Opinião: Com Tite, o Brasil pode mais

Crédito da imagem: Rafael Ribeiro / CBF

Após uma eliminação traumática contra o Peru pela Copa América Centenário, Marco Polo Del Nero, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), não teve escolha: demitiu Dunga e Gilmar Rinaldi da seleção brasileira acertadamente. Porém, dois anos mais tarde do que deveria. Ele anunciou Tite, que levará para a seleção toda a comissão técnica que trabalhou com ele no Corinthians.

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Tite é o responsável direto pelos maiores títulos que o Corinthians ganhou em toda sua história (Libertadores e Mundial de Clubes da Fifa). Há dois anos, ele já era considerado o melhor técnico em atividade do país. Porém, não foi lembrado pela alta cúpula da CBF. O porquê ninguém sabe, mas a cada mau resultado de Dunga, o nome de Tite aparecia com cada vez mais força. Após uma vexatória eliminação para o Peru, Dunga foi sacado e Tite assumiu.

Após o 7×1, as esperanças do povo brasileiro se concentravam em um treinador que fosse capaz de resgatar o gosto em ver a seleção jogar. Mas Dunga falhou, não soube dar uma cara à seleção, fracassou na Copa América no Chile e novamente nos Estados Unidos, desta vez sendo eliminado na primeira fase, em um grupo que tinha como adversários: Peru, Haiti e Equador. Para piorar, Duga sempre culpava o calendário ou a arbitragem pelos fracassos.

Tite mostra ao longo da sua trajetória que é totalmente diferente de Dunga. Durante sua carreira pouco reclamou da arbitragem e sempre preferiu minar o despreparo de quem coordena os árbitros de futebol. 

Tem o principal: no Corinthians, em curtos períodos de tempo, montou bons times, que mesmo com jogadores de pouco recurso técnico se encaixavam como uma luva no esquema tático do treinador.

Outro ponto fundamental: Tite tem carisma como técnico, os jogadores e os torcedores abraçam e acreditam no modo como o treinador enxerga o futebol.

Ele vive intensamente os jogos do primeiro ao último minuto, é um décimo segundo jogador em campo, e é a prova mais perfeita que técnico de futebol não ganha jogo, mas ganha campeonato.

Basta lembrar a eliminação precoce que sofreu na pré-Libertadores com o Corinthians, quando acabara de assumir o time. No final daquele mesmo ano (2011), Tite levantou a taça de campeão brasileiro com o Corinthians, e meses depois se sagrou campeão da Libertadores em 2012.

O novo técnico da seleção reúne dentro de si o desejo do povo brasileiro, que é voltar a viver intensamente os jogos da seleção brasileira.