Corinthians 106 anos: a tão sonhada Libertadores

Foto: Divulgação/Daniel Augusto/Ag. Corinthians

Mais do que um sonho, a Libertadores havia se tornado uma obsessão para o Corinthians, afinal, com 102 anos de história, o clube nunca tinha chegado ao final do torneio. Além da pressão exercida pela torcida para a conquista do título, aguentar as brincadeiras dos times adversários também não era uma tarefa fácil.

LEIA MAIS:

Corinthians 106 anos: relembre o dia que Corinthians e Vasco decidiram quem era o melhor do mundo

Eis que o dia tão sonhado pelos corinthianos chegou: finalmente o time iria disputar a final de uma Libertadores. A realização do maior sonho da torcida estava a ponto de se realizar. Mas, havia uma pedreira pela frente: o Boca Juniors, de Riquelme.

Como o Corinthians teve a melhor campanha na Libertadores, ganhou o mando de jogo na última partida da disputada taça. No jogo de ida, na Argentina, o time brasileiro fez a lição de casa, empatando com o Boca por 1×1. Com esse resultado, o Corinthians levou a decisão para sua então casa, o Pacaembu.

4 de julho de 2012, 21h50 pelo horário de Brasília, o árbitro colombiano Wilmar Rondan deu início àquela partida decisiva.

A torcida estava em festa no Pacaembu – o que, sem dúvidas, embalou o Corinthians, que foi com força total para cima do time comandado por Riquelme. Com o passar dos minutos, logo o jogo foi se desenhando. Apesar do bom time do Boca Juniors, as chances reais de gols estavam do lado corinthiano. Apesar disso, o time foi para o intervalo com 0 a 0 no placar.

No começo do segundo tempo, o Boca mostrou mais atitude e foi para cima do Corinthians, que não cedeu à pressão e segurou o time argentino. Então, aos 8’ do segundo tempo, Riquelme cometeu uma falta, fora da área, em cima do jogador Danilo. Estava ali a chance para o Corinthians abrir o marcador. Alex foi o escolhido para a cobrança. O meia lançou para a área, Jorge Henrique desviou e a bola caiu no pé de Danilo que, de calcanhar, lançou para Sheik que mandou a bola para o gol.

 Sheik, o cara do jogo

Desde o início da partida, as maiores chances para o Corinthians saíram dos pés dele. Sheik queria marcar o seu nome na história do clube – e marcou. Mesmo com toda a catimba imposta pelos argentinos, o atacante não se intimidou e, aos 27’ do segundo tempo, em uma bobeada do zagueiro Schiavi do Boca, Emerson tomou a bola, partiu para a área, deixou o zagueiro Caruzzo para trás  e aumentou o placar para o Corinthians. O Boca bem que tentou, mas o time corinthiano soube administrar o resultado. Assim, aos 48’ do segundo tempo, o árbitro colombiano soltou o apito final, carimbando de vez o passaporte do Corinthians — de forma invicta — para o Japão. Foram 22 gols marcados e apenas quatro sofridos em oito vitórias e seis empates.

O grito que há muito tempo estava entalado, finalmente foi extravasado pelos jogadores e pela torcida corinthiana: “é campeão”!

 

Corinthians x Boca Juniors

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 4 de julho de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Assistentes: Abraham Gonzalez (COL) e Humberto Clavijo (COL)

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Ralf e Alex; Jorge Henrique, Emerson e Danilo. Técnico: Tite

BOCA JUNIORS: Orion; Sosa, Caruzzo, Schiavi e Clemente Rodríguez; Ledesma, Somoza, Erviti e Riquelme; Pablo Mouche e Santiago Silva. Técnico: Julio César Falcioni