanha) – terceiro colocado no mundial 2013

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não tem representantes nesta categoria

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Bektemir Melikuziev (Uzbequistão)

Prata: Arlen López (Cuba)

Bronze: Michael O”Reilly (Irlanda) e Artem Chebotarev (Rússia) –

 

CATEGORIA PESO MEIO PESADO (ATÉ 81 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

Essa é a categoria que revelou o maior boxeador da história da humanidade. O americano Cassius Cley, que mais tarde mudaria o nome para Muhammed Ali, foi o grande vencedor dos jogos de 1960. Ele foi um dos sete americanos a conquistar a medalha de ouro, número jamais igualado por nenhum outro país. Iugoslávia (3) e Rússia (2) vem na sequência. A Polônia é um país tradicional, mas que nunca conseguiu conquistar uma medalha de ouro. Nos anos 1990 e 2000, houve um crescimento de Cazaquistão e Uzbequistão. Em Londres 2012, o Brasil conquistou uma medalha de bronze com Yamaguchi Falcão.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O cubano Julio César La Cruz é favorito absoluto ao ouro. É o atual tricampeão mundial e campeão pan-americano em 2015 vencendo sempre com propriedade os adversários. O irlandês Joe Ward perdeu para o cubano duas vezes nos mundiais de 2013 e 2015 e tenta dar o troco no Rio de Janeiro. Os atletas de Rússia e Cazaquistão são outros dois que já sofreram na mão do cubano e querem se vingar. Fique atento ainda em França, Uzbequistão e em Camarões

julio la cruz

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Julio César La Cruz (Cuba) – campeão mundial em 2013 e 2015

Joe Ward- (Irlanda) – vice-campeão mundial 2015, terceiro colocado em 2013.

Mathieu Bauderlique (França) – lider do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Adilbek Niyazimbetov (Cazaquistão) – vice-campeão mundial 2013 e  vice-campeão em Londres 2012

Elshod Rasulov  (Uzbequistão) – terceiro colocado no mundial  2015.

Ehsan Rouzbahani (Irã) 2º no ranking Aiba Pro Boxing  2016

Joshua Buatsi (Grã-Bretanha) – campeão do evento teste do RJ

Peter Mullenberg (Holanda) – vice-campeão do evento teste, chegou às quartas de final nos dois últimos mundiais

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

Michel Borges (foto) é um dos 25 atletas que representará o Brasil . O Brasil terá Michel Borges, carioca de 25 anos. No Pan de Toronto, perdeu na segunda luta para o venezuelano que acabaria se tornando vice-campeão. Dependerá muito do sorteio das chaves. Se cruzar o caminho do cubano ou irlandês, não terá muitas chances. Se a chave for favorável, pode brigar por medalhas. As chances de medalha são de médias a baixas.

michel

 

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Julio César La Cruz (Cuba)

Prata: Elshod Rasulov  (Uzbequistão)

Bronze: Adilbek Niyazimbetov (Cazaquistão) e Joe Ward- (Irlanda)

 

CATEGORIA PESO PESADO (ATÉ 91 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

Essa é uma das categorias mais tradicionais do boxe. Foi nela eu grandes nomes da história do esporte surgiram, como o americano Joe Frazier e os cubanos tricampeões olímpicos Félix Savón e  Teófilo Stevenson, este último considerado como o maior atleta de boxe amador da história. A categoria é disputada desde 1904 e é dominada por Estados Unidos e Cuba, ambos com sete medalha de ouro cada. O domínio americano ocorreu mais nas primeiras 13 edições, antes de Teófilo Stevenson ganhar o primeiro ouro dos seus três em jogos olímpicos para Cuba e colocar seu país na condição de potência da categoria. Argentina (3 ouros), Grã-Bretanha (2 ouros), África do Sul e Dinamarca eram países tradicionais que perderam força ao longo do tempo. Os americanos lideram o número de medalhas conquistadas com 13, seguidos por Cuba, com 8. A Itália é a terceira maior medalhista, com 7 no total. Em 2012, o ouro ficou com a Ucrânia.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

São apenas 18 atletas na categoria pesado. Deles, Evgeny Tishchenko, da Rússia, e Clemente Russo (foto), da Itália, devem fazer uma boa disputa. No mundial de 2013, o italiano levou a melhor na final entre os dois. Em 2015, o russo foi campeão, mas o italiano não participou do torneio. Pode haver uma revanche no Rio em 2016. Vale lembrar que ambos foram medalhistas em Londres (o italiano ainda foi prata em 2008). Fique atento ainda ao cubano e ao atleta do Azerbaijão, medalhistas em mundiais. A Argentina também pode surpreender.

 clemente russo

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Evgeny Tishchenko (Rússia) – vice-campeão mundial 2013 e 2015, terceiro colocado na Olimpíada 2012.

Clemente Russo (Itália) – campeão mundial em 2013, vice-campeão olímpico em 2012 e líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Erislandy Savon (Cuba) – prata no mundial 2015 e ouro no Pan de Toronto 2015.

David Graf (Alemanha) – 3º colocado do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Abdulkadir Abdullayev  (Azerbaijão) – terceiro colocado no mundial 2015

Yamil Peralta (Argentina) – terceiro colocado no mundial 2013, caiu nas quartas em 2015 para o azerbaijano

Chouaib Boulodinats (Argélia) – 4º do ranking Aiba Pro Boxing

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil terá o paulista Juan Nogueira, 28 anos, como representante. No mundial 2013, venceu duas lutas e acabou derrotado nas oitavas-de-final para o russo Evgeny Tischenko, que acabaria se tornando vice-campeão. Em 2015, venceu sua primeira luta, mas acabou perdendo por WO nas oitavas-de-final.

Não é o favorito. Mas se pegar uma chave fácil e ganhar duas lutas (tal qual fez em 2013), já estará na briga por uma medalha. Se encarar os atletas favoritos, a tarefa será mais complicada. As chances de medalha são de médias a baixas.

juan nogueira boxe

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Clemente Russo (Itália)

Prata: Erislandy Savon (Cuba)

Bronze: Evgeny Tishchenko (Rússia) e Abdulkadir Abdullayev  (Azerbaijão)

 

CATEGORIA PESO SUPER PESADO (MAIS DE 91 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

Essa é uma das categorias mais novas no boxe masculino, tendo entrado para o programa olímpico somente em 1984. A Grã-Bretanha é a maior vencedora (dois ouros -1996 e 2012- e um bronze) e a Itália tem o maior número de medalhas (5). Nenhum outro país além da Grã-Bretanha tem mais que uma medalha de ouro. Nas primeiras quatro edições, houve um domínio dos países das Américas, com Estados Unidos, Canadá e Cuba vencendo as 3 medalhas de ouro. A partir de 1996, o domínio passou para a Europa, que viu Ucrânia, Grã-Bretanha, Rússia e Itália vencerem. Nos anos 1990 e 2000 países da antiga União Soviética como Cazaquistão, Uzbequistão e Azerbaijão também se destacaram.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A categoria é equilibrada. O atleta do Cazaquistão Ivan Dychko foi o único que conseguiu medalhar nos dois mundiais. Não venceu nenhum, entretanto, perdendo para o azerbaijano Magomedrasul Majidov em 2013 e para o francês Tony Yoka (foto) em 2015. Fique de olho no romeno e no marroquino, que vem bem na temporada em 2016. Cuba sempre é perigosa e a Grã-Bretanha, maior vencedora da categoria, tem um atleta que medalhou em 2015.

 frances

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Ivan Dychko- (Cazaquistão) – vice-campeão mundial em 2013 e 2015, terceiro colocado em Londres 2012.

Magomedrasul Majidov (Azerbaijão) – campeão mundial em 2013. Bronze olímpico em 2012 e campeão europeu em 2013, quarto colocado no ranking Aiba Pro Boxing 2016

Tony Yoka (França) – campeão mundial 2015

Filip Hrgovic (Croácia) -campeão europeu 2015

Joseph Joyce (Grã-Bretanha) – terceiro colocado no mundial 2015 e campeã dos Jogos Europeus 2015

Bakhodir Jalolov (Uzbequistão) – terceiro colocado no mundial 2015

Erik Pfeifer (Alemanha) – líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Mihai Nistor (Romênia) – vice-líder do ranking Aiba Pro Boxing 2016

Mohamed Arjaoui (Marrocos) – 3º no ranking da Aiba Pro Boxing 2016

Nigel Paul (Trinidad e Tobago) – campeão do qualificatórios das Américas 2015 (venceu o cubano)

Lenier Pero (Cuba) – campeão do Pan de Toronto 2015, vice-campeão do qualificatórios das Américas

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não terá representantes nesta categoria.

 PALPITE DO GUIA:

Ouro:Ivan Dychko- (Cazaquistão)

Prata: Joseph Joyce (Grã-Bretanha)

Bronze: Magomedrasul Majidov (Azerbaijão) e Erik Pfeifer (Alemanha)

 

FEMININO

CATEGORIA PESO MOSCA (ATÉ 51 kg)

HISTÓRICO

A medalha de ouro na categoria mosca em Londres 2012 ficou com a dona da casa Nicole Adams. Ela venceu na final a chinesa Ren Cancan. As duas medalhas de bronze ficaram com Estados Unidos e Índia.

 QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

A atual campeã olímpica e mundial Nicola Adams tem tudo para se tornar a primeira mulher bicampeã olímpica no boxe olímpico. Ela já havia sido vice-campeã mundial três vezes e conseguiu neste ano o tão sonhado título. A final foi apertada e a vice-campeã mundial da Tailândia pode atrapalhar o sonho do bicampeonato para a britânica. A chinesa Ren Cancan, derrotada por Nicole há quatro anos, vem bem neste ano e pode dar o troco. Fique atento ainda para as atletas de Cazaquistão, Canadá e Bulgária.

nicola boxe

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Nicola Adams (Grã-Bretanha) –  campeã mundial 2016, campeã em Londres 2012

Peamwilai Laopeam (Tailândia) – vice-campeã no mundial 2016

Zhaina Shekerbekova (Cazaquistão) – terceira colocada no mundial 2016

Ren Cancan (China) – vice-campeã em Londres 2012

Sarah Ourahmoune (França) –  terceira colocada no mundial 2016

Mandy Bujold (Canadá) – bicampeã dos Jogos Pan-americanos

Stanimira Petrova (Bulgária) – caiu nas quartas de final do mundial 2014

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

O Brasil não terá representantes nesta categoria

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Nicola Adams (Grã-Bretanha)

Prata: Peamwilai Laopeam (Tailândia)

Bronze: Ren Cancan (China) e Mandy Bujold (Canadá)

 

CATEGORIA PESO LEVE (ATÉ 60 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

A Irlandesa Katie Taylor (foto) foi a vencedora da categoria na estreia do boxe feminino em Londres 2012. A atleta garantiu a única medalha de ouro da Irlanda na competição. A prata ficou com a russa Sofyia Ochigava. As medalhas de bronze ficaram com Adriana Araújo, do Brasil e com Mavzuna Chorieva, do Tajiquistão. Esta foi a primeira medalha conquistada por uma mulher na história do país em Jogos Olímpicos.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

O grande nome do boxe feminino é Katie Taylor, da Irlanda. A atual campeã olímpica e cinco vezes campeã mundial é uma das atletas mais celebradas em seu país. Ela é grande candidata a conquistar outra medalha olímpica. Neste ano, porém, a francesa Estelle Mossely desbancou a favorita na semifinal do campeonato mundial e se sagrou campeã. Se as duas vierem a se enfrentar, será um grande duelo. A irlandesa ainda perdeu outra luta para a atleta do Azerbaijão. Rússia e China são dois países que podem surpreender.

katie taylor

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Katie Taylor (Irlanda) – campeã mundial 2014, campeã em Londres 2012, terceira colocada no mundial 2016

Estelle Mossely (França) – campeã mundial 2016

Yana Alekseevna (Azerbaijão) – vice-campeã mundial 2014

Anastasiia Beliakova (Rússia) – vice-campeã mundial 2016.

Mira Potkonen (Finlândia) – terceira colocada no mundial 2016

Adriana Araújo (Brasil) – terceira colocada em Londres 2012

Yin Junhua Yin (China) terceira colocada no mundial 2014

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

A medalhista de bronze em Londres 2012 Adriana Araújo estará na disputa novamente no Rio. Nos dois últimos mundiais, a brasileira caiu duas vezes para atletas da Rússia nas oitavas-de-final e não foi adiante.

adriana araujo

Para conquistar uma nova medalha, Adriana terá que ter sorte no sorteio. Como são apenas 12 atletas, com apenas duas vitórias a atleta já chega à semifinal e conquista ao menos uma medalha de bronze. A brasileira precisará de muita ajuda da torcida para conquistar a medalha. Se o sorteio colocar a irlandesa ou a francesa no caminho, a possibilidade de medalha diminui. As chances de medalha são de médias a baixas.

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Katie Taylor (Irlanda)

Prata: Estelle Mossely (França)

Bronze: Yana Alekseevna (Azerbaijão) e Yin Junhua Yin (China)

 

CATEGORIA PESO MÉDIO (ATÉ 75 kg)

HISTÓRICO/PAÍSES TRADICIONAIS:

Na estreia da categoria em Londres 2012, a medalha de ouro ficou com a americana Claressa Shields. A prata ficou com a russa Nadezhda Torlopova. Foi a segunda medalha de prata da Rússia na competição. As duas medalhas de bronze foram para Cazaquistão e China.

 QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

Das três campeãs olímpicas que chegam para defender o seu título, nenhuma é tão favorita quanto a americana Claressa Shields. Ela venceu os dois mundiais que disputou depois dos jogos de Londres e está um nível acima das rivais. A briga pelas outras medalhas deve ser acirrada. As atletas de Suécia e Canadá já foram campeãs mundiais no passado e podem surpreender. Fique atento ainda para as atletas de China, Grã-Bretanha e Holanda, que fazem bom ano em 2016.

 

MELHORES RESULTADOS NO ÚLTIMO CICLO OLÍMPICO DOS PRINCIPAIS PARTICIPANTES:

Claressa Shields (Estados Unidos) – bicampeã mundial 2014 e 2016, campeã em Londres 2012.

Savannah Marshall (Grã-Bretanha) – terceira colocada no mundial 2016

Nouchka Fontijn (Holanda) – vice-campeã mundial 2016

Li Qian (China)  – vice-campeã mundial 2014

Chen Nien Chin (Taipei) – terceira colocada no mundial 2016

Anna Nash (Suécia) – campeã mundial 2001 e 2005, prata 2008 e bronze 2012

Ariane Fortin (Canadá) – terceira colocada no mundial 2014

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL E QUAIS SUAS CHANCES?

A paulista Andréia Bandeira (foto) representará o Brasil. Ela não disputou o Mundial 2014 e neste ano perdeu nas oitavas-de-final para a atleta de Taipei que viria a conquistar o bronze. Está um nível abaixo das demais. Para conquistar uma medalha, terá que ter sorte no sorteio. Como são apenas 12 atletas, com apenas duas vitórias a atleta já chega à semifinal e conquista ao menos uma medalha de bronze. A brasileira precisará de muita ajuda da torcida para conquistar a medalha. Um cruzamento cedo com a americana praticamente elimina qualquer chance da brasileira. As chances de medalha são de médias a baixas.

andreia bandeira

PALPITE DO GUIA:

Ouro: Claressa Shields (Estados Unidos)

Prata: Savannah Marshall (Grã-Bretanha)

Bronze: Ariane Fortin (Canadá)  e Li Qian (China)



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.