“Pra chorar”: jornal francês lamenta derrota; imprensa internacional exalta herói improvável

Crédito da foto: Reprodução / Jornal L'Équipe

A imprensa do mundo todo não deixou de reverenciar o feito de Portugal, campeão da Eurocopa 2016 sobre a França, em pleno Stade de France. Já a imprensa francesa lamenta a perda, em casa, do sonhado caneco.

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O argentino Olé destaca que Portugal foi capaz de vencer o jogo mesmo sem Cristiano Ronaldo em campo. “A equipe acreditou em si mesma, apesar da lesão de sua figura mais importante e conquistou pela primeira vez a Euro”. O periódico também lembrou que a seleção era questionada antes do início do torneio, principalmente pela convocação de jogadores de baixo nível, como Eder – herói da final.

A Gazzetta dello Sport, da Itália, brinca que a Série A tem o Eder errado (em referência ao homônimo atacante da Inter de Milão). Para o jornal, ninguém acreditaria se dissessem, em junho, que Eder – o português –  faria o gol decisivo do torneio.

O L’Équipe relembra que o “conto de fadas” dos triunfos em casa (Euro de 1984 e Copa do Mundo de 1998) foi manchado pela derrota. Ainda que a França tenha começado bem, sucumbiu ao jogo coletivo dos comandados de Fernando Santos.

O jornal também exaltou o inesperado protagonismo de Eder, que conseguiu um tiro livre indireto (mesmo tendo sido ele a colocar o braço na bola) e depois o gol histórico na prorrogação. “O novo herói da nação portuguesa provavelmente não jogaria se Cristiano Ronaldo não tivesse se lesionado”.

O Le Monde, também da França, diz que “após uma jornada incrível, os Blues não conseguiram entregar à França seu quarto troféu (…) ante a um atordoado Stade de France”. Para o jornal, a seleção nacional vive “uma década de azar e controvérsia, iniciada pela golpe de Zinedine Zidane no italiano Marco Materazzi”, em referência à expulsão do craque francês na final da Copa do Mundo de 2006, vencida pelos italianos.

O periódico descreve que, após o apito final, se via que os jogadores estavam bastante abatidos, “grogues”, enquanto Didier Deschamps, o técnico, tentava conter sua ira.

O The New York Times afirma que a ausência e CR7 “não teve o impacto esperado” e que o gol de Eder “saiu do nada”, após conseguir um raro espaço na zaga francesa. A CNN pondera que se Portugal não teve Cristiano Ronaldo, pode contar com defesas heroicas de Rui Patrício, o chute no travessão de Raphael Guerrero e o gol de Eder, no fim da prorrogação.

A BBC, de Londres, diz que Cristiano Ronaldo deu tantos conselhos táticos quanto o técnico Fernando Santos, nos “caóticos momentos finais”.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias