Opinião: Islândia, obrigado!

Crédito da foto: Reprodução/Facebook oficial Euro 2016

Infelizmente chegou ao fim a jornada da Islândia na Eurocopa 2016. Ontem (03) contra a França, dona da casa, os islandeses perderam por 5 a 2 e deram adeus a competição. Mas certamente os admiradores do futebol se lembrarão dessa incrível seleção e de sua contagiante torcida.

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No início da competição, ninguém imaginava que essa pequena seleção chegaria tão longe. Não só chegou longe, como deixou uma marca na sua história e na história da Eurocopa. Pela primeira vez participou de uma Euro, e logo na estréia chegou as quartas-de-final. Ficou a frente de Portugal e Áustria na fase de grupo e ainda eliminou a grande Inglaterra, feitos que os jogadores nunca se esquecerão.

Como torcedor e amante do futebol, me sinto um tanto revigorado. Ver a Alemanha, Itália e a França jogar é incrível, são as melhores seleções do mundo. Mas quando vejo uma desconhecida seleção surgir jogando um futebol técnico e principalmente muito tático, me faz ver a capacidade que o futebol tem de surpreender e de se transformar em diferentes formas.

Vi em campos franceses uma seleção que tem como principal característica a disciplina. Disciplina essa que está em sua cultura, os islandeses são disciplinados culturalmente, e apenas colocaram essa característica dentro de campo, fazendo com que as  deficiências técnicas fossem anuladas com sua incrível obediência tática.

Mas o destaque não fica apenas dentro das quatro linhas, nas arquibancadas foi possível ver um verdadeiro show. Empurrando a sua seleção e fazendo uma festa marcante, os islandeses contagiaram o mundo. Com gritos e performances Vikings, foram juntos com seus jogadores em busca de algo inédito. Conseguiram encantar até os franceses, que por um momento antes da partida, seguiram os islandeses nos gritos e nos gestos que ficaram marcados durante toda a competição. Um momento marcante que jamais sairá da história.

Depois de um grande feito e de vários jogos marcantes, aqui fica o meu obrigado a Islândia. E espero que em 2018 na Rússia os islandeses estejam presentes, para quem sabe mais uma história ser escrita.