Sol, praia e futebol em Cancún: não tinha como dar errado

O convite não poderia ter sido mais inesperado. Eu estava em casa, adiantando algumas coisas de trabalho antes de ir para a redação, quando a chefia me pergunta se eu gostaria de representar o Torcedores.com em um evento da Puma, a convite da marca de material esportivo. Seria para cobrir a final da Copa Tricks, em Cancún, no México. Como missão dada é missão cumprida, aceitei.

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A Copa Tricks foi uma ação de marketing organizada pela Puma para promever a venda das chuteiras Evo Power Tricks 1.3 FG e Evo Speed SL II Tricks. Edições regionais do torneio aconteceram no Brasil, no México, na Argentina, no Chile, no Peru e nos Estados Unidos. Funcionava da seguinte forma: os primeiros compradores das chuteiras poderiam montar um time com amigos e encarar outras equipes. O vencedor de cada país se classificaria para a final em Cancún.

A convite da Puma, fui para a Cancún junto ao Wake n’Bake, time que venceu a seletiva brasileira. Luigi Barbieri, 22 anos, Pietro Barbieri, 23, Fernando Leite, 22, e Guilherme Fongaro, 21 jogam juntos há tempos. E, sem dificuldades para vencer as demais equipes do Brasil, naturalmente chegaram ao México com pinta de favoritos.

Além da confiança em serem campeões da Copa Tricks, os quatro jovens de São Paulo respiram futebol. Jogam em diversos times universitários e amadores, falam de táticas, atletas e times a todo o momento. Nem na primeira conexão do voo – em Bogotá, na Colômbia, o esporte foi deixado de lado, quando nós todos acompanhamos a vitória de Portugal sobre a Polônia nas quartas de final da Eurocopa.

Conheci os meninos alguns dias antes, quando eu, o editor-assistente do Torcedores.com, Lucas Tieppo, e o cinegrafista Samuel Cabral fomos fazer um “desafio de habilidades”. Apesar da nossa falta de talento com a bola nos pés – afinal, somos jornalistas… -, deu para ver que os quatro jogavam bem.

Fomos os primeiros a chegar em Cancún, na noite de quinta-feira (30). Cansados, mas com o fuso horário a favor (duas horas a menos do que São Paulo), tomamos alguns drinques no resort. Eu fui dormir. Eles saíram para curtir a noite, já que o único compromisso da sexta-feira (1º) era um jantar com todas as outras equipes. Logo, tínhamos o dia livre para aproveitar a beleza do local.

No dia seguinte, os jogadores dos outros países foram chegando. Mexicanos, chilenos, peruanos, norte-americanos e, por fim, os argentinos. Drinques, futvôlei na praia, piscina, mais drinques e a eliminação da “maravilhosa geração belga” para o País de Gales na Eurocopa foram a programação da sexta.

Veio a noite. Fomos todos para a praia e conhecemos melhor os adversários. Sentimos que seriam adversários apenas dentro da quadra. Fora, o clima era de amizade. Principalmente após a chegada de um grupo de mariachis. Chapéus mexicanos foram distribuídos, junto com rodadas de tequila. Entretenimento para ninguém colocar defeito.

No sábado (2) de manhã, saímos do resort rumo à paradisíaca Playa del Carmen, um local tão bonito quanto badalado. Nosso destino era o Mamita’s Beach Club, um clube privado encravado na areia da Playa. Música alta, DJ, bandeiras da Puma e uma quadra estavam montadas. A Copa Tricks estava prestes a começar.

Por mais que no Brasil faça calor, no México a situação é brava. O clima, mesmo a beira-mar, era seco. Se para mim, que estava apenas observando, fotografando e filmando, era complicado suportar a temperatura, imagino para as equipes. Mas, assim como para mim, missão dada a eles era missão cumprida.

Os meninos do Brasil só tropeçaram na primeira fase para o Chile. Mas venceram Peru, Estados Unidos e Argentina. Empataram com o México. Assim, avançaram para a semifinal, junto com mexicanos, peruanos e chilenos.

Na semifinal, os brasileiros venceram o Peru e os chilenos perderam para o México. Na decisão, os donos da casa – com, podemos dizer, uma ajudinha dos juízes – levaram a melhor na morte súbita.

Por mais que fosse um torneio amistoso, não profissional e recheado de marketing, era visível a decepção do grupo do Brasil. Os rapazes ficaram chateados com o resultado. Mas, como um deles me contou depois, não a ponto de deixar de sair à noite.

Como para toda a tristeza há solução, a noite de Cancún se mostrou um belo remédio para todos. Não vi, não sei, não posso dizer. Mas relatos dão conta de que todos se divertiram a valer.

No domingo cedo, nos preparamos para sair do “mundo Puma”. Sobrevivemos todos com sucesso à experiência mexicana. Na rota de retorno a São Paulo, passamos por Lima, no Peru. O cansaço era grande em todo o grupo. Mas todos estavam felizes. E pensar que toda essa aventura aconteceu por causa de um par de chuteiras que lhes deram muita história para contar.

*O jornalista Matheus Adami viajou a convite da Puma Brasil.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.