Especial Corinthians 106 anos: Enfim, a sonhada vaga na final da libertadores

Foto: Reprodução

Era uma quarta-feira, mais precisamente dia 20/06/2012, as 21:50, no meu, no seu, no nosso, Pacaembu. O Corinthians de Danilo, deixava de fora da final da libertadores, o Santos de Neymar, e pela primeira vez, chegava para disputa do título em uma final da competição sul-americana.

Para o Corinthians, vinha a vantagem da vitória na primeira partida, com o Santos, a torcida do resto do país, apostando que marcando o primeiro gol, complicaria o jogo para o Corinthians. E o gol saiu, mas o time se manteve, como em toda a libertadores, seguro, sem susto e sem medo. Aí, o timão mudou, e mudou para melhor, mudou a postura, controlou, e pois de volta o sorriso confiante no rosto do seu torcedor, que sofrera com a angustia de garantir a vaga na final, que viria a ser disputada diante do Boca Juniors.

O Santos de Neymar, era o atual campeão da Libertadores, mas não se viu isso. Talvez no primeiro tempo sim, quando Leandro Vuaden apitou o fim da primeira etapa, o Santos era melhor, jogando no campo do Corinthians, 61% de posse de bola, situação agonizante para o torcedor, mas não para a experiente equipe, que mesmo pressionada, se postou como “futuro campeão”.

Ai veio Liedson, na vaga de Willian, pra incendiar o jogo, pra incendiar a torcida, e o incendio dominou o Paulo Machado de Carvalho, e ninguém, ninguém mesmo mais “galanteador” do que Danilo, para com toda calma do planeta, dominar a bola, e mandar para o fundo da rede, era o gol de empate, do jogador clássico, do jogador que jogou a libertadores de terno e gravata, chique, brilhante e mortal.

Ai, me veio um filme na cabeça, será que depois daquelas eliminações, chegara a nossa hora? Faltavam menos de 30 minutos, o Santos voltou a pressionar, não muito eficiente, mas pressionava, ai me perguntei, será que dessa vez vai?

A cada ataque santista, a defesa jogava pra longe a bola, e eu me abraçava na esperança, de que dessa vez, nada poderia dar errado. Muricy colocou Elano e Léo, que tinham atrapalhado a gente em 2002 na final do campeonato Brasileiro, novo filme na cabeça, será que eles poderiam acabar com nosso sonho? Santos pressionava, Corinthians segurava, eram 11 jogadores dentro da área, mais 33 milhões também estavam ali dentro da área para segurar o empate, em pensamentos é verdade, mas estavamos.

Me lembro de ter ficado com diversos hematomas na perna, chutei sofá, mesa, cadeira e tudo mais, eu joguei, de casa, mas joguei, marquei, corri, sofri, afastei o perigo. Tínhamos o regulamento embaixo do braço, só precisamos segurar aquele resultado, não seria justo perdermos a vaga naquele momento.

Enfim, o apito final, de Leandro Vuaden, tocou como música nos ouvidos do Corinthians de Danilo e de mais 33 milhões de loucos, que jogaram juntos com o timão. O Corinthians de Cássio, Alessandro, Chicão, L. Cástan, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Alex, Danilo, Willian, Jorge Henrique, Liedson, e todos os outros atletas, enfim, comemorava a vaga na final, num dia incrível, num momento inesquecível.

Dai, na final, o Brasil seria Boca Juniors, e o Corinthians, ah, o Corinthians seria Corinthians…