Eliminada! Seleção brasileira perde para a Suécia e está fora das Olimpíadas. Saiba como foi!

Foto: Reprodução/Twitter

A seleção brasileira de futebol feminino perdeu a Suécia, em um jogo complicado, e está eliminada dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Após 90 minutos com clima de tensão e nervosismo, o zero a zero nos tempo normal e na prorrogação levou a partida a segunda disputa de pênaltis seguida das meninas do Brasil na Rio 2016. Nas cobranças, Lindhal brilhou e classificou as suecas.

 

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A partida…

O Brasil enfrentou um time muito bem armado na defesa. A Suécia, que conseguiu sua vaga na semifinal em um jogo que teve que se defender durante quase toda a partida contra os Estados Unidos, entrou disposta a complicar as coisas para as brasileiras, diferentemente do que aconteceu na goleada de 5×1, na primeira fase. Com três volantes em campo, a seleção da técnica Pia Sundhage se propôs a se defender e procurar algum contra-ataque.

O primeiro chute a gol aconteceu com 5 minutos. Sem achar espaços para entrar na zaga sueca, Formiga arriscou de fora da área, mas mandou a esquerda da goleira Lindahl. Aos 8′, após lançamento longo, Schelin, a capitã da equipe sueca, chutou por cima do gol de Bárbara. Substituta de Cristiane, Debinha tentou da entrada da área aos 16′, mas não pegou bem na bola. A mesma Debinha voltou a causar perigo com 22 minutos, obrigando a goleira sueca a fazer boa defesa, após um cabeceio.

Aos 25′, a craque Marta cobrou escanteio fechado e a zagueira da Suécia quase marcou contra. Com 27′, a camisa 10 do Brasil voltou a assustar. Depois de driblar a zagueira, Marta finalizou a direta do gol de Lindahl. Andressa Alves teve duas chances antes do intervalo. Aos 42 minutos, depois de receber cruzamento de Beatriz, cabeceou sem força no meio do gol e, aos 43′, chutou de longe, mas a goleira adversária, bem colocada, encaixou a bola.

O único em chute em gol da Suécia, na primeira etapa, aconteceu com a zagueira Fischer, aos 46 minutos. Bárbara, sem dificuldades, defendeu.

Para o segundo tempo, o técnico Vadão mandou a campo a meio campo Andressinha, para dar mais mobilidade e criatividade ao ataque. Com vontade de decidir logo a partida, o Brasil partiu para o ataque desde o início da segunda parte do jogo. Aos 5 minutos, Beatriz finalizou de dentro da área, mas não acertou a direção da goleira. Com 14′, as suecas voltaram a ameaçar. Após saída de jogo errada de Bárbara, Blackstenius recebeu a bola de Seger, mas a arqueira do Brasil se recuperou e defendeu. Beatriz teve a oportunidade de bater a gol, mas acabou isolando, aos 19′.

A partir dos 20 minutos de segundo tempo, as suecas tomaram as rédeas do jogo, tendo mais oportunidades no ataque, mas este ‘domínio’ não durou muito. As brasileiras só voltaram a finalizar com Marta, aos 27, mas Lindahl defendeu bem. Com 29′, a goleira europeia voltar a realizar uma defesa, dessa vez em finalização de Beatriz. Andressa Alves pegou uma sobra dentro da área aos 33 minutos, mas chutou desviado para fora. No último lance de perigo do tempo normal, Formiga, a melhor jogadora da partida, demonstrando muita qualidade, cabeceou para o chão, mas a arqueira sueca encaixou a bola e mandou a partida para a prorrogação.

Para os 30 minutos do tempo extra, Vadão colocou em campo a centroavante Cristiane, a maior artilheira da história dos Jogos Olímpicos e que estava há dois jogos, mas foi a Suécia que assustou primeiro, com Schelin, de cabeça, aos 7 minutos. A seleção brasileira passou a abusar dos lançamentos longos, demonstrando cansaço.

A camisa 9, Andressa Alves, voltou a finalizar aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação, mas a bola saiu fraca de seu pé direito. Dois minutos mais tarde, em contra-ataque rápido, a capitã da Suécia bateu fraco e para fora.

Marta teve boa chance de falta, quando faltavam três minutos para terminar a partida, mas Lindhal defendeu e garantiu o 0x0. O Brasil ainda teve uma chance na base da “empurrança”, mas a bola rebateu na zaga.

Nos pênaltis, Marta iniciou cobrando e fez o seu, mas Cristiane e Andressinha pararam na ótima goleira Lindhal. No fim, 4×3 para a Suécia e o sonho do ouro das brasileiras novamente adiado.

Ficha técnica: 

Local: Estádio do Maracanã – Rio de Janeiro – RJ

Árbitra: Lucila Venegas (México)

Assistentes: Mayte Ivonne Chaves Garcia (1), Enedina Caudillo Gomez (2) e Mellisa Paola Borjas Pastrana (quarta árbitra).

Brasil: Bárbara, Fabiana, Mônica, Rafaelle e Tamires; Thaisa (Andressinha), Formiga e Marta; Debinha (Cristiane), Beatriz (Raquel) e Andressa Alves; Técnico: Oswaldo Alvarez, o Vadão.

Suécia: Lindahl, Rubensson, Fischer, Sembrant e Samuelsson (Berglund); Dahlkvist, Seger, Appelqvist (Schough) e Asllani; Schelin e Blackstenius (Jakobsson). Técnica: Pia Sundhage.

 



Estudante do 9º semestre de jornalismo e amante dos esportes, principalmente o bom e velho futebol. Setorista de Atlético-MG e Futebol Feminino.